SEM CÍRCULO VICIOSO – por darlan cunha

O jardim, o quintal e a garagem onde se deposita

quinquilharias, em tudo tu entras

e sais de lá deixando o rastro inerente

a quem prepara uma artimanha ou uma surpresa no meio

da noite, e eu me arguo querendo saber mais

sobre o ofício de viver, em vão

calço botas e visto luvas, me asseguro de beber e comer algo

antes de pôr os pés onde as mãos não vão, de pôr as mãos

onde primeiro deveria ir a prudência, mas

em se tratando de ti, de ti que ilude

a ilusão, melhor assim esteja eu: abrindo-me devagar

como um olho ou uma ‘munheca’ de samambaia,

porque o sol volta e re-volta há noites e pesadelos, há

sonhos novos e envelhecidos.

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