ÚLTIMO ALMOÇO poema de marilda confortin

Já não há mais nada de interessante

nas paredes desse restaurante

para consumir nosso tempo

Os  velhos marujos de gesso

nos conhecem pelo avesso.

A coleção de nós de corda de navio

orna com nossos laços, frios.

Não vai chover,

nem esquentar,

nem esfriar.

Não há mais tempo

nem assunto.

O silêncio incomoda.

O garçom some.

Quem paga a conta

dessa falta de fome

que nos consome?

 

 

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