CAOS poema de joão batista do lago

                                                                      dedicado ao poeta  JB Vidal

 

entre a tensão de mudanças e de origens

cobra-se a mudança da origem.

como mudar o caos da virgem?

nela não há céu, tampouco inferno;

não há terra, tampouco mar!

Ela é simplesmente caos:

abismo nebuloso que me faz vagar

como força misteriosa

moldada entre vazios diásporos.

e assim, filho do caos da virgem

vou-me originando em cada verbo

sem pressentir que em cada verso

pretendo transgredir a virgem

num poema feito de versos noviços

pensando rasgar o abismo

da virgem em palavra que me pariu poeta

poeta sem terra, nem céu!

poeta sem inferno, nem mar!

 

[…]

 

poeta do caos!

 

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