MUTABILE poema de lilian reinhardt

(líricas de um evangelho insano)

Travessia, sumidouro,
fratura d’água, dentirrostro
atravessa o escorso do vento,
perde-se  além do vidro da ilha,
escorre pela vinha dos olhos,
arriba nos pássaros da estiagem,
não diz a palavra caída,
nem rejunta a perdida sombra,
mas, se encolhe no verso vazado,
recicla de azul o céu molhado de aço,
dorme pelos caminhos murchos,
e sob os ossos  escreve na transmigração impressentida…
a rotunda forma de bebidas quimeras,
impermanência coagulada,
líquido tempo, vazante…
Afunda na garganta, das rosas!

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