Arquivos Diários: 3 agosto, 2008

PODEROSOS do MUNDO querem a AMAZÔNIA! BRASILEIROS SE OMITEM. – por hélio fernandes

Grupo dos 100, que se julgam donos do mundo: “Só a internacionalização pode salvar a Amazônia”. Deputados e senadores da Itália, pátria da “corrupção endêmica” de que falou outro corrupto, o presidente Clinton: “A destruição da Amazônia será a destruição do mundo”.

Ecologistas da Alemanha, reunidos em Congresso: “A única salvação para a Amazônia brasileira é a sua internacionalização”.

 

Mikhail Gorbachov, traidor do seu próprio país, a União Soviética, que entregou de mãos beijadas aos piores interesses multinacionais: “O Brasil deve ceder parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes”.

 

François Mitterrand, quando acabava de obter o segundo mandato de presidente da França, com pequeníssima margem de diferença, no segundo turno: “O Brasil precisa aceitar uma soberania sobre a Amazônia. Mesmo que seja uma soberania relativa”.

 

Ecologistas reunidos nos EUA: “Dois terços do oxigênio do mundo vêm da Amazônia do Brasil. Eles não podem ser o pulmão do mundo, pois não têm competência para isso”.

 

Warren Cristopher, secretário de Estado dos EUA, da mesma linha de John Foster Dulles, Kissinger e outros: “Temos que aproveitar a liderança dos EUA para impor nos países da Amazônia, principalmente o Brasil, a diplomacia da força. E com isso ficarmos com a Amazônia do Brasil”.

 

Outro grupo de verdes da França, ditos democráticos, mas na verdade mantidos por multinacionais exploradoras: “A Amazônia, principalmente a do Brasil, tem que ser intocável, pois é o verdadeiro banco de reservas florestais da humanidade”.

 

Margaret Thatcher, baronesa da privatização mundial, 13 anos no poder na Inglaterra e hoje no mais completo ostracismo: “Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externas, que vendam seus territórios, suas riquezas, suas fábricas, suas reservas”. (O “conselho-intimação-intimidação” de Dona Thatcher foi seguido fielmente pelo governo FHC).

 

Conselho Mundial de Igrejas Cristãs: “A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa área colossal pelo Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador não pode ser permanente”.

 

Grupos multinacionais, reunidos nos EUA, a pretexto de defender o direito dos índios ianomâmis a terras que correspondem ao território de 27 Bélgicas: “É preciso ratificar e defender o direito dos índios ianomâmis a territórios que pertencem a eles, na fronteira com a Venezuela”.

 

PS – Isso é o que alguns grupos multinacionais e seus testas-de-ferro dizem da Amazônia. E o que poderíamos dizer deles? Pois fiquem sabendo que defenderemos a Amazônia como os chineses defenderam Porto Artur em 1905 da invasão estrangeira: com a própria vida.

 

 

OPINIÃO por patrícia maria santana

O saudoso educador Paulo Freire certa vez proferiu que “não há educação sem amor”. Sabiamente ele foi ao âmago de tudo, pois educar sem amor pode resultar em um mero ganha pão, em um simples contar de hora-aula ou em uma assinatura de folha de ponto apenas. É mister que viver de verdade exige vontade, alegria, doação,ou seja, exige paixão. E vou além aproveitando o poema do diplomata Francisco Otaviano de Almeida Rosa que diz que “quem passou pela vida em brancas nuvens, (…) passou pela vida e não viveu”. Acredito que mais que a própria razão, a condição de amar é que nos torna especiais dentre os seres que habitam a terra. E na hora de transmitir nossos conhecimentos aos outros homens é importante fazer valer isto que há de belo dentro de nós, sempre transmitindo conhecimentos com afeto.

De acordo com a perspectiva walloniana, falar de afetividade no ato educacional, mais precisamente na relação professor-aluno, é falar de como lidar com as emoções, com a disciplina e com a postura do conflito eu-outro. Vale ressaltar que essa postura de conflito eu-outro ocorre em dois momentos distintos da vida do educando: na infância e na adolescência. Para a criança, o conflito se dá com as diversas interferências da família, sua primeira comunidade, e da escola (ou qualquer outro ambiente que ela freqüente) em sua vida. Para o adolescente, o conflito ocorre com o estranhamento de si com o mundo que o cerca. A sociedade acaba influenciando no desenvolvimento psíquico do aprendiz. O professor deve estar atento e consciente de sua responsabilidade como educador. O ambiente de sala de aula, que muitas vezes pode se mostrar frio, severo e hostil aos nossos educandos, deve ser recolocado, reapresentado aos mesmos de forma mais amena e amigável. Quando a maioria das tarefas de sala de aula exige que a criança fique parada e estática, com uma atenção direcionada ao que é exposto pelo professor, mui certamente este local não será um dos mais atraentes a ela. Não é difícil, dentro desse clima austero, surgir hostilidade da criança em relação ao professor e ao ambiente escolar. Dentro dessas situações de conflito facilmente observadas nas escolas, o professor pode fazer toda a diferença. Se o professor tiver conhecimento do conflito eu-outro na construção da personalidade do aluno, com certeza, ele saberá conduzir as relações e receberá esses estímulos com mais calma, não tomando os mesmos como uma questão pessoal. O professor precisa compreender o aluno e seu universo sócio-cultural. Mas conhecer esse aluno (e seu universo) implica em uma pré-disposição de amá-lo. Cabe ao professor investigar mais esse aluno e, ao longo de sua formação, não deixar que esse educando acumule raivas ou questionamentos. Hoje muito se sabe que o lado intelectual caminha de mãos dadas com o lado afetivo.

De acordo com esses pontos discutidos, o relacionamento entre professor e aluno deve ser de amizade, de respeito mútuo, de troca de solidariedade, não aceitando de maneira alguma um ambiente hostil e opressor que semeie o medo e a raiva no contexto de sala de aula. A prática pedagógica deve sempre prezar o bem estar do educando. Quando o educador consegue entender o poder dessa pedagogia do amor e toda a bem querência que a mesma traz, mais e mais alunos aprenderão com maior facilidade e gosto e, acima de tudo, mais e mais professores notáveis e inesquecíveis passarão pela vida de nossos educandos deixando suas marcas positivas

Rumorejando (Como o dólar americano, cambaleando). por josé zokner (juca)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

E como filosofava, enquanto degustava algumas ostras e bebericava um vinho, culminando com um chá a base de catuaba, o obcecado: “Não ter um amor todo o tempo é um desperdício das horas, dos minutos, dos segundos e até mesmo dos décimos de segundo”.                                                                                                               

Constatação II (Passível de mal-entendido).

E como comentava aquela consumista contumaz com as amigas: “Eu sempre estarei totalmente aberta e receptiva para grandes e variadas novidades”.

Constatação III (De uma declaração de amor, via pseudo soneto, escrita antes do aquecimento global).

Acordei já não me lembro em qual cidade

E senti falta da minha Curitiba cinza

Dela me deu uma imensa saudade

Que até me deixou meio ranzinza.

 

Por causa do calor abafado, dormi pouco

Tive maus sonhos, terríveis pesadelos

Eu tava num asilo, tinha ficado louco

O que arrepiou todos os meus cabelos.

 

Alagado em suor, coração opresso

Na boca, gosto de chá de corrimão

De uma repartição pública, eu padeço.

 

Quero pro meu torrão voltar correndo,

Minha amada fria do meu sofrido coração

Não! Não quero mais viver sofrendo.

 

Constatação IV

Não se pode confundir solidário com solitário, muito embora a gente possa ficar o único, solitário, incausado* com certas causas, ao contrário do corporativismo solidário dos deputados e senadores com relação ao despautério de um colega que, comprovadamente, usou de falcatrua para seu – dele – próprio benefício ou de seus familiares. A recíproca, como toda a recíproca pode ser verdadeira ou não. Obviamente elementar, minha gente…

*Incausado = “que não tem causa; que não tem explicação; desmotivado, inexplicável” (Houaiss).

Constatação V

E não se pode confundir furtos com frutos, muito embora, em certos países, há uma infinidade de pessoas colhendo os frutos de roubos, assaltos, furtos, seqüestros, executados por bandos, quadrilhas, assaltantes, súcias, governantes, deputados, senadores. A recíproca é verdadeira, porque há muitos frutos que são motivos de furtos, exceto no caso de frutos, como no caso, antológico, da “laranja madura na beira da estrada tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé”, segundo nos fala o grande e imortal mestre Ataulfo Alves.

Constatação VI (Dúvida crucial via pseudo-haicai).

Não ter brincado com a prima

De médico, quando criança, pode

Ter afetado a auto-estima?

Constatação VII

Rico se atrasa no tráfego; pobre perde a hora.

Constatação VIII (Quadrinha, para alguns, masoquismo; para outros, puro sadismo).

Um amor não correspondido

É um martírio, um padecimento

Como se você nunca tivesse tido

Qualquer outro tipo de tormento.

Constatação IX

Deu na mídia: O jogador português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, é o jogador “mais apaixonante” do Campeonato Inglês, segundo o diretor-executivo da Associação dos Jogadores Profissionais da Inglaterra, Gordon Taylor”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas essa do diretor-executivo, não sei, não…

Constatação X

Quem ainda não visitou a exposição do Hélio Leites, na Casa Culpi, em Santa Felicidade, não tá com nada. E quem não conhece a obra do artista Attila Wensersky tá com o dobro de quem não visitou a exposição do Hélio. Tenho dito!

Constatação XI (Ah, esse nosso vernáculo).

A governadora,

Nada impoluta,

Impostora,

Pouco positiva,

Impôs,

Apôs

Impostos

Numa procedura,

Numa impostura

Impositiva,

Nada batuta.

Constatação XII

Quis fazer um papagaio

Pra pagar minhas contas.

O gerente me olhou

De través, de soslaio

E disse que não seria possível

Mas com cara-de-pau me forçou

A comprar ações do banco

E destarte,

Reter uma parte

Por um tempo na conta-corrente

Tão-somente.

O líquido que eu receberia,

Que me competiria

O, digamos, ajutório

Era tão irrisório

Que até fiquei meio às tontas

E quase tive um desmaio.

Ele alegou,

Dizendo ser muito franco,

Por causa da indefectível

Reciprocidade.

Já viram tamanha maldade?!

Tanta iniqüidade?!

Constatação XIII

Rico é badalativo; pobre, puxa-saco.

Constatação XIV

Rico se acostuma; pobre, vicia.

Constatação XV (Dúvida crucial).

Será que, quando Aristóteles, se referindo aos supostos racionais, proferiu “O homem é um animal político”, a frase suscitou protestos dos animais?
E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

 

        sem crédito. ilustração do site. CORAGEM É ISSO!