E PUR SI poema de walmor marcellino

Quando parto não esqueço

da morte que vou contando,

reconta meu patível descenso,

os degraus que insone desço,

em lástimas me perguntando:

Debaixo vou desse labéu

a invocar um sino, temente

ao abandono, em alvoroço;

infante clamando ao céu

como fosse um inocente.

Sou velho desde bem moço,

sendo por verdadeiro, mente

para si mesmo o sempre,

quando se faz semovente.

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