Arquivos Diários: 19 agosto, 2008

CIRANDA DOS PALAVREIROS poema de helio de freitas

 

 

Vidal, fiel palavreiro,

caudilho das letras,

gaúcho matreiro,

do blog leal paladino.

 

O outro Batista,

lacustre do agreste,

em tudo versado,

vate ilustre e analista.

 

Maneco poeta,

guardião da poesia

de nervos e sangue,

coração que palpita.

 

Juca barbudão rumoreja,

glosador incansável,

comentarista marcante,

neo-Salomão tão sapiente.

 

Marcelino valente,

militância sem jaça,

de verbo agressivo

que não há quem desfaça.

 

Padrela, versátil talento,

até o Marumbi escalou,

acrescenta a tão grande lista

atributos de palavreiro.

 

Egresso das receitas federais,

Saraiva exercita outras receitas,

sem cifras, só letras,

e vai bem o rapaz.

 

E Jairo Pereira,

de outro planeta,

revolução e vanguarda,

abdução de caneta.

 

Marilda e a Bárbara,

lirismo e vigor,

com muito valor,

cada qual com sua cor.

 

Tadeu bigodudo,

da Curitiba polaca

bardo raçudo,

sem texto que empaca.

 

Cleto, Filó,

rol de outros tantos

palavreiros da hora,

com brio e talento.

 

A todos vocês

o abraço fraterno,

o aplauso sincero

e muitas mercês.

 

POEMA I – poema de carolina correa

Sou pé no chão

Cabeça, nem tanto

 

Me entrego à filosofia das entrelinhas

Sem muito gosto pelo óbvio

 

Comunicação para mim vai muito mais além da mera dicção,

Por isso escolhi me comunicar pela paixão.

Daí, a compreensão daqueles que julgamos irracionais.

 

Meu objetivo de vida é a curto prazo

Pecadora

Sou guiada pelos prazeres imediatos

 

Escrevo

Canto e disseco

 

Isso é pura Carolina

Hoje.

Amanhã…

Já disse q meu objetivo de vida é a curto prazo?

SE A GENTE GRANDE SOUBESSE poema de darlan cunha

Natural que entre as alas de um dia qualquer

surja o que se torna conceito

daí pra frente, é mesmo

da natureza ser vítima e algoz de nossos membros

é o ímã ao qual não se foge, ou se foge

numa fria manhã, num quarto

de hora

qualquer, sim, vê:

se a gente grande soubesse refletir no mesmo

tom e noutros

mais apurados a matéria

dos sonhos

que nos fazem inventar e subir nos degraus

da Grande Escada, saberias tu, por

exemplo, onde o trapézio nos jogaria

um nos laços ou rodízios do outro ?

PALAVRA e ESPADA poema de walmor marcellino

 

Pende a palavra
uma espada
com fio de vidro.
Nasce tímida a palavra
sob a espada
e queima a boca a palavra
em amargo sal.

Flora de perdido hilo
em sereno vidro
vai amanhecer depois.
Agora a espada e seu fio
de anúncio e olvido.

Ela tenta seu vôo
expande a palavra
seu ar de gorjeio.
A palavra ameaça
Eu digo
Ameaça
mas seu pássaro perigo
já não voa.
Boca a boca ela resiste.
A palavra e sua flora
no espaço de suas ervas
seu som puro e liberdade.

 

MARILDA CONFORTIN no espaço cultural ALBERTO MASSUDA