Arquivos Diários: 31 agosto, 2008

A LA COMUNIDAD INTERNACIONAL – À COMUNIDADE INTERNACIONAL – pela editoria

 

 

            Denunciamos el reciente ataque del gobierno de Daniel Ortega contra el sacerdote y poeta Ernesto Cardenal.

El Padre Cardenal había sido acusado en 2005 por injurias a raíz de una carta que publicó en defensa propia, y recibió una sentencia absolviéndolo de estos cargos y declarándolo inocente, tan absurda era la acusación.  

Ahora, un juez obediente a Ortega ha revocado esa sentencia declarándolo culpable. Esta acción es totalmente ilegal. La legislación nicaragüense considera que una sentencia sólo puede ser apelada en los seis meses siguientes, de lo contrario se considera cosa juzgada, y no puede cambiarse. Pero el sistema judicial responde a la voluntad política de Daniel Ortega.

Todo aparece como una clara represalia por la permanente actitud crítica del padre Cardenal contra los abusos del gobierno de Ortega. Casualmente, esta sentencia fue dictada a su regreso de la toma de posesión del Presidente Lugo en Paraguay, a la que fue invitado de honor y a la que Daniel Ortega se vio impedido de asistir por el rechazo de las organizaciones feministas a su presencia, dada la acusación de abuso sexual  que le hiciera su hijastra, Zoilamérica Narváez. En Paraguay, como en otros lugares, Cardenal dijo lo que piensa de Ortega.

La integridad de Ernesto Cardenal y sus credenciales como persona que ha dedicado su vida a la causa de la justicia, confieren enorme autoridad a sus críticas, tanto dentro como fuera de Nicaragua.  Esto resulta intolerable para Daniel Ortega y es la razón por la cual Ernesto Cardenal ha sido condenado en un fallo judicial injusto y vengativo, y por tanto escandaloso.

Ernesto Cardenal es la más reciente víctima del acoso sistemático orquestado en contra de todos aquellos que han levantado sus voces para denunciar la falta de transparencia, el estilo autoritario y el comportamiento inescrupuloso y la falta de ética de Daniel Ortega en su retorno al poder.

Llamamos a los escritores y amigos de Nicaragua en el mundo a denunciar esta persecución política, a demandar el cese de estas acusaciones ilegales e infundadas y a expresar su solidaridad con Ernesto Cardenal y con el derecho del pueblo nicaragüense a vivir libre de miedo y represión.

 

FIRMAS:

 

1. Héctor Abad Faciolince (Colombia)

2. Hugo Achugar (Uruguay)

3. Luis Fernando Afanador (Colombia)

4. Héctor Aguilar Camín (México)

5. Sergio Aguayo (México)

6. Sealtiel Alatriste (México)

7. Eliseo Alberto (Cuba)

8. Felipe Aljure (Colombia)

9. Nuria Amat (España)

10. Jotamario Arbeláez (Colombia)

11. Raúl Arias Lobillo (Rector Universidad Veracruzana, México)

12. Edda Armas (Presidenta Pen Club de Venezuela)

13. Ricardo Bada (España)

14. Mario Benedetti (Uruguay)

15. Jorge Boccanera (Argentina)

16. Juan Carlos Botero (Colombia)

17. Javier Bozalongo (España)

18. Rosa María Britton (Panamá)

19. Chico Buarque de Holanda (Brasil)

20. Javier Campos (Chile)

21. Marco Antonio Campos (México)

22. Horacio Castellanos Moya (El Salvador)

23. Victoria de Estefano (Venezuela)

24. Luis Antonio de Villena (España)

25. Joaquín Estefanía (España)

26. Festival de Poesía de Granada (España)

27. Julio Figueroa (México)

28. Ramón Fonseca M. (Panamá)

29. Eduardo Galeano (Uruguay)

30. Eduardo García Aguilar (Colombia)

31. Francisco Goldman (Estados Unidos/Guatemala).

32. Gloria Guardia (Panamá)

33. Jorge F. Hernández (México)

34. Miguel Huezo Mixco (El Salvador)

35. Bianca Jagger (Inglaterra)

36. Darío Jaramillo (Colombia)

37. Noe Jitrik (Argentina)

38. Alicia Kozameh (Argentina)

39. Ana Istarú (Costa Rica)

40. Patricia Lara (Colombia)

41. Walter Lingán (Perú)

42. Luce López-Baralt (Puerto Rico)

43. Ángeles Mastretta (México)

44. Oscar Marcano (Venezuela)

45. Salvador Medina Barahona (Panamá)

46. Mario Mendoza (Colombia)

47. Seymour Menton (Estados Unidos)

48. Tulio Mora (Presidente Pen Club del Perú)

49. Marysa Navarro (España/Estados Unidos)

50. Eric Nepomuceno (Brasil)

51. Julio Ortega (Perú)

52. José Miguel Oviedo (Perú)

53. Cristina Pacheco (México)

54. José Emilio Pacheco (México)

55. José María Pérez Gay (México)

56. Nélida Piñón (Brasil)

57. Vicente Quirarte (México)

58. Josué Ramírez Velázquez (México)

59. Abelardo Rodríguez Macías (México)

60. Daniel Rodríguez Moya (España)

61. Margaret Randall (Estados Unidos)

62. Rosa Regás (España)

63. Laura Restrepo (Colombia)

64. Juan Manuel Roca (Colombia)

65. Miguel Rojas Mix (Chile)

66. Carmen Ruiz-Barrionuevo (España)

67. José Carlos Rosales (España)

68. Alejandro Sánchez-Aizcorbe (Perú)

69. Julio Eutiquio Sarabia (México)

70. Stacey Alba Scar (Estados Unidos)

71. Federico Schopf (Chile)

72. Ricardo Silva Romero (Colombia)

73. Antonio Skarmeta (Chile)

74. Saúl Sosnowski (Argentina)

75. David Unger (Estados Unidos)

76. Marcela Valencia Tsuchiya (Perú)

77. Fernando Valverde (España)

78. Mario Vargas Llosa (Perú)

79. Juan Gabriel Vásquez (Colombia)

80. Minerva Margarita Villarreal (México)

81. José Javier Villarreal (México)

82. Juan Villoro (México)

83. José Félix Zavala (México)

84. Jonathan Cohen (USA)

 

José Saramago escribió:

 

La primera precaución consistirá en no confundir nunca la ley con la justicia. A Ernesto Cardenal no le ha servido a ley porque la administra una justicia que se dejó corromper por los rencores y las envidias del poder. Ernesto Cardenal, uno de los mas extraordinarios hombres que el sol calienta, ha sido victima de la mala conciencia de un Daniel Ortega indigno de su propio pasado, incapaz ahora de reconocer la grandeza de alguien a quien hasta un papa, en vano, intentó humillar. A Daniel Ortega le pido que se mire en un espejo y me diga qué es lo que encontrará en él. Si le da vergüenza, al menos que tenga la valentía de pedir perdón. Si no lo pide, si no levanta la voz para clamar, él mismo, contra la condena de Ernesto Cardenal, sabremos que sus méritos humanos y políticos han caído a cero. Una vez más una revolución ha sido traicionada desde dentro.

 

José Saramago

 

NOSSA GRANDE CULPA por alceu sperança

 

O pessoal fala muito que o chato, incômodo Hobbes cunhou a expressão “o homem é o lobo do homem”, mas esse conceito já havia sido exposto bem antes, pelo dramaturgo latino Titus Maccius Plautus (254–184 a.C.). Thomas Hobbes (1588–1679), talvez tenha sido o mais famoso dentre os que acham que o homem não tem jeito, que as coisas são assim mesmo e nunca vão mudar, cunhando sua máxima de que “a condição do homem (…) é a da guerra de todos contra todos”. Ou seja, com seus semelhantes e sobras para a natureza.

Para contrariar essa coisa horrível, vem em nosso providencial socorro o velho/jovem Marx com um conceito bem superior e mais alvissareiro: “A sociedade atual, muito longe de ser um cristal sólido, é um organismo susceptível de mudança e em permanente processo de transformação” (prefácio à primeira edição de O Capital, 1867).

Será que vamos nos render aos muito-vivos de gravata e colarinho engomado que assaltam os cofres públicos e aos mortos-vivos maltrapilhos que roubam nossos varais por terem sido excluídos das riquezas pelos muito-vivos? Acreditar que a corrupção do alto coturno e o desespero famélico dos excluídos são condições naturais, próprias da natureza humana, e que não há mais nada a fazer senão atirar em quem chegar perto e também tirar uma casquinha do bolo aprontando alguma contra nosso semelhante não é algo que possa durar sem que um alto preço um dia venha a ser pago por essa burrice toda. Um preço que talvez não seja pago por nós, mas por nossos filhos ou no máximo netos. Cabe refletir sobre se esta é uma herança justa e honrada para deixar a eles.

O antropólogo Marshall Sahlins tem demonstrado com especial esmero que nós podemos escolher entre a visão hobbesiana do homem (que seria o “lobo” de seu semelhante) ou agir no sentido marxiano de que a sociedade não é um cristal sólido, mas um processo sujeito a mudanças. Para Sahlins, a cultura é algo historicamente reproduzido na ação, que você pode repetir, canibalizar (recorde-se o Manifesto Antropofágico da Semana de Arte Moderna de 1922) ou melhorar. Recebo pelo nosso e-correio um interessante apanhado sobre a vida em sociedade em gerações anteriores. Alguns trechos:

1) As pessoas sendo abanadas, que vemos em filmes, tem como explicação o mau cheiro que exalavam por debaixo das saias, feitas para conter o odor das partes íntimas, que não tinham como ser higienizadas devidamente e associadas ao costume de não tomar banho devido ao frio. O cheiro era camuflado pelo abanador, que também espalhava o bodum do corpo e o mau hálito para espantar os insetos.

2) A maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (no hemisfério Norte, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí porque maio é o “mês das noivas” e sabemos a razão da noiva carregar aquele buquê.

3) Os mortos, para não serem enterrados vivos, tinham amarrada uma tira no pulso, que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria assim “salvo pelo gongo”, expressão usada até os dias atuais.

São algumas curiosidades com a intenção de mostrar que a sociedade evolui e não fica mantendo maus hábitos eternamente. Por isso, a corrupção que tem como evidências mais aparentes o nepotismo e o inchaço da máquina pública dos muito-vivos, que dão o exemplo para a roubalheira que invade nossos quintais através dos mortos-vivos da cachaça e do crack, não estão destinados por alguma diabólica divindade a se eternizar. Podemos reagir contra isso ou deixar essa herança vergonhosa para nossos filhos e netos. A escolha é nossa. Já dizia o sábio Darwin: “Se a miséria de nossos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas por nossas instituições, grande é a nossa culpa”.

ATIRADOR MATA CÃES DE COMPANHIA E ATINGE VEÍCULOS QUE PASSAM NA RUA (a pedido de leitores do site)

Moradores da rua Marechal Hermes (Centro Cívico), distante três quadras do Palácio Iguaçu (governo), estão alarmados e preocupados com o “matador de cachorros, com donos, e atirador com espingarda de chumbo nas residências vizinhas” como definem o que vem ocorrendo naquela quadra em frente ao nº 1299. Dois vizinhos tiveram seus cães de companhia mortos por veneno e outro morador está com seu cão ferido gravemente em razão dos tiros. As paredes e as grades da residência atestam a ação do livre atirador urbano que eles qualificam como “psicopata” como se vê na faixa-SOS. A polícia já foi acionada e está investigando. Algumas ONGs protetoras dos animais estão mobilizadas. Moradores afirmam que o atirador passou a atingir os veículos que passam pela rua, provocando quebra de vidros e furos na lataria. Então pessoal evitem a rua Marechal Hermes no trecho que compreende as quadras entre as ruas João Bonn e Celeste Santi em Curitiba e caso tenha alguma informação DENUNCIE.

 

 

aqui morreu um cão de companhia envenenado.

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as marcas dos tiros de chumbo estão por toda parte da residência.

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este é o prédio no qual os vizinhos desconfiam que more o matador e atirador. os moradores do edifício estão muito preocupados com a sua segurança.

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evite este trecho, entre João Bonn e Celeste Santi, na Marechal Hermes.

Rumorejando (03 medalhas de ouro para o Brasil, constatando). por josé zokner (juca)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I (De uma quadrinha aparentemente matemática).

A resolução

Daquela equação

Das brigas do casal

Acabou no hospital.*

*Foi uma briga administrativa. Eles eram irmãos e os donos e gestores do hospital. Também Rumorejando pensou que era um casal, constituído por marido e mulher que teriam se desentendido onde haveria rolado agressões mutuas. Ainda bem!

Constatação II

Surrupiaram o dinheiro da Ong

Com a maior naturalidade

Como numa disputa de pingue-pongue

Como se fosse o jogo da amizade.

Constatação III (Altos e baixos da nobreza).

Por logaritmo,

Tanto decimal,

Como neperiano,

Também por algoritmo

O conde, grande matemático,

Chegou ao resultado

Que nunca mais

Seria amado

Como fora no primeiro ano

Do seu relacionamento matrimonial,

Quando depois de um dia tumultuado,

Estressante e problemático

Ele chegou em casa cansado

Mas ansiado por um antológico,

Nada escatológico,

Evento sexual,

E sem esquecer o dialógico

Cheio de ais

Como jamais.

Ele não havia atinado

Por uma dor de cabeça,

Não necessariamente eventual,

E, sim uma constante opcional

Da senhora condessa.

Coitado!

Constatação IV (Meio repetitiva).

E como finalizava suas elucubrações aquele técnico, precisamente antes da preleção final, no final do alongamento: “Eu preciso dizer para os meus atacantes que é preciso ser preciso nas finalizações”.

Constatação V

Era um cara comedido. Depois de comer 2 pizzas, das grandes, acompanhadas de cervejas, pedia, pra contrabalançar, adoçante no cafezinho.

Constatação VI

E como apregoava filosófica e didaticamente o obcecado: “A gente tem que ser favorável à mudança de posição. Afinal, não adianta querer repetir as inesquecíveis emoções anteriores porque elas nunca se repetem”.

Constatação VII

Preencher uma lacuna é, nas eleições, votar em branco, ou estragar o voto, a fim de que fique bem delineado o repúdio aos candidatos, de modo que a soma dos votos em branco e nulo ultrapassem os demais?

Constatação VIII

E já que falamos no assunto, a vantagem de ser septuagenário é que não se é mais obrigado a votar. Claro que o fato se refere às eleições, jamais à opinião em casa que, essa, já tem dono, quer dizer dona…

Constatação IX

E já que falamos nesse outro assunto, uma das vantagens de ser septuagenário é que a gente, igualmente às grávidas, por exemplo, recebe determinadas atenções. Isso não quer dizer que elas, as atenções, sejam necessariamente àquelas que se almeja…

Constatação X

E como vivia se justificando o pinguço, citando a frase de um autor anônimo, querendo, inclusive, mostrar erudição: “A abstinência é uma boa coisa, desde que praticada com moderação”.

Constatação XI

Rico faz cruzeiros pelo mundo; pobre, tá perdido no mundo.

Constatação XII

Rico emigra para investir numa filial no exterior; pobre, em busca de oportunidade de trabalho.

Constatação XIII

O STJ vetou a aposentadoria

Dos deputados no Paraná

Era o que o povo queria

Salário? Ora, um caraminguá.

Constatação XIV

Defenestrado

Das suas relações,

O renitente obcecado,

Um poço de bravata

E convencimento,

Sentiu-se totalmente

Desiludido

Um falido

Aristocrata

Ao ficar sem as suas funções

E se sentiu completamente

Fu, digo, perdido,

Tão-somente.

Coitado!

Constatação XV

Rico come finas iguarias; pobre, gororoba.

Constatação XVI (Ah, esse nosso vernáculo).

Eu sabia que eu sabia quem é esse tal de Marcos que escrevi o seu telefone nesse papel. Eu só não sabia que não sabia que ia me esquecer tão facilmente.

Constatação XVII

Tirou a prova dos nove

Do seu parco salário:

O patrão não demove

De ficar milionário.

Constatação XVIII

E como dizia aquele deputado adepto da Teoria da Relatividade: “É muito melhor ter desvio de conduta do que desvio de status”.

Constatação XIX

Rico apara a barba e o bigode; pobre, junta apara de papel.

Constatação XX

Rico é perseverante; pobre, hesitante.

Constatação XXI

E como poetava a popozuda”

“Numa casca de banana

Escorreguei

Foi a terceira na semana

E não me machuquei.

A poupança que alguém abana

É de boa madeira-de-lei”.

Constatação XXII

Depois de tomar um daiquiri

Andei fabulando por aí

Que o Paraná será o campeão

Voltando pra primeira divisão.

Constatação XXIII (Epitáfio).

Aqui jaz um destemido

Que nunca dobrou a coluna

Nem num jogo onde havia perdido

Toda sua imensa fortuna.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

                             foto livre. ilustração do site.