ANDRÉ L. SOARES comenta em ” Q.I. (Quociente de Inteligência), onde o GARRINCHA se encaixa?”

  1. COMENTÁRIO:

  2. Rita Costa & André L. Soares

Essa coisa de Q.I. é, em grande parte, derivada das tendências academicista e tecnicista (muito próprias das décadas de anos 60 e 70), que tentavam vincular o termo ‘inteligência’ exclusivamente aos profissionais e estudantes das Ciências Exatas e Biológicas. Assim, nesse conceito (já superado), ‘inteligente’ acabava sendo tão-somente quem demonstrava maior facilidade no aprendizado de cálculos e lógica.

Pelo lado ideológico, era também parte de um trabalho que visva desmerecer e abafar as idéias (e os ideais) relacionadas às áreas de Educação (principalmente História), Sociologia, Psicologia, Filosofia, entre outros campos de estudo que, grosso modo, nutriam o pensamento da vanguarda revolucionária daquelas décadas.

Hoje, no entanto, estudos mais recentes apontam que há vários tipos diferenciados de inteligência, dentre os quais destacam-se pelo menos 7:

a) Inteligência lingüística: A palavra é o fundamental. Quem tem esse tipo de perfil tem talento com as linguagens escrita e falada, seja para compreender ou para se expressar. Próprio de redatores, escritores, professores e conferencistas.

b) Inteligência lógico-matemática: Talento para o raciocínio, a investigação, caracterizado pela facilidade em lidar com números. Pode ajudar tanto a advogados quanto a contadores e físicos.

c) Inteligência visual-espacial: Coisa de quem sabe lidar com a imagem seja para decodificá-la rapidamente, seja para conseguir visualizá-la mesmo que não esteja impressa.

d) Inteligência musical: Tem facilidade para identificar sons. Pode ser um talento musical. Ou um engenheiro de som. É como se a pessoa enxergasse através dos sons.

e) Inteligência corpóreo-cinestésica: O corpo é a ferramenta, o instrumento, ou seja, o contato físico é básico. O que vale para atores, atletas e para mecânicos, que usam a habilidade para fazer consertos (essa era, provavelmente, a inteligência maior do Garrincha).

f) Inteligência interpessoal: É bom em se relacionar com as pessoas: conhece bem o outro e sabe como tirar, de cada um, o que precisa. Característica de líderes, gestores, relações públicas.

g) Inteligência intrapessoal: É o tipo de pessoa que se conhece muito bem (seus limites e possibilidades), tendo capacidade de automotivação. Reservada, ela também é considerada um bom ouvinte (próprio de psicólogos, gurus e filósofos).

Nesse sentido, ‘gênio’ é considerado quem apresenta desenvolvimento de algum (ou mais de um) desses tipos de inteligência em nível bem acima da média.

André L. Soares

 

veja o tema: AQUI

Uma resposta

  1. Eu acho muito importante,comentários sobre Quociente Inteligência,pois motiva a todos não só à ser algo na vida,mas sim à estudar um pouco mais.

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