DESCORTÍNIO poema de altair de oliveira


 

Te soube tarde da vida

E, ainda assim, me alvoraste

Me coube ficar sabendo

Que o teu veneno era doce

Rio de como mataste

A morte que andei trazendo…

 

Bem sabes, tenho saudades

De idades que não tivemos

E sonho que adolescemos

Tecendo um mundo de planos

Deixando os outros sem-graça

De tanta graça que somos!

 

Ao menos eu te sei no mundo

E me aqueço quando te penso

No fundo sei que somamos

Os sentimentos mais densos

E minha alma alegrada,

Não deixa nada por menos,

Te quer amante e amada

Por todo e quanto duremos.

 

Altair de Oliveira – In: O Lento Alento

Uma resposta

  1. Que lindo, Altair. Quando eu crescer, quero escrever como você.

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