Rumorejando (Com a vitória do Massa e do meu Paraná almejando) – por josé zokner (juca)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Quando o obcecado, por razões óbvias, sentiu que estava sendo obrigado a se aposentar, evidentemente contra a sua vontade, pensou: “Torna-se mister que eu divulgue meu elevado know-how”. Aí resolveu usar o seu espírito – na opinião dele – altamente altruísta, criando uma escola, para a qual deu o título de Centro de Formação de Amantes. Rumorejando ainda não conseguiu saber se houve muitas matrículas. No entanto, em algumas que ocorreram, os alunos comentaram que adoraram as aulas práticas.

Constatação II

Deu na mídia: “Paraná precisa construir pelo menos mais 15 presídios. Apesar de o número de vagas nas penitenciárias paranaenses ter dobrado nos últimos seis anos, o excedente de presos no estado ainda ultrapassa 14 mil”. Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando acha que o moto perpétuo está inventado: Quando terminarem os 15 novos presídios estiverem prontos, outros tantos serão necessários. E assim por saecula seculorum, até o fim dos tempos…

Constatação III

Não se pode confundir alegria com alergia, até porque o exemplo clássico é o aparecimento repentino da tua sogra, mostrando alegria por sua – dela – vinda, na tua casa e você começa ficar com manchas por todo o teu corpo, por causa da alergia.

Constatação IV

Na homilia

Dom Praxedes,

O padre bonachão,

Instou

A família

A não cometer pecado.

Quando terminou

Teve a impressão

De ter falado

Pras paredes.

Coitado!

Constatação V

A candidata,

Insensata,

Qual um polícia,

Com malícia,

Com irônico jeito

E de modo arbitrário,

Questionou,

A masculinidade

Do adversário.

O eleitor não perdoou

A sua iniqüidade

E ela se ferrou.

Bem feito!

Constatação VI

Na vida,

Talvez bisonha,

Se perde, se ganha.

No futebol,

Chova ou faça sol

Meu time,

Cá da terra

Por mais que se anime

Qualquer partida

Só se ferra.

Constatação VII

Após a lua-de-mel

Persiste

A sensação

Que não existe

Em um lugar qualquer

Algo assim bom

Como uma mulher,

Ou… um plantel.

Constatação VIII

Ela nunca quis

Acompanhá-lo ao motel

Por mais que ele insistisse

Pedisse,

Implorasse,

Chorasse,

Abrindo um berreiro.

Um dia, ela topou

Com pressa, ele se deitou

Na cama com dossel

Enquanto ela foi ao banheiro.

Rapidamente, ele quis

Tomar um cialis,

Cujo efeito apregoado

Era de pouco tempo.

Na pressa, o comprimido

Da sua mão escapou

E caiu no tapete, pois o chão

Não era lambris.

Por mais que procurasse

Não mais o encontrou.

Aí, deprimido,

No desespero ficou

Resolveu achar

Um passatempo.

Pegou, do bolso, um baralho

Que de tão velho tava embolorado

E quando ela despontou,

Toda vaporosa,

Toda charmosa,

Perguntou,

Com os nervos em frangalho:

Qual jogo você sabe jogar?

Coitado!

Constatação IX

O carvoeiro,

Com o rosto todo encarvoado,

Chegou em casa

Ficou branco de tão assustado.

E pelos seus olhos passou um nevoeiro:

A filha no colo do namorado,

Quase nua

E ele com as mãos no seu busto,

Com cara de que estivesse no limbo.

Os dois vendo um filme da Nasa

No qual, fumando um cachimbo,

Naquele instante,

O astronauta estava sentado,

Num pedaço da lua

Que estava na minguante.

Que susto! *

Coitado!

*Não ficou claro se o carvoeiro levou um susto com medo que o astronauta caísse da lua na minguante ou se foi por causa das condições que encontrou a filha, ou pelos dois fatos.

Constatação X

Tentei resolver

Uma equação

Não deu por matemática

Nem por informática.

Aí recorri à gramática,

Mas não deu no particípio

E cheguei à conclusão

Que não havia solução.

A equação insolúvel,

Irresolúvel,

Por princípio,

Se referia

A uma gata,

Ingrata

Que eu a havia

Lançado

Na mídia

E, depois que venceu,

Com perfídia,

Qual um político,

Me esqueceu.

O fato apocalíptico

De ela girar em torno

Do seu próprio umbigo

Me deixou morno,

Prostrado.

Achei, de tudo, o fim

Coitado!

De mim…

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br

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