BOCETA e EDUCAÇÃO por joão batista do lago


 

 

 

Pois é… Taí uma solução para a “solução” da Educação!

Claro, os moralistas de primeira hora… de primeira ordem; as beatas e os “ministros”; padres e pastores; igrejas e botecos da fé dita cristã; poetas e escritores da ética almofadada; senhoras e moçoilas moralistas da sociedade desvirginada; pais e irmãos, motores do sexo capital ou do capitalismo sexual – vão se indignar com a moça que está oferendo a boceta – a nossa xana ou xoxota querida – por 1 milhão de dólares.

 

Natalie Dylan, pseudônimo utilizado pela última virgem – possivelmente! – do século XXI, tem 22 aninhos. E este fato tem uma importância fundamental, melhor dizendo, tem dois enunciados [entre outros] “históricos”: 1) ajuda a construir o discurso do feminismo no sentido de que a mulher é dona total e absoluta do seu corpo e pode dele fazer o que se lha dê na telha; 2) ajuda a desconstruir o discurso religioso e político de tez moralista, que pretende o corpo da mulher como propriedade – seja de igrejas, seja de estados nacionais.

 

Mas, como sou um curioso inveterado, penso cá com meu botões! E bem ou mal chego a uma inferição hipotética: esse “objeto de desejo”, a boceta, seria o significado mais forte do Capitalismo… De uma tipologia de “capitalismo selvagem”, segundo conceito de alguns estudiosos… Ao mesmo tempo fico imaginando: como seria uma campanha publicitária para “vender” esse produto, fonte de desejo de [alguns!] homens e mulheres? Não lhes tirarei a primazia e o privilégio da criação. Eu, cá, tenho já as minhas imagens! Inclusive o slogan do discurso da campanha…

 

Mas, outra coisa está zunindo no meu ouvido: será que no Brasil encontraríamos esse produto? Digo, uma jovem de 22 anos virgem?! Será! Tenho cá minhas dúvidas! Mas consideremos que exista: como reagiria a tal campanha um país que tem para além de 70% de católicos? Como reagiria um país, com mais de 80% de população cristã? Qual seria o enunciado discursivo para implementar uma campanha publicitária que visasse vender uma “xana” virgem? Onde estaria a concentração dessas “xoxotas”, nas jovens negras ou nas jovens brancas? Qual o mercado potencial? Qual o mercado real? Enfim… Quem mais “comeria” essas bocetas: homens ou mulheres? Aqui também não lhes privarei da primazia e do privilégio de suas respostas.

 

Bem, para terminar esta prosa informo a quem mais interesse houver sobre este produto que a notícia foi divulgada ontem pela Agência Reuters, desde Los Angeles, Estados Unidos da América.

Uma resposta

  1. O insólito episódio confirma que no capitalismo tudo é mercadoria.

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