UM OLHAR NO ESPELHO poema de leonardo meimes

 

Não suporto um olhar no espelho.

Me aterroriza a expressão

Plácida e ao mesmo tempo mórbida

Que me acomete

 

Como mantenho esta face angelical

Sendo que, pouca fama

Têm minhas ações mais perversas,

Minha intro-perversidade?

Sois vil, vil, vil!

 

Refletindo agora percebo

O quanto sou vil.

Percebo a malícia perene,

A cadência intrigante

De meus pensamentos mais

ridículos

 

Brincas com sentimentos?

Brincas com as dificuldades?

Brincas com a ignorância?

SIM, sim, sim

 

Quase me quebro no espelho

Por não querer beijá-lo.

Eis uma aversão a mim mesmo

Aversão mais perigosa

 

Abre-se a notória realidade

Cai em meu colo como um fado

Não aquele que soa lindo e triste

E sim o que pronuncia o oráculo

Que sela o destino

E termina em fatalidade.

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