SATURAÇÃO NA CAPACIDADE DE EXPANSÃO CAPITALISTA por walmor marcellino

 

“Amigos 25 anos” tem capeado informações e artigos instrutivos, ou meramente ilustrativos quando não ultrapassam meras constatações, às vezes sem uma perspectiva crítica; quer dizer sem tocar o cerne das contradições ou desvelar o antagonismo. Um destes é o de Limites do Crescimento (comentados por Enrique Leff). Questões como a substituição dos insumos correntes e, em conseqüência, dos seus processos produtivos; enfrentam contradita do poder econômico-político nas sociedades e no mundo (com especial destaque para o forte complexo industrial-militar que se mostrou endógeno às estruturas políticas engendradas pelo “capitalismo de vanguarda” nas sociedades imperialistas). Outra relevância é que a saturação produtiva é horizontal e vertical, em reciprocidades, dependentes de tecnologias mutantes e vórticas que não admitem a ilusão de “voltar ao pequeno” (Il Piccolo è bello), não bastasse o poder inalterável de empuxo do próprio capitalismo.

Assim, se não está no horizonte do possível um “consenso” de auto-controle capitalista-imperialista e a extinção, sponte sua, do próprio sistema capitalista de produção, o que se apresenta nesse enigma, de predação da natureza‑saturação do meio humano ambiental, como racionalidade e sua razão política?

István Mészáros em “Produção Destrutiva e Estado Capitalista”, uma parte de seu “Para Além do Capital” (não apenas “Além do Capitalismo”), coloca e debate a transformação da “Destruição Produtiva”, que formou o capitalismo com a transformação de bens naturais para o uso humano, em “Produção Destrutiva” como processo-limite nesse processo de transformação de insumos. O cientista marxista húngaro nos impõe uma análise sistêmica do capitalismo contemporâneo a partir da sua dinâmica concreta de expansão e poder na sociedade contemporânea. Não creio que possa aqui suscitar os temas do antagonismo capitalista com as forças sociais postas na produção, senão remeter os interessados para o estudo de sua magistral obra, que resgata as idéias e o espírito de Karl Marx e adverte contra as simplificações políticas que administram a sobrevida desse sistema de opressão, exploração e destruição que vai sendo mantido por um sistema mundial “jurídico-político” de forças e fomentado pela positividade da estultice “politicamente correta” de dominação das mentes.

Quanto aos caminhos da superação dialética dessa crise incontornável do sistema capitalista, além do forum social mundial de práticas e idéias políticas e da resistência a todas as formas de opressão, exploração e destruição, cada qual encontre sua comunidade organizada e se descubra no processo político com um agir comunicativo, aglutinante.

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