Arquivos Mensais: dezembro \08\UTC 2008

FELIZ ANIVERSÁRIO, PALAVREIROS DA HORA! por cleto de assis


 

Abri o blog: nem bolo nem vela. Ninguém reparou no registro do lado direito: “ INÍCIO DO SITE: 01/12/2007 atualizado diariamente”.  Aliás, bolo nos deu o J. B. Vidal, que colocou seus alforjes nas costas e foi-se para Floripa, sem uma digna festa de despedida. Não duvido nada se essa repentina migração tenha colaborado para mudar o clima catarinense: mistura de La Niña com minuano gaúcho e faíscas de espora arribando na praia …

A última comunicação que recebi de nosso blogueiro foi sobre a perda de sua agenda e o pedido para renovar meus endereços. Prá que? Se deles não se faz uso, de que servirão, chê? Onde estão minhas últimas contribuições não publicadas?

Mas, mesmo considerando que ele esteja “de mal de mim”, quero cumprimentá-lo por esta primeira primavera, pois ele merece. Sei que sua mudança para a ilha encantada (morro de inveja!) não mudará sua dedicação ao Palavras, já reconhecido como um valente contributo para a cultura brasílica.

E, para homenagear o blog nosso de todos os dias, envio a contribuição de um “poetinha” quase desconhecido, que, de vez em quando, campeia por estas plagas. Uma Pessoa chamada Fernando, também entre os prediletos de Vidal, outra pessoa que, igualmente, gosta de palavrar.

 

 

 

Minha pátria é a língua portuguesa

 

 

“Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As pa­lavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensua­lidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie – nem sequer mental ou de sonho –, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de ou­tros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal pá­gina de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Viei­ra, na sua fria perfeição de engenharia sintática, me faz tre­mer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteira­mente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esque­cer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tomando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as idéias, as imagens, trêmulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de idéia bruxuleia, malhado e confuso.

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa seleta, o passo célebre de Vieira sobre o Rei Salomão. ‘Fabricou Salomão um palácio…’ E fui len­do, até ao fim, trêmulo, confuso; depois rompi em lágrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das idéias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais – tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda choro. Não é – não – a saudade da infância, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfônica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Te­nho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, – desde que não me inco­modassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal portu­guês, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em orto­grafia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a orto­grafia sem ípsilon, como o escarro direto que me enoja inde­pendentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-ro­mana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”

 

Fernando Pessoa.

 

(Do Livro do Desassossego. Bernardo Soares*. Seleção e introdução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Editora Brasiliense, 1896)

NOTAS:

* Quando Pessoa redigiu a nota de BS, ainda se escrevia “orthographia” (como grafado na primeira versão do “Livro do Desassossego”, publicado pela Ática, em 1982, sob a organização de Jacinto do Prado Coelho), já que recente reforma ortográfica, por ele combatida, havia “modernizado” o vocábulo “orthographya”. C. de A.

 ** Semi-heterônimo de FP

 

AS PLATITUDES DE SARAMAGO crônica de hamilton alves

 

 

                                                O prêmio Nobel deve dar ao seu ganhador uma espécie de aura que o faz julgar-se acima do pensamento corrente e que pode perfeitamente arrogar-se o direito de ditar o último conceito sobre tudo, desde o tema mais complexo que se refere, por exemplo, à existência ou não de Deus, tema, aliás, que tem atravessado sem solução até os dias atuais, envolvendo coisas mais corriqueiras, como a política corrente nos países, a moda de vestir ou o destino do planeta ou teorias sobre o triunfo das ideologias ou seu rotundo fracasso.

                                                Foi assim que num dia desses o escritor José Saramago foi chamado a um auditório, cercado de jornalistas, quatro ou cinco, de críticos de literatura, e de não sei mais quem, para ser interpelado.

                                               Alguns assuntos foram feridos por ele, de preferência os que dizem respeito a Deus. Ele dá, a esse respeito, uma no prego, outra na ferradura, com dizer-se que nem sempre acerta (ou nunca acerta). Até hoje, que se saiba, ninguém descobriu se Deus existe ou não. De modo que se trata de assunto, de começo, inabordável, que nem mesmo um prêmio Nobel, por mais avisado, deveria arriscar sua opinião, sob pena de cobrir-se de ridículo, Mas Saramago, quando provocado, foi em frente e sapecou que não devia a cura de sua doença a Deus. Quem o salvou foram os médicos e os remédios que lhe foram ministrados.

                                               Quanto a ser comunista, por que sê-lo ou por que não sê-lo? Antes sê-lo. Mesmo depois da fragorosa derrota do comunismo no país que fez uma revolução histórica para adotá-lo, continua firme na idéia de que tudo pode se resolver com a formação de uma sociedade do tipo da preconizada por Marx.

                                               “Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal”. Essa categoria de comuna não fora ainda catalogada. “Assim como tenho no corpo um hormônio que faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista”. De modo que se deduz que, para ser comunista, não precisa mais da razão; os hormônios é que lhe ditam a norma de pensar. No caso, de mal pensar, porque o comunismo obviamente não se sustenta mais; caiu de podre. Mas segue fiel a Marx (embora tenha rompido com Castro), afirmando que “Marx nunca teve tanta razão como agora”. Mas no fim, não se mostrou tão convencido das razões do filósofo alemão: “Vejamos se Marx tem ou não razão”.

                                               “A Bíblia é um livro (diz ele) que não se pode deixar nas mãos de um inocente, só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…” Que Bíblia terá lido Saramago? Deve ser alguma que ninguém conhece. Ou ninguém leu.

                                                No fim, falando da literatura brasileira, diz alguma coisa curiosa: ”Há algum tempo os escritores brasileiros estavam presentes em Portugal, e em alguns casos podemos dizer que conhecíamos tão bem a literatura brasileira quanto a portuguesa. Graciliano Ramos, Jorge Amado, João Cabral, Manuel Bandeira, essa gente era lida com paixão (não citou, por estranho, nem Machado nem João Guimarães Rosa, justamente os maiores). Agora que eu saiba não há nenhum escritor brasileiro que seja lido com paixão em Portugal. Não temos obrigação de descobrir o que nem sabemos se existe”. Saramago, como se vê, entrou de sola na falta de escritores brasileiros ou em escritores brasileiros que não constituem mais a paixão do leitor português. Alguma coisa deve estar dando errado com o leitor do outro lado do Atlântico para desconhecer um dos maiores escritores da literatura universal, Guimarães Rosa, cuja obra deveria ter precedido à de Saramago com o Nobel, disparadamente.

                                               No fim da entrevista, uma pessoa, no recinto, ergueu-se nos calcanhares e saudou o escritor com essas palavras: “Em nome de todos os brasileiros, obrigado por existir”.

                                               Até que não lhe calharam de todo mal.

 

                                              

(Nov/08)                                                                                

OLIVENÇA: GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA CONVIDA

Viva o 1.º de Dezembro!

 Hoje, 1.º de Dezembro comemoram-se 368 anos da Restauração da Independência.
Logo em 5 de Dezembro de 1640, Olivença, assim que lhe chegaram notícias da revolta, repudiou o domínio filipino e fez jus à divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal: NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA!

Ocupada militarmente em 1801, desde então sob administração espanhola e forçadamente separada das demais terras portuguesas, Olivença constitui alerta eloquente para todos aqueles que querem um Portugal verdadeiramente livre e independente.

Lembrando a NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA, e apelando à participação cívica de todos na defesa da sua portugalidade, o Grupo dos Amigos de Olivença participará como habitualmente nas comemorações públicas do Dia da Restauração.

Convidam-se todos os associados e apoiantes a integrarem a Comitiva do Grupo dos Amigos de Olivença que se concentrará, no dia 1.º de Dezembro, às 15:30 horas, frente à Casa do Alentejo, dali saindo para comparecer nas cerimónias oficiais que terão lugar às 16:00 horas, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

Para Lembrar e Reencontrar Olivença!

A PIZZA e a SALADA por alceu sperança


 

 

Foram 4,5 mil quilos de farinha, 90 quilos de sal, 1,8 mil quilos de queijo e 900 quilos de molho de tomate. Com esses ingredientes básicos, o Hipermercado Norwood, da cidade do mesmo nome, na África do Sul, fez a maior pizza do mundo, com um diâmetro de 37,4 metros, segundo atestou uma das edições do livro Guiness dos recordes mundiais.

Mas no Brasil de hoje está sendo preparada uma pizza ainda mais monumental. Teria o tipo quatro queijos (PT, PSDB, PFL, hoje DEM, e PMDB), com o predomínio de dois deles no segundo turno das eleições presidenciais de todos os tempos. Basicamente, essa monumental pizza aconteceria mediante o “coalho” dos queijos envolvidos: o PT assumindo de vez seu caráter social-democrata; a social-democracia do PSDB tirando a máscara e se assumindo como o partido definitivo dos ricos; o PFL atualizando seu arenismo rançoso para o neoliberalismo explícito e tentativa de ser cópia carbono apagada do “Democrata” estadunidense; o PMDB deixando de ser uma frente amorfa para cozinhar no miolo da pizza um programa tão ou mais social-democrata que os do PT e do PSDB, dois lados da mesma moeda ou farinha do mesmo saco, tal qual diria Brizola.

Que nos resta, cidadãos brasileiros, diante dessa faraônica pizza de eventuais quatro queijos de primeiro turno e dois queijos de segundo? Talvez reste responder com uma salada. Uma salada capaz de juntar na mesma travessa os partidos históricos da esquerda brasileira, originários do marxismo; os segmentos que foram iludidos pelo falso projeto popular do PT e estão fazendo a necessária autocrítica para entender finalmente que o movimento operário não começou na década de 80 no ABC paulista; um PDT descontaminado do vezo social-democrata, cuja cara atual no mundo é o neoliberalismo; um PPS que volte às origens; e as demais correntes progressistas brasileiras que desconfiarem da pizza e decidirem optar por uma salada saudável.

Uma iguaria do tipo Frente Ampla, com baixo teor de colesterol, para contrariar frontalmente o projeto neoliberal. Este sendo, a rigor, o trigo e o fermento da monstruosa pizza hoje em processo de montagem nas CPIs, no Congresso, no governo e solidamente apoiada por uma imprensa palaciana, como sempre disposta a usar o povo brasileiro como massa de manobra – coisa que tantas vezes já aconteceu no País.

Vide 1888 (os escravos não ficaram livres), 1889 (a República se tornou um novo Império), 1930 (o povo comemorou num dia e se frustrou no outro), 1937 (o povo tornado marionete), 1947 (democracia entre aspas), 1957/60 (presidente JK golpeado a todo instante), 1964 (Marcha com Deus pela Liberdade e com o diabo pela tortura), década de 90 (o estelionato majará-Real dos Fernandos) e primeira década do Terceiro Milênio (as ilusões de que basta votar para mudar o sistema e que CPIs resolvem alguma coisa).

Precisamos fazer no Brasil uma salada nacional nos componentes e global da rejeição ao neoliberalismo. E que o tempero da salada seja substancial e bem dosado, a começar pelo vinagre da apuração de todas as denúncias, sem qualquer conciliação, incluindo a investigação sobre as privatizações do governo FHC.

Que salpique a pimenta da punição a corruptos e corruptores. Que traga os tomates sem agrotóxicos de uma nova política econômica, oposta à valsa descompassada de hoje, com reformas a serviço das multinacionais. Que tenha o condimento do controle social sobre a gestão das empresas estatais e a robusta verdura da convocação de um plebiscito para indagar à população se ela concorda ou não com as reformas neoliberais impostas pelos governos dos dois Fernandos e do PT, aprovadas pelo Congresso Nacional. 

É preciso se opor, já no primeiro turno das eleições de 2010, à pizza que está agora em plena montagem entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Aí será possível confrontar não apenas as duas forças preponderantes do neoliberalismo (PSDB e PT) mas também apresentar como alternativa a essa limitada culinária uma salada brasileira.

RUMOREJANDO (os acontecimentos de Santa Catarina, também, lamentando.)

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

A meia-luz

A coisa fica sem-sal.

Aí, não me seduz,

Passo a enxergar

Muito mal.

E além do aspecto

Físico, necessito

Do psíquico

Como vive a recomendar

Máster & Johnson,

Nada a ver com Bob Masterson,

Porque não sou circunspecto

Diante de um mulheraço,

Não me pega o embaraço

E sem vê-la como nasceu

Tendo a ficar

Um neuropsíquico,

Contrito,

Super aflito

Só pensando,

Matutando

Um antológico himeneu.

Constatação II

Deu na mídia: “Rainha Elizabeth II perdeu quase US$ 40 milhões com crise financeira”. Afora ser sintomático, taí uma notícia de transcendental importância para o futuro dos especuladores e da Humanidade também.

Constatação III (Dramas do cotidiano).

Lá pelos meados da década de 50, este assim chamado escriba morava no Alto São Francisco, não longe de uma espécie de pensão que era gerida pela D. Lota, de saudosa memória. Lá, viviam quatro colegas de turma, da faculdade, todos vindo do interior do Paraná, a saber: Pedro Bepler de Souza, Nelson Leal, Antenor Barnabé Neto e o José Haraldo Carneiro Lobo. Volta e meia eu passava por lá para conversar com os colegas e amigos. Certa vez convidei os quatro para irmos a segunda sessão de cinema, das 10 horas. Apenas o Haraldo aceitou e lá fomos ao cine Palácio. Já na fila começou a discussão quem pagava as entradas e eu alegava que eu deveria pagar, pois o convite havia partido da minha parte. O Haraldo contestava que uma coisa não tinha nada a ver com outra e depois de apartes, argumentação, retórica, etc., eu consegui convencer o Haraldo que eu pagaria. Chegando diante da bilheteria, puxei da carteira e não havia dinheiro nem suficiente para pagar uma entrada. O Haraldo é que acabou pagando.

Moral da dramática história: “Nada mais é difícil de suportar do que uma dívida moral, exceto uma dívida monetária. Mas uma combinação das duas é letal” (Ephraim Kishon, escritor israelense).

Constatação IV

A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, ou de outros bancos, ou de outras empresas transforma a nova empresa fundida de modo tal que, fatalmente, os funcionários se sentem ameaçados de serem chamados pelo Departamento de Recursos (Des)Humanos, pois temem de ficarem fudid, digo fundidos.

Constatação V

Uma mixórdia

Foi seu discurso,

Com a língua enrolada,

Pra mulher

Quando chegou no doce lar

De madrugada,

Já quase de manhã.

Estive, até agora,

No clube Concórdia,

Esquecendo que era sócio

Do Thalia

E do Clube Curitibano.

“Vá embora”,

Ela bramia,

Num desabafo.

“Pensa que sou uma qualquer?”

Ledo engano!

Você só vive no ócio.

Você tá com bafo.

Diga o percurso

Que você fez pra aqui chegar”.

Ele ficou mais enrolado

Do que novelo de lã,

Que o gato costuma brincar

Quando a vovó se punha a tricotar.

Coitada!

Coitado!

Coitado?

Constatação VI

Costumeiramente,

Político só promete,

Ou só pro-mente

Descumprimentamente?

Constatação VII (De razões e proporções matemáticas).

O Bush, com sua administração desastrada, ajudou a eleger o Obama; O PSDB, ao trazer à tona aquela dinheirama toda, encontrada na casa do ex da Roseana Sarney, que estava em primeiro lugar nas pesquisas de opinião, ajudou a eleger o Lula. Daí pode-se inferir que o Bush está para o Obama, assim como o PSDB está para o Lula. Logo o presidente eleito da maior potência da Terra é igual ao Bush dividido pelo PSDB e multiplicado pelo Lula. Elementar, minha gente.

Constação VIII

E já que falamos no assunto, as recentes eleições para prefeito em nosso país mostraram, lamentavelmente, que, em certas regiões, ainda impera o coronelismo. Pena!

Constatação IX

Também deu na mídia: “Título mais perto do São Paulo”, diz matemático. Data vênia, como diria nossos juristas, mas Rumorejando acha que o matemático esqueceu que futebol, como dizem os grandes entendidos, os filósofos brasileiros, poderá ou poderia vir a ser uma caixinha de surpresas.

Constatação X

Quando o obcecado leu na mídia que uma pesquisa revelou que o curitibano é o que faz menos sexo no país, cuspiu para o lado, estufou o peito qual um galo quando se põe a cantar e disse: “Se tivessem me perguntado e a outros como eu nós teríamos ultrapassado a média nacional e os mineiros que foram os que melhor se classificaram”.

E-mail: josezokner@rimasprimas.com.br