“LIMITE” poema de bárbara carvalho


 

No primeiro dia, a morte me rondava.

Não havia cor no céu, nem luz.

Não podia ouvir qualquer som,

além do abafado pranto em meu peito

teimando por sair.

 

No momento segundo, tomei-me de todos os objetos

que me te traziam à lembrança

e os fechei em uma caixa.

Fixei-a em terra, para que somente eu pudesse levá-la e

deixei a chave esquecida em um canto conhecido apenas por mim.

 

No momento seguinte, busquei arrancar da alma e do peito

as memórias boas e más, o que fora desbravado e o que fora escondido

– bem mais, ainda, da tua invasão avassaladora – 

– bem mais, ainda, de ti, inteiro.

 

Arranquei de mim os dias e as noites de amor e os de desespero,

as marcas de todo o prazer e de toda a dor.

Desprendeu-se tua voz da minha memória,

teus escritos afastei dos meus olhos

e tua essência tirei do meu coração.

4 Respostas

  1. Amiga

    Muito lindo, somente uma pessoa que ja viveu um grande amor poderia escrever assim, continue escrevendo, estou colecionando seus poemas, muitos beijos e saudades

  2. Rita….

    Barbara !!!

    Hehehehe

    EnAn

  3. Rioscorreramdos meus olhos após ler estelindotexto parabens……………..ATILIOII

  4. Rita!
    Adorei.
    bjs
    beatris

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