Arquivos Diários: 13 março, 2009

Poeta paranaense José Gaspar Chemin lança tetralogia na Livraria Arte & Letra

O poeta paranaense José Gaspar Chemin lança, no dia 19 de março, às 19 horas, na Livraria Arte & Letra (anexa ao Lucca Cafés Especiais, no Batel) sua tetralogia, que reúne o melhor de sua vasta produção em verso.

 

Acumulados ao longo de mais de quatro décadas – desde que Chemin adotou a prática diária das chamadas “poedras”, poemas escritos em pequenas pedras, com pincel e tinta – os poemas, haicais e trocadilhos foram compilados em quatro volumes temáticos, que agora chegam às mãos dos leitores.

 

Em Quando Amo Versos Tramo, foram reunidos poemas cuja força-motriz é a mesma que levou o poeta a idealizar as “poedras”: o amor. Foi muito apaixonado que, em 1976, Chemin fez das pedras papel pela primeira vez. “Costumo dizer que a poesia vazou de mim para as pedras”, relembra o escritor, hoje com 66 anos.

 

A natureza e as paisagens dos Campos Gerais – região oeste do Paraná, onde é facilmente encontrada a Araucária, árvore-símbolo do estado – é o mote dos poemas reunidos em Tente Ver Vertentes. Os campos limpos, matas de galeria e cachoeiras da região vêm servindo de inspiração para Chemin desde os anos 1960, ocasião em que sua família deixou sua terra natal, Imbituva e passou a residir em Ponta Grossa.

 

Poemínimos Sentimáximos apresenta uma seleção de poemas em que o autor faz ode a sua vasta coleção de referências ideológicas, políticas e literárias – de Rousseau a Carlos Castaneda. Tais conhecimentos deram origem a uma filosofia de vida particular, aqui revelada em versos incisivos.

 

Por fim, o resultado da soma entre poder de síntese, observação, senso de humor e criatividade é a origem de Irreverência ou Morte!, que apresenta uma seleção dos melhores trocadilhos já inventados pela inquieta mente de Chemin.

 

Publicados e distribuídos de forma independente, os exemplares de Quando Amo Versos Tramo, Tentes Ver Vertentes, Poemínimos Sentimáximos e Irreverência ou Morte!, poderão ser adquiridos, a partir de XX de março, nas seguintes livrarias da capital paranaense: Livraria Arte & Letra, anexa ao Lucca Cafés Especiais (R. Pres. Taunay, 40 – Batel), Livrarias Curitiba ; Livraria Solar do Rosário (R. Duque de Caxias, 04)

Em breve, serão anunciadas as datas de lançamento dos livros nas cidades de São Paulo e Brasília. 

 

Sobre o autor: JOSÉ GASPAR CHEMIN nasceu no distrito de Apiaba, Município de Imbituva, Paraná, em 19 de junho de 1942. Escritor antes de leitor, sua primeira obra não-publicada foi o Domingário – diário em que narrava aventuras juvenis de seus dias de folga do trabalho. Aos 34 anos idealiza o uso da pedra como suporte para sua poesia, criando assim a “poedra” – exercício de síntese da palavra, que ele pratica incansavelmente até os dias de hoje. Ao longo dos anos, suas pedras – nunca comercializadas, sempre doadas – espalharam-se pelo mundo, o que o tornou conhecido como “o poeta das pedras”.  

 

Serviço:

Lançamento e noite de autógrafos dos livros Quando Amo Versos Tramo, Tentes Ver Vertentes, Poemínimos Sentimáximos e Irreverência ou Morte!, de José Gaspar Chemin. Dia 19 de março, às 19 horas. Livraria Arte & Letra, anexa ao Lucca Cafés Especiais (R. Pres. Taunay, 40 – Batel), (41) 3039-6895.  

 

SIMONE CARVALHO E VANESSA MUNHOZ ASSESSORIA DE IMPRENSA.

A INTUIÇÃO e a INSPIRAÇÃO por ademário da silva

 

 

A intuição é o atributo do espírito, enquanto potencial adquirido ao longo das experiências milenares realizadas nas mais variadas dimensões existenciais. É o que permite essa troca de impressões, informações e práticas singulares, no cotidiano das relações imortais, que não acontecem apenas na faixa das percepções mediúnicas, mas, se manifesta também enquanto “voz da consciência”, no campo das nossas preocupações espirituais.

 

A intuição é o resultado das nossas aquisições sensitivas, que pode e é perfeitamente utilizada por nossos protetores e amigos espirituais, no prisma de relações fraternas que a interação existencial nos permite, segundo a faixa das nossas próprias vibrações morais. O que nos põe em alerta quanto aos cuidados com os nossos próprios pensamentos. Então o que inadvertidamente classificamos de “presença de espírito” em circunstâncias significativas da nossa vida, são na verdade o resultado dessas trocas mentais realizadas por nós, mesmo inconscientemente.

 

Trocas mentais neste caso significa visitas instantâneas (insights) nos escaninhos mais profundos da consciência, numa velocidade imperceptível aos sensores físicos, por isso não há registro consignado de ida e volta, do tipo viagem ao litoral e volta programada.

 

Não podemos e nem devemos confundir intuição com inspiração. São dois fenômenos distintos entre si. Como toda modalidade mediúnica tem por base a telepatia, enquanto recurso de comunicação, nos fenômenos de intuição e inspiração o pensamento também é o veículo principal de acesso as informações colhidas em âmbito mediúnico e anímico.

 

Na inspiração a moldura mediúnica está na razão de que o pensamento não nos pertence. E para reconhecer essa condição basta verificarmos e analisar nosso modo de pensar diário, vocabulário, modo de expressão mental, maior ou menor capacidade de exposição redativa, estilo de enfoque e de enquadramento da exposição oral ou escrita e assim por diante… Na verdade a fonte de inspiração é o éter universal, que se encontra permanentemente impregnado dos pensamentos dos espíritos superiores e também dos inferiores. O que se nos exige cuidado com as próprias vibrações e emanações mentais. A Doutrina Espírita afirma que o espírito sopra onde, e como toda ação gera uma reação, ele também recolhe onde quer. Ou seja, onde está seu coração, aí está o seu tesouro, nas vias saudáveis ou insalubres da afinidade.

 

A intuição se configura qual talento adquirido nos véus dos tempos vividos. De conformidade com a capacidade que se alcança de emancipação da própria alma, mais facilidade se encontra pra recolher da própria palma, pedras polidas ou puídas, preciosas ou enganosas no garimpo nas jazidas interiores, que cada um de nós carrega no torço da própria responsabilidade espiritual.

 

Em ambos os casos a mediunidade enquanto alça da caridade universal tem peso específico e distinto. Na inspiração a afinidade moral como que determina a subjetividade das relações do médium com os espíritos, dificultando inclusive o discernimento sobre o que pertence a cada um. Na intuição a ação dos desencarnados se limita a circunstâncias e injunções momentâneas, por quanto o ser encarnado mesmo sendo médium tem maior liberdade de escanear a memória de experiências já vividas por ele, em tempos, condições, culturas, religiões e países e idiomas os mais diversos, como que criando imagens e ambiências que facilitem ao intuitivo, encontrar o objeto de suas buscas.

 

Inspirar-se é buscar em referências externas, os exemplos, os ensinos e ajudas que componham um conjunto de recursos de ajuda, explicações, orientações e instruções que configurem caridade, fraternidade e solidariedade no colo do tempo e nos braços do amor universal.

Intuir-se é provar por instantes o sal dos mares navegados e temperar com sabor antigo o alimento atualizado. De tal modo que o designer da experiência não desminta o valor da convivência.

 

No livro dos Médiuns, Kardec nos demonstra com sua peculiaridade pedagógica, os riscos e escolhos da mediunidade e no Evangelho espíritos maiores se nos instruem quanto ao mal e o remédio. Esses dois pontos, científico e filosófico são os caminhos da oração e da vigília.

 

Desde que não mais se acredite que o silêncio (humano) seja prece, por que o pensamento em nosso interior efervesce, o equilíbrio que é esperado estremece e o médium inspirado envaidece, pondo em risco toda benesse, é neste momento que a humildade a gente esquece.

 

Inspiração é opção que afinidade e a conduta oferecem, requerendo responsabilidade e preces.

Intuição é atitude sensitiva, leitura dinâmica de antigas missivas, que exige interpretação lúcida e transparente, tendo a simplicidade qual lâmina damocliniana na pauta de responsabilidades imortais.

MUSEU DE HOLOGRAFIA por flávio calazans


 

                                         

           

            Dia 11 de julho de 1995, terça-feira, Paris amanheceu ensolarada e feliz.

            Em uma caminhada sem destino pelas ruas da Cidade-Luz, bebericando nos cafés, visitando as livrarias, cheguei à uma praça arborizada e aprazível, que impressiona pelo edifício em cuja entrada empilham-se como que dançando letras gigantescas coloridas, as Vogais com as cores alquímicas atribuídas pelo poeta Arthur Rimbaud ( para quem, na Alquimia do Verbo, “O Poeta se faz vidente por meio de um longo, intenso e racional dersregramento de todos os sentidos”) , é  o “Forum des Halles-Grand Balcon” , dentro deste prédio encontrei o Museu da Holografia, aberto de segunda a sábado das 10 às 19 horas.

            A holografia é um processo de registro de dados ou gravação de imagens em uma matriz tridimensional que emprega o cruzamento de raios LASER e uma placa sensibilizada.

            A holoarte mantida neste museu é típica “obra de arte na era da reprodutibilidade técnica” como dizia Benjamim, brinda o fruidor com um tipo diferente de sentimento estético, diferente da pintura e da escultura, diferente da videoarte, é uma forma de expressão plástica pouco estudada e menos explorada pelos artistas e até mesmo ignorada pelos críticos de arte tradicionais.

Os hologramas coloridos impressionam pela qualidade e tridimensionalidade, não vou tentar descrever em palavras o indescritível, faltam conceitos verbais para tanto, a Holoarte transcende as palavras, é poesia e escultura em luz, eixos X. Y e Z da tridimensionalidade.

O Processo da Holografia e seu produto final- Holograma, foram criados por Dennis Gabor em 1947, valendo-lhe o Prêmio Nobel de Física pela criação deste novo gênero de imagens técnicas, uma nova tecnologia de registro de dados em suporte luz, empregando a luz condensada do raio Laser.

Lloyd Cross desenvolveu o holograma composto, ou holograma cinético, gerando uma segunda geração de imagens, agora com movimento, superando em muito o “trompe d’oeil” da perspectiva renascentista, imegens pós-fotográficas.

Segundo p Ph.D. David Bohn (Inglaterra) e o Ph.D. Carl Priban (USA), o novo paradigma holográfico propicia uma ruptura epistemológica com consequências imprevisíveis no estudo do pensamento visual, ambos aplicam os conceitos de Jung de sincronicidade aos hologramas.

A estas pesquisas de ponta acrescentam-se as considerações do artista plástico brasileiro Eduardo Kac, com sua Holografia Digital, empregando a computação gráfica para uma intersemiose das imagens virtuais, sintéticas, com modelos biológicos, analogias entre a Geometria fractal de Mandelbrot da IBM (Auto-similaridade de cada parte com o todo nela contido do holograma e dos fractais) com paradigmas como a Morfogêneses de Kawagushi no Japão.

Peças de Holoarte do artista australiano Alexander chegam a alcançar preço de mercado de 20 mil dólares, sendo o custo unitário de produção técnica em cerca de um dólar de despesas .

A holoarte, se insipiente no final do Século XX, pode estabelecer-se como signagem-linguagem plástica na era das tecnologias da luz, fibras opticas e CDRoms do Século XXI.

Vale a pena visitar este Museu indescritível e também o prédio de cristal que abriga a exposição de Holografias do Futuroscope em Poitiers.

Estranho que tão pouca gente o inclua nos roteiros turísticos, e tao poucos o visitem…

 

O MAR: ENTECRIÔNICO poema de jairo pereira

 

 

 

 

um mar presidir o encontro dos espírithos

o mar levantado em azul frente aos corpos-micros

o mar com seus palimpsestos papiros

tábuas inscrições céleres nas águas

o mar com sua vastíssima erudição

o mar versado em miles de artes disciplinas

o mar autoritário artífice de pródigas criações

o mar com sua língua superafiada

em consturas intransigentes

o mar uma língua-ciência maior

q. o mundo azul do mar

o mar levantado em azulmar sob azul cerúleo

o mar hipertrançado de destinos

o mar como uma colcha transfulgente

no espaço térreo

cosmogônica composição animovente

o mar Senhor dos signos-búzios

atirados à praia

o mar criônico-ente na escuridão estelar.