BACHELARD e JUNG – editoria

Bachelard admirava  a visão de Psicologia Profunda de Carl Gustav Jung denominada por ele “visão junguiana”, à fim de abordar a matéria estruturada pelo trabalho da razão epistemológica sob a perspectiva das imagens míticas, literárias e poéticas que possibilitam a exploração interna da psiquê humana –. preferindo  Jung a Freud  “C.G.Jung disse-nos , com toda a clareza, que o interesse desvia-se da obra de arte para se perder no caos inextricável dos antecedentes psicológicos”., bem como Schopenhauer e Nietzche  ‘a Kant e Edmund Husserl. Vindo de uma formação científica, magistério de físico-química,  escreveu ele “ o coração da filosofia deve ser de francamente estudar o homem literário“ (l´homme littéraire” ,sendo  o homem literário  uma soma do pensamento e da imaginação. 

Bachelard utiliza o termo ‘surracionalismo’ numa alusão ao alargamento filosófico proporcionado, principalmente, pela ciência em desenvolvimento no início do século XX. Para ele, a generalização do pensamento é uma característica desse “novo espírito científico”, em que uma mecânica não-newtoniana surge como generalização (apesar da ruptura) da mecânica newtoniana, podendo-se também falar numa lógica não-aristotélica, numa química não-lavoisiana, ou em geometrias não-euclidianas, no mesmo sentido O real passa a ser um caso particular do possível. Bachelard cunha o termo ‘surracionalismo’ em analogia com o ‘surrealismo’ da arte, permitindo-se uma certa liberdade de pensamento que ilumine sua discussão epistemológica e esclareça, diferenciando-o, esse novo momento da ciência.

 É com base nesse pluralismo de “doutrinas filosóficas” que se funda a noção de perfil epistemológico. Isso porque cada uma delas (do realismo ao surracionalismo) esclareceria apenas uma face de cada conceito particular. Assim sendo, não podemos classificar os indivíduos de “realistas” ou “racionalistas”, mas atribuir aos seus pensamentos coeficientes de realismo, empirismo etc, ou seja, admitir que cada doutrina filosófica encontre um certo “peso relativo” em cada indivíduo, para cada conceito. Desse modo, a noção de perfil epistemológico representa, antes de mais nada, a idéia de que a superação de um conhecimento anterior e o progresso epistemológico não implicam no abandono definitivo daquilo que foi superado.

 O movimento em direção à alma é um movimento de interiorização. Esta interiorização não deve ser entendida como o interior do homem, mas sim o interior das coisas, de todas as coisas. Hillman resgata a antiga idéia da anima-mundi, a alma do mundo, para mostrar que tudo possui alma, que em tudo é possível haver interiorizações.

Cultivar a alma é, portanto, entrar gradualmente em contato com a base poética da mente, expressão utilizada por Hillman para apontar o caráter imagético do psiquismo. Poesia e mito são os meios genuínos de expressão da alma.

Para Hillman, é o “mito fundamental da criatividade psicológica”.

O mito narra o que acontece entre as pessoas e dentro das pessoas.

 Mostra também que o desenvolvimento de Psique não ocorre num mar de rosas. Sofrimento, tortura, depressão, tentativas de suicídio, desânimo são vivências fundamentais de todo o processo.

Eros, o amor, é retratado como um grande torturador e não como um querubim bondoso. É um processo difícil e cheio de obstáculos.

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