réquiem prum inimigo – poema de jorge barbosa filho

eu fico extasiado

com teu olhar de abismo

onde me atiro,

e procuro louco

o meu abrigo.

 

enterrar meu corpo,

no cemitério

de teu sorriso…

é vôo impreciso,

e minha língua prova

as asas de tuas salivas…

.

ah! me leva pro céu!

só pra soprar um risco..

uma nuvem…

me faz um anjo lindo,

enquanto eu traço

a dor que imagino.

 

chorei bastante,

te enterrei dentro de mim

me matei , te matei

tanto, que nem te digo…

você morre comigo!

o dilúvio das fronhas

não eram apenas chuvas!

 

ei, baby, aceite

o bônus track

da escuridão

de nossas palavras…

perdi a noção do perigo

te deitei na minha cama

pra sonhar contigo

e acordei com o inimigo!

 

mas ainda saí vivo!

vivo!

Uma resposta

  1. amor & odio a questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

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