A VOZ DO SILÊNCIO poema de autor não identificado.

Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
“Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!”

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

————————————————-

em 26.04.09

recebemos do poeta e editor cleto de assis, colaborador e leitor desta página, um email elucidativo, em parte,  a respeito do poema acima que nos foi enviado, também, como anexo, por um leitor do site. Considerando-se a qualidade do poema, resolvemos publicá-lo com a indicação de “autor não identificado”. o editor.

Transcrevo parte do texto:

“Li o poema A Voz do Silêncio, que você publica hoje. Segundo a inscrição, “poema de autor não identificado.”. Como sou um pouco exigente e não gosto desse anonimato eletrônico, saí à caça para descobrir a autoria, tal qual professor que desconfia da redação do aluno, feita na base do copy & paste.

Descobri coisas. Por exemplo, os dois primeiros versos (Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala) virou frase da moda em vários blogssites. Autores tomam-na como mote para artigos distintos. Fui mais fiundo e, de repente, surge uma autora para o poema. Marta Medeirtos, que, em seguida, descobri que se escreve Martha. E quem é ela?, segundo a Wikipédia, é escritora e colunista do Zero Hora, de Porto Alegre, e do Globo, do Rio de Janeiro.

O importante é saber que ela é autora do texto, mas não do poema! O texto virou poema depois que alguém modificou o primeiro período e versificou as frases que, aliás, têm força poética. Mas ela, na crônica, se refere a outra poeta (veja texto completo abaixo) que escreveu um poema de dois versos.”

Cleto de Assis.

Pior do que a voz que cala,

É um silêncio que fala

A VOZ DO SILÊNCIO

Paula Taitelbaum é uma poeta gaúcha que acaba de lançar seu segundo livro, Sem Vergonha, onde encontrei um poema com apenas dois versos que diz assim: “Pior do que uma voz que cala/É um silêncio que fala”.

Simples. Rápido. E quanta força. Imediatamente me veio a cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.

Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: “diz alguma coisa, diz que não me ama mais, mas não fica aí parado me olhando”. É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças dos shows do Sepultura, o silêncio é uma megasena. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz. O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate a nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.

MARTHA MEDEIROS.

como o leitor pôde ver nosso amigo cleto desenvolveu um trabalho de pesquisa, louvável, na medida em que tenta elucidar prováveis fraudes e plágios contra os verdadeiros autores de poemas, artigos, contos, crônicas e tudo o mais que ocorre, lamentávelmente, no mundo virtual.

por mais atentos e criteriosos que sejamos com referência aos trabalhos literários e artísticos que recebemos para publicação – tudo que aqui é publicado vem como anexo de email do autor ou de quem indica e ficam todos arquivados para dirimir prováveis futuras demandas – não nos é possível “checar” à todos e, por isso,  pode ocorrer que se publique uma fraude ou plágio de algum desonesto. em toda a nossa existência, com 1.465 textos publicados até agora, ocorreu uma única vez e restou esclarecido.

fica, ainda, a busca pelo o autor que manipulou o texto transformando-o em em um típico poema, o que não deixa de ser um trabalho desde que assuma a origem.

ao poeta/editor e amigo cleto de assis registramos, de público, nossos agradecimentos por tal “vigilância” o que nos permite seguir em frente sem tantas preocupações.

os PALAVREIROS DA HORA, os milhares de leitores que nos visitam e o editor.

26/04/2009

 

 

8 Respostas

  1. gostei muito desse texto ele me ajudou nos estudos adoreeei!

  2. …BOMMMM DIAAAA!!
    ESTOU RE… CONHECENDO VOCÊS AGORA, E ESTOU MARAVILHADA COM ESSE SISTEMA DE VERSAR COM’PROMETIMENTO COM A HISTÓRIA VERDADEIRA… A GRAFITAGEM EXPRESSA A CORAGEM DE SEU POETA… ENTÃO, MANIFESTANTES QUE SE ACHAM COM DIREITOS PENOSOS E COM VERTENTES INSINUANTES… PECAM E AOS BERROS DENTRO DO SILÊNCIO QUE SE PREZAM DURANTE O LARÁPIO VOO!!!
    SEGUINDO VOCÊS E LEVANDO A PALAVRA AOS MEUS AMIGOS!!
    (e não é loucura da joaninha)
    Joana d’Arc Neves de Paula

    (AGRADEÇO Helena Hild Filha)

  3. Senhores, recebi email solicitando a comprovação de que o poema A Voz do Silêncio é de autoria de Martha Medeiros. Na verdade, esse poema extraiu palavras do texto de sua autoria, o qual confere com o da pesquisa do Sr. Cleto. Tanto quanto ele, também não gosto do anonimato eletrônico. Temos visto obras distorcidas de vários autores, obras famosas com nomes trocados, obras medíocres atribuídas a nomes famosos, etc. Também escrevo e tenho contato direto com Martha. Esta me confirmou a autoria do seu texto. Isto não é prova, mas um depoimento de uma leitora assídua da escritora.

  4. A autora desse poema A Voz do Silêncio é a gaúcha Martha Medeiros, autora de diversos livros, dentre eles, Divã, que foi às telas dos cinemas e também minissérie de TV.

  5. Vou ser o mais sincera possivel sou espirita e o poema acima descreve o momento atual.
    Se eu fosse a escritora desse poema diria ainda que o silencio é covarde pois não da a possibilidade de defesa ou até mesmo a oportunidade de explicar….

  6. Acabo de encontrar 2 plágios desse texto, A Voz do Silêncio, no Recanto das Letras. Um publicado por Dama da Poesia, em 05.02.2010, com o título A Voz do Silêncio, sem aspas e recebendo os aplausos em comentários e outro plágio feito por Rejane Savegnago, mesmo título, em 03.02.2010. Impressionante…

  7. Maneco:

    Torno o diálogo público para não deixar reticências no ar. De fato, senti a ironia do excesso de aspas do seu recado anterior, no post do Alceu Sperança. Mas não me ofendi, pois a minha liberalidade admite as diferenças entre as pessoas. Lembra-se do Voltaire? “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito de dizê-lo”. Ou mais cá entre nós, serve também a célebre frase de Millôr Fernades: “Todo homem tem o direito sagrado de torcer pelo Vasco na arquibancada do Flamengo”.

    Quando me recusei a ser rotulado de liberal, é que estava me esquivando desse apressado julgamento maniqueísta sobre o liberalismo, sobretudo quando ressurgiu como neo. Sou apaixonado pela liberdade, mas não essa liberdade total, urilizada por quem acha que pode usá-la até para vampirizar seu próximo.

    Se liberdade com responsabilidade é liberalismo, então aceito ser liberal. Mas, no fundo, acho que não precisamos de rótulos. E olhe que é mais difícil ficar fora dos “ismos” do que grudar um em nossa testa, assim como é muito mais difícil buscar a harmonia na vida social sem esperar que, quando a grande noite chegar, sejamos recompensados.

    E chega de filosofadas. O importante, como já disse em um poema – aliás, dedicado a você –
    é saber que ter amigos é a melhor coisa que existe. Na ótica de meios de produção, a mais valia é produzida no cultivo de amizades e na colheita de solidariedade.

    Abraço sempre fraterno

    do Cleto

  8. Veja só Vidal, você fala de “vigilância”, mas desde que o nosso querido Cleto entrou na confraria, e sobretudo depois que inaugurou seu próprio espaço, eu já tinha levantado a lebre: não passa nenhum contrabando nessas fronteiras. Eu conheço o homem desde o milênio passado e sei que ele já nasceu antenado. Aproveito essa brecha para “te dizer” que ainda não falei com ele depois que usei carinhosamente aquelas “metáforas” sobre o misterioso texto de “O Capital”. É claro que ele tinha mesmo que me responder, porque minha inocente ironia saiu pelo mundo maculando sua imagem. Pois é, eu gosto da palavra liberal, pela sua consanguinidade com a liberdade. O termo surgiu politicamente na Revolução Francesa, e se opunha ao absolutismo monárquico e religioso. Mas logo depois, na mesma França, o liberalismo tornou-se conservador. Aqui, no Brasil, depois do Fernando Henrique, o PT tornou esse termo pejorativo. Eu não entrei nessa “lavagem”, porque, tirando a ideologia, sou um conservador, sobretudo moralmente.
    Voltando ao assunto, meu caro “Vidal”, quero ainda “te dizer” que minha pobreza intelectual por um lado e por outro minha afoita espirituosidade não soube compreender a inefável perspicácia do Cleto e, sem a minha própria “auditoria”, saiu aquela “liberalidade”.
    Cleto, meu querido, já passou a tua zanga?
    Um grande abraço a vocês…, Maneco

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