Arquivos Diários: 29 abril, 2009

ESPÍRITO do ARCEBISPO DOM HELDER CÂMARA CONCEDE ENTREVISTA e dá UM CHEQUE MATE nos APOSTÓLICOS ROMANOS

Dom Helder Câmara (espírito).

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as
reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito
Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife,
desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.

O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita
Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e
grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos
foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que
durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação
ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros
secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros
publicados.

Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Helder, reconhecendo a
autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também,
pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o
erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da
comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a
fé necessária como o Imprimatur do Vaticano. É importante destacar, ainda,
que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na
doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto
Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição
católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio
Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana
Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica. Conforme eles mesmos
disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas,
que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do
Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da
militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque
“os tempos são chegados”; estes ensinamentos pertencem à natureza e,
conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que
professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da
Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida
depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito
comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de
voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo
como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica
permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo,
mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que
me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar
seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras
com o preconceito religioso?

Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem
o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se
reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento,
porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados
pontos que não levam a nada. Mas, a grande diferença é que por estarmos com
a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas
podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar
aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam
fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai
liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos;
todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam
semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o
melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?

A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque
aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as
quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são
organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma
colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que
faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?

Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria
de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais
devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é
uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros
Espíritas?

Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as
casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente.
Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos,
principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casadom-helder-camara05
espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?

Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto
um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que
o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a
sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é
buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a
ter novas experiências, isso será um processo natural.

Mediunidade – Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?

Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da
vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão
possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?

Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito
interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao
médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito
grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos
intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma
mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros
(médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam
isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso
para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever
mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual.

Por que Dom Helder é quem está escrevendo?

Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da
Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam
dentro de um caixão e nos dizem “acabou-se”. Eu já pensava que continuaria a
existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas
vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando
estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu
estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para
poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro
preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as
suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de
desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas
suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que
na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram
nas suas atividades.

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?

Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição
para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus
interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito
fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha
última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que
fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela
mediunidade?

Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia,
inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é
demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa
Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis
admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?

Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só,
já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano
físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas
não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter
negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em
quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja – Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?

Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram
responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral
muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua
hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na
Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais
transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui
não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena,
mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?

Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o
pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme
para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de
fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração.
Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas
materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter
uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi
isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão
ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar
merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira
Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária
para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?

Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero
apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão
mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem
não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma
conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não
devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que
possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?

Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja,
ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais
cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual,
a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros
princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?

Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades.
Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos,
que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um
trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao
próximo.

Amor – Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora,
depois da morte?

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer
um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo
dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor,
conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora
da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?

Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou
qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por
nós não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos
de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática
do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?

Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor Ela é a única e
principal mensagem que se pode deixar. “

Livro: Novas Utopias

Autor: Dom Helder Câmara (espírito)

Médium: Carlos Pereira

COMENTÁRIO em OFERTÓRIO-VISÃO poema de jb vidal / por rubens scolacieri

COMENTÁRIO:

RUBENS

Você deve ser alguém que pensa profundamente nas pessoas na humanidade e deve ter observado e analisado muito a nossa história (humanidade) para concluir com esse “olhar total”! Um poema para se colocar na parede do living e dar uma “olhadinha” todos os dias. Forte mexe com quem lê, obriga o leitor a pensar. Muito forte por isso belo.

Rubens Scolacieri

 

VEJA o poema comentado: 

https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/13/ofertorio-visao-poema-de-jb-vidal/#comment-544

FERNANDO PESSOA EM “PRECE”

Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está – (o teu templo) – eis o teu corpo.

       Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

       Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

       […]

       Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.

       Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.

       Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.

 

Fernando Pessoa em “O Eu Profundo“.

WONKA convida para 30.04.9 (quinta)

QUINTA 30 Abril 2009

Wonka Jazz Project recebe Davi Sartori, Saul Trumpet, Cris Roger e Marilia Giller
A melhor jam session de Curitiba recebe os artistas Davi Sartori piano, Saul Trumpet, Cris Roger baixo eMarilia Giller piano para o muito jazz instrumental, do tradicional ao fusion, com Helinho Brandão saxofone . Fernando Rivabem bateria . JBoldrini baixo acustico . Jeff Sabbag piano.

o Wonka abre às 19h o show começa às 22h