DA MENTIRA À INJUSTIÇA poema de joanna andrade

Da mentira à injustiça – um passo apenas para o crime,

A mentira não premeditada tomou forma em sua omissão pueril -talvez

Mesmo assim ELE foi pego -com a boca na botija

As desculpas esfarrapadas sem o ar de pedinte -fizeram da não intenção o corpo da dor

Quanto mais se escondia atras das brancas palavras  -mais  latejante o coração batia no peito

Mais justa a causa parecia – menos servia

O pobre inocente ignorante mentiroso – trilha

Seu único intuito – não ser descoberto

Sua falha inicial – não reconhece

Seu ponto final – matar

Fingir  não ter as mãos sujas para ser levado ao ápice do tormento pela fadada vítima enlouquecida – manipulação não prescrita

O mal-feitor desaparece – objeto

A vítima ressurge das cinzas – sujeito

Da mentira- à injustiça

Uma conjugação para a elevação de um covarde – criado à merce da própria voz

A falsa maciez da palma de suas mãos acetinadas-  lustro de um verniz qualquer

Suas verdades – suas enganações

Sua seriedade – seu esconderijo

Seu sorriso  – suas tristezas

Suas alegrias- seu troco

A mentira – seu defeito

A Injustiça – sua defesa

Seu próprio espelho  – que brado!

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