TABOADA/NO JARDIM DE SOFIA/zocha – poema de lilian reinhardt

             
 Não sei de cor a cor da Taboada
 preciso da tua mão para atravessar a rua
 nunca sei qual o tom do mosaico da estrada
 esta via única há milênios  congestiona
 as minhas artérias
 Mas, na  igreja bizantina 
  na colina da Vila G 
  repicam os sinos
 vai começar a missa ortodoxa
 das seis horas
Seu Emídio  crente  sai com sua
 bicicleta preta para ir trabalhar
 na fábrica no bairro do Portão
 é operário religioso
enquanto a polaca Tida sua mulher gratina
 o pão com gema de ovo
 No bagageiro da bicileta ele leva
 a bíblia cristã
 ele a lê todas as noites em suas vigílias
 de guarda noturno
 eu não entendo  a bíblia de Descartes
 seus capítulos eróticos de fast foods
 meu olhar reciclável busca Rembrandt
 Veermer Van Gogh Velásquez
  Gibran
  Ainda piso descalça sobre os pregos
  O martelo repica aos meus ouvidos
  na acústica dobram os cravos
  de purpura  evapora a rosa 
  aos meus sentidos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: