Arquivos Diários: 6 maio, 2009

O RETRATO DE “CHE GUEVARA” por niara de oliveira

 

CHE

CHE

 

 

 

O famoso retrato de Che Guevara, intitulado Guerrillero Heróico, foi tirado por Alberto Korda, em 5 de março de 1960, em Havana, Cuba, diante de memorial dedicado às vítimas da explosão de La Coubre. A fotografia só foi publicada sete anos mais tarde. De acordo com Korda, Guevara demonstrava “imobilidade absoluta”, “raiva” e “dor” no momento em que a fotografia foi tirada. Disse também que seu retrato capturou todo “caráter, firmeza, estoicismo e determinação” que Guevara possuía. Guevara tinha 31 anos na época da fotografia.

De acordo com o Instituto-Faculdade de Arte de Maryland (Maryland Institute College of Art), o retrato de Guevara é “a mais famosa fotografia do mundo e um símbolo do século XX”.

O Victoria and Albert Museum declarou ser “a imagem mais reproduzida da história da fotografia”. Jonathan Green, diretor do Museu de Fotografia da Universidade da Califórnia em Riverside, afirmou que “a imagem virou um idioma mundial, um símbolo alfa-numérico, um hieróglifo, um símbolo instantâneo”. Ela reaparece misteriosamente sempre que há um conflito. “Não há nada na história que funcione desse jeito,” afirma.

LEGADO poema de leonardo meimes

 

 

 

 

 

 

Findaria a dor por me purificar?

Sinto tanta, tanta, dor,

Que só minha não pode ser

Malditos sejam

Os que me passam a dor!

Pois a eles sou assim como

Um alvo em cor

 

Sinto-me como uma flor,

Que nas pétalas brota um pólen

Atrativo aos homens.

Eis que estes

 Não sabem medir as forças

Em seu carinho

Machucam-me

 

Um dia

Passo-lhe a dor

Passo-lhe o pólen

Na forma de um poema.

AROMA DE ANIS de bárbara lia

 

Lá nota musical. Lá como eu chamo Laura. Assim como Letícia é Lê ou Bárbara é Bá. Lá. Lá e seus cabelos com perfume de anis. De todo o anis estrelado que ela atirava embaixo do travesseiro. Para acalmar a alma fera e dormir. Simpatia que a cigana ensinou. Lá agita os cabelos espalhando estrelas de anis pela sala. O moço do trompete no quadro da parede se embriaga, quase cai sobre as letras abaixo de seus pés.
A
Z
Z
Lá e suas crises sem hora marcada. Perdi a única montagem da peça do melhor amigo. “Memórias do Subterrâneo” soterradas no amparo da líquida ternura dela. Os olhos castanhos esverdeados mergulhados em uma mistura de vida/sal – lágrimas ininterruptas.
Recostar, como bom namorado, sua cabeça cansada em meu peito e ficar imóvel até que ela adormeça. Esqueça Dostoievski!
Lá na absurda curva de suas estranhezas. Sentada à mesa do Café Expréss diante da porta de vidro que dá para a Praça Santos Andrade hipnotizada pelo balé das pombas.
Pombas em bando, dezenas de pombas. Não apenas uma, e outra, 
e mais outra, como no poema antigo… 
Vão-se em bandos as pombas despertadas…
Não li entre as notas musicais da sua agonia. Nem nas pequenas metáforas suas. Nem nas flores que ela me trazia o seu pedido de socorro.
Uma rosa artificial desbotada – de papel machê. Ou uma flor daquelas que a gente sopra e ela dissolve-se branca… Era seu jeito de dizer que o sopro da vida poderia desfazer a flor em lá menor. 
Lá e suas insinuações mudas. Não li os signos.
Ela andava a ouvir boleros de Luis Miguel…
Te vas porque yo quiero que te vayas 
A la hora que yo quiera te detengo, 
Yo sé que mi cariño te hace falta 
Porque quieras o no 
Yo soy tu dueño
Me encanta la media vuelta, angel…
E me torturava com um bolero triste a tarde toda.
Eu ignorava o brega e o triste quando ela me atirava ao chão com beijos de halls cereja me asfixiando de estrelas sabor anis quando seus cabelos caiam sobre meu rosto e ela gemia constelações inteiras como um cometa perdido procurando um lugar, um lugar para pousar e era a metamorfose cristalina: O rostinho dela molhado de suor encaixado no meu peito e ela adormecida. Linda! Longe dos boleros e fantasmas e rosas suicidas e flores que se desfazem em um sopro.
Por isto, não pensei em mais nada para depositar aqui nesta lápide branca além de um sache perfumado de anis estrelado.
Em algum lugar Lá dança espalhando estrelas azuis. 
Lá aonde eu nunca mais irei acalmá-la recostando no meu peito estraçalhado de amor sua cabecinha atordoada, enquanto ela repetia até adormecer:
Dói viver, dói viver, dói viver, dói viver…
Lá dizia que o gosto do céu é menta com chocolate.
Inverno de quase neve na cidade gélida, nossas bicicletas encostadas em algum lugar à nossa espera enquanto o sorvete derretia em nossas bocas ela repetia…
Céu! Este é o gosto céu: Menta com chocolate.
Em todos os invernos provarei o gosto do céu olhando o vôo das pombas sentindo o aroma de anis de seus cabelos espalhados. 
E um sopro suave à saída do Café Express me trará esta certeza: Dela ao meu lado espalhando anis no ar com a ternura dos naufragados.
Lá nota musical. Lá como eu chamo Laura. Assim como Letícia é Lê ou Bárbara é Bá. Lá. Lá e seus cabelos com perfume de anis. De todo o anis estrelado que ela atirava embaixo do travesseiro. Para acalmar a alma fera e dormir. Simpatia que a cigana ensinou. Lá agita os cabelos espalhando estrelas de anis pela sala. O moço do trompete no quadro da parede se embriaga, quase cai sobre as letras abaixo de seus pés.
A
Z
Z
Lá e suas crises sem hora marcada. Perdi a única montagem da peça do melhor amigo. “Memórias do Subterrâneo” soterradas no amparo da líquida ternura dela. Os olhos castanhos esverdeados mergulhados em uma mistura de vida/sal – lágrimas ininterruptas.
Recostar, como bom namorado, sua cabeça cansada em meu peito e ficar imóvel até que ela adormeça. Esqueça Dostoievski!
Lá na absurda curva de suas estranhezas. Sentada à mesa do Café Expréss diante da porta de vidro que dá para a Praça Santos Andrade hipnotizada pelo balé das pombas.
Pombas em bando, dezenas de pombas. Não apenas uma, e outra, 
e mais outra, como no poema antigo… 
Vão-se em bandos as pombas despertadas…
Não li entre as notas musicais da sua agonia. Nem nas pequenas metáforas suas. Nem nas flores que ela me trazia o seu pedido de socorro.
Uma rosa artificial desbotada – de papel machê. Ou uma flor daquelas que a gente sopra e ela dissolve-se branca… Era seu jeito de dizer que o sopro da vida poderia desfazer a flor em lá menor. 
Lá e suas insinuações mudas. Não li os signos.
Ela andava a ouvir boleros de Luis Miguel…
Te vas porque yo quiero que te vayas 
A la hora que yo quiera te detengo, 
Yo sé que mi cariño te hace falta 
Porque quieras o no 
Yo soy tu dueño
Me encanta la media vuelta, angel…
E me torturava com um bolero triste a tarde toda.
Eu ignorava o brega e o triste quando ela me atirava ao chão com beijos de halls cereja me asfixiando de estrelas sabor anis quando seus cabelos caiam sobre meu rosto e ela gemia constelações inteiras como um cometa perdido procurando um lugar, um lugar para pousar e era a metamorfose cristalina: O rostinho dela molhado de suor encaixado no meu peito e ela adormecida. Linda! Longe dos boleros e fantasmas e rosas suicidas e flores que se desfazem em um sopro.
Por isto, não pensei em mais nada para depositar aqui nesta lápide branca além de um sache perfumado de anis estrelado.
Em algum lugar Lá dança espalhando estrelas azuis. 
Lá aonde eu nunca mais irei acalmá-la recostando no meu peito estraçalhado de amor sua cabecinha atordoada, enquanto ela repetia até adormecer:
Dói viver, dói viver, dói viver, dói viver…
Lá dizia que o gosto do céu é menta com chocolate.
Inverno de quase neve na cidade gélida, nossas bicicletas encostadas em algum lugar à nossa espera enquanto o sorvete derretia em nossas bocas ela repetia…
Céu! Este é o gosto céu: Menta com chocolate.
Em todos os invernos provarei o gosto do céu olhando o vôo das pombas sentindo o aroma de anis de seus cabelos espalhados. 
E um sopro suave à saída do Café Express me trará esta certeza: Dela ao meu lado espalhando anis no ar com a ternura dos naufragados.

FEIRA CATARINENSE DO LIVRO começou hoje no centro de Floripa.


Programação

 

 

Dia 6 de maio

10h – Abertura, com a presença de autoridades, no Palco

15h às 16h – Curtas-Metragens – Projeto Revelando os Brasis, na Sala de Cinema

15h às 17h – Lançamento e Sessões de Autógrafos: A Bela Morde a Fera, A Sopa Química, Lolita

de Aracaju, A Espera e a Noivinha e Ataliba, de Milton Maciel, no Espaço Escritores

17h às 18h – Documentário Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

18h às 19h – Palestra A Bela Morde a Fera, com Milton Maciel, no Palco

Dia 7 de maio

9h às 10h – Contação de histórias, com integrantes da Fundação Logosófica, no Palco

10h às 12h – Lançamento Corredores Ecológicos, Democratização e Gestão Ambiental, Eles

Pedem em Casamento, Elas Pedem o Divórcio, de Francisco Brito, no Espaço Escritores

9h30min às 10h30min – Curtas-Metragens – Instituto Marlin Azul

14h às 15h – Documentário Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

15h às 15h30min – Contação de histórias Frankolino com Andreia Rihl, no Auditório

15h30min às 16h05min – Curtas-Metragens – Projeto Revelando os Brasis, na Sala de Cinema

15h às 17h – Lançamento Árvore de Mim Mesmo, de Artemio Zanon, no Espaço Escritores

16h às 17h – Recital de Poesias com o Grupo Literário Letras no Jardim, no Palco

18h às 19h – Curtas-Metragens – Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

Dia 8 de maio

9h às 10h – Lançamento Pomar de Palavras e a Poesia do ABC, de Alcides Buss, no Espaço

Escritores

9h25min às 10h – Curtas-Metragens – Projeto Revelando os Brasis, na Sala de Cinema

10h às 11h – Palestra Lições dos Bichos, com Julião Goulart

14h às 15h – Documentário Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

14h às 15h – Contação de Histórias, com os integrantes da Fundação Logosófica, no Palco

15h às 17h – Lançamento Contador de História e Sessão de Autógrafos 3ª edição Aprendendo

com os Bichos, de Julião Goulart, no Espaço Escritores

15h às 17h – Oficina Literária com o Grupo Literário Letras no Jardim, no Palco

17h às 19h – Sessão de Autógrafos O Condomínio, de Milca Plaza, no Espaço Escritores

18h às 19h – Curtas-Metragens – Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

19h às 20h – Curtas-Metragens – Projeto Revelando os Brasis, na Sala de Cinema

Dia 9 de maio

10h às 12h – Lançamento De Mãos Dadas (em português) e De la Mano (em espanhol), de

Marta D. Martins, no Espaço Escritores

10h às 11h – Filme Curtas-Metragens – Instituto Marlin Azul, na Sala de Cinema

11h às 11h30min – Coreografias de Dança Ballet, Jazz, Hip Hop e Danças Populares, com

Estúdio de Ginástica e Dança Santa Catarina, no Palco

13h às 15h – Sessão de Autógrafos Último Beijo e Terceiro Apito, de Fátima Venutti, no Espaço

Escritores

14h às 15h – Sessão Estreante Curtas de Machado, dos estudantes da Escola Pública Estadual

Henrique Stodieck, na Sala de Cinema

15h às 16h – Curtas-Metragens – Cinemateca Catarinense, na Sala de Cinema

16h às 16h35min – Curtas-Metragens – Projeto Revelando os Brasis

15h às 17h – Sessão de Autógrafos Ame Suas Rugas, Poemas Para Além do Tempo, e Martins ao

Cubo, de Rosane Magaly Martins, no Espaço Escritores

17h às 19h – Lançamento Flecha Dourada e A Nova Literatura Catarinense, de Luiz Carlos

Amorim, no Espaço Escritores

18h30min às 19h10min – Apresentação da Orquestra Escola, no Palco

 

Quando: de hoje a 17 de maio
Horário: das 9h às 20h e aos domingos
das 13h30min às 19h
Onde: Largo da Alfândega (Centro, Florianópolis)
Ingressos: entrada franca
Informações: 3224-5135 ou http://www.cclivro.
org.br/feira2009
Serviço
Patrono: Deonísio da Silva, Prof. Dr. em
Língua Portuguesa, escritor catarinense
nascido em Siderópolis-SC
Mérito Escritor: A. Sanford de Vasconcellos,
escritor catarinense, autor de A
Vitrine de Luzbel, indicado para o vestibular
da UFSC 2009
Mérito Editor: Prof. Dr. Silvio Wonsovicz,
Editora Sophos
Mérito Livreiro: Valentim Pedri, fundador
das Livrarias Curitiba e Catarinense.
Amigo do Livro: Paulo Centeno, coordenador
da campanha Mais Livros Mais
Livres do Grupo RBS
Município Homenageado: São Pedro
de Alcântara, primeira colônia alemã do
Estado de Santa Catarina, que completa
neste ano 180 anos de colonização
Homenageados
QUANDO : DE 6  A 17  DE  MAIO NO LARGO DA ALFÂNDEGA.