Arquivos Diários: 8 maio, 2009

CLETO DE ASSIS comenta em RODIN e CAMILE CLAUDEL

Camille, uma mulher e tantoCleto De Assis - foto dele

Embora rejeitada, em sua época, como artista, simplesmente porque era mulher e apaixonou-se por um homem casado, Camille Claudel, deixou sua marca e sensibilidade em muitas obras eternas, inclusive em sua colaboração com o mestre Auguste Rodin. A Porta do Inferno, citada no post de  Flávio Calazans, recebeu um pouco de seu talento, sempre voltado para o rude escultor francês, assim como os Burgueses de Calais, que ainda passeiam, qual taciturnos fantasmas de bronze, pelo jardim do velho Hôtel Biron.
De certa maneira, Camille Claudel (ou Modemoiselle C., como a chamava, discretamente, seu amante Rodin) foi mais intensamente artista que seu mestre. Muitas de suas obras foram destruídas por ela mesma, no auge dos delírios paranóicos.  O que se pode ver, no Museu Rodin, são apenas 15 obras tardiamente reunidas por Rodin e colocadas, por sua orientação, em uma sala especial. Mas são inigualáveis.

Irmã de Paul Claudel – intelectual extremamente religioso, convertido ao catolicismo, mas que pouco ou nada fez para evitar sua internação em um manicômio por trinta anos, até sua morte – Camille foi, além de artista, uma mulher que não se curvou aos preconceitos da época.

O cinema fez sua homenagem a ela, em 1988, com um filme de Bruno Nuytten. Se Calazans não o viu ainda, com certeza também soluçará ao assisti-lo. Gérard Depardieu interpreta o escultor e a bela Isabelle Adjani se transforma maravilhosamente em Camille, além de co-produzir a obra. Um poema cinematográfico, que narra a vida, paixão e morte lenta dessa mulher extraordinária. Um dos mais belos filmes que já vi.

 

veja aqui a matéria comentada:

https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/09/16/rodin-e-camille-claudel-por-flavio-calazans/

OSCAR WILDE e seus pensares

Oscar_Wilde - foto dele

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.”