LAMPEJO DE ADAGA poema de j. l. gaspar

Quando fiquei doentinho, bem assumido

abandonei o ponto de fuga, monologando:

“Ó meu Jesus! Relumbrei no que vou mesmando.”

Eu que nada tenho contra os deuses

e seus filhos extraviados .

Não sabia que fazer com meu duplo,

pois que um só já me enchia a pélvis

Desde então temo morrer quantas

mortes sejam necessárias até o fim da definitiva.

Entrementes, devemos evitar duplicações

tanto como terceirizações se não pudermos

mais estar presentes.


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