CARTA PARA ZULEIKA de sérgio oliveira

Cara Musgo
Espero que esteja tudo azul ( e musgo ou pedra ).
Pois é,aqui te encontro depois de tanto tempo.Pedra continua levando as ondas que insistem em bater sempre fortes.Fortes como ele ( Pedra ) parênteses para que os incautos não venham a confundir nada.Continuas macia Musgo? Com tua voz suave que confunde a Medusa?
Continuamos musgo e pedra,mas em lados diferentes da praia.Em comum apenas a agua que quebra e o sol forte que as vezes nos abrasa.Musgo-sereia pedra-sentinela que continuam a espera sem saber do que. Ou será que apenas Pedra espera ? Diga musgo, ainda esperas ? Ainda sonhas com meus campos floridos? As vezes ainda os vejo em sonhos pálidos,em elaborações laboriosas num lampejo de fechar e abrir os olhos  sem nada daquilo enxergar.
Quanto a sermos velhos, ” quem será mais velho ? meu musgo ou tua pedra ?” Somos todos velhos agora.Ou melhor sempre o fomos,so não sabiamos.
Sorria musgo,que verei teu brilho do meu lado da praia e acenarei como faço agora com esta carta.
Desculpe me pelos questionamentos mas os terei enquanto vivo.
mande uma palavra no vento que ele entrega sempre,enquanto isso vou fazer o que sei fazer de melhor,esperar em meu cansaço.
um longo abraço que esta carta carece de rimas
 
P(ha)edra

Uma resposta

  1. Lembranças de mim em ti, Sérgio Oliveira, lembranças em ti de uma antiga Zuleika que deve haver ainda em algum lugar de mim. Lembro-me do amigo Sérgio, de antigos tempos, amigo também do meu irmão Wilson. És o mesmo? Talvez não o mesmo, mas aquele de quem me lembro? Não me lembro do sobrenome Oliveira, mas Oliveira é um belo sobrenome a lembrar Grécias e Europas milenares. És o mesmo, pai do menino Danilo, que hoje é um homem? Perdoa-me se não fores este. Se não fores este, aclara-me a memória, através da palavreiros, espaço de e para amigos. Tenho certeza de que Vidal franqueará o espaço para ainda uma outra vez te re-velares a mim, no que te quiseres re-velar. A partir daí poderemos trocar emails, se aprouver a ti e a mim. Emails… palavra prosaica. As praias, os oceanos, esses, sim, todos sem fim.
    Zuleika dos Reis.

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