SOCIOLOGIA NA SALA DE AULA por walmor marcellino

Quando se tentou explicar e justificar o estudo do pensamento organizado e das ciências sociais nas escolas de segundo grau, na verdade se estava falando da enorme lacuna política na vida estudantil, como um vestibular à efetiva cidadania. Do uso precário da língua, do escasso domínio das ciências, dessa algaravia comunicativa de informações imprecisas, inúteis, e desde tempos em obsolescência pelo menos em seus métodos de investigação e modos aplicativos, todos estamos conscientes, embora desconhecendo-lhes a cura. A escola preencherá a experiência do social na construção de realidades; oferecerá um cidadão pronto para uso e consumo? Ou precisaremos de uma verdadeira reforma da educação que não serão apenas melhorias ou adições curriculares enganosas?

E essas adições e especulações sob novas expectativas de maturar os jovens numa sociedade que não se deixa decifrar sequer pelos políticos que dominam as instituições públicas? Se ninguém é contra a substituição de parte do currículo por sociologia e filosofia, quais serão essas outras matérias descartáveis; ou quase tudo não convence ser prioridade no sistema educacional, que necessita ser afrontado e radicalmente mudado?

Se é verdade que nem a sociologia nem a filosofia estão no centro das carências estudantis e servem apenas como adição para “formar atitude racional” e método de pensamento e trabalho — além da necessária ampliação daquelas informações positivas que não encontram no agente social a persistência e a flexibilidade para uma ação proveitosa –; se é verdade que não são suficientes “para a ocasião e a reflexão”; de que política como prática e entendimento social, de que efetiva cidadania enquanto ação objetiva e reflexão racional e lógica estaremos falando?

Política e cidadania serão o começo de qualquer ação ou uma finalidade na busca de aperfeiçoamento dos indivíduos? A dialética nos ensina que nesse entrecruzamento de princípios e fins não estamos discernindo a gênese e o sentido de um problema em causa. Estaremos a divagar.

O homem pensa para viver — quer dizer que no geral o pensamento é uma resposta orgânica a um estímulo. Porém essa forma unilateral dá uma primeira resposta a devaneios e paranóias, à alienação que nos constringe à mitologia e aos deuses para obter resposta ao não-saber, ao duvidar da justiça na sociedade, à angústia do existir. E serão esses os temas-objeto dos estudos ou os silogismos da lógica formal seguidos dos grandes e imorredouros enigmas da história? e a tipificação das sociedades em seus modos de produção, organização social e cultura preencherá nossa ignorância? Estou, de qualquer maneira, pensando em voltar para a escola.

Uma resposta

  1. gostei deste assunto quero mais imformaçao sobre sociologia . sou professor de 1, 2 anos

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