Arquivos Diários: 3 junho, 2009

VINÍCIUS ALVES em SEM TÍTULO I

minha palavra é coisa
minha coisa é palavra
coisa palavra é minha
palavra minha é coisa
coisa minha é palavra
minha é coisa palavra
é coisa minha palavra
palavra é coisa minha
é coisa palavra minha
é minha palavra coisa

CARLITA’S convida

CARLITAS

TUA CANÇÃO DE AURORA EM MIM poema de marizete zanon

( homenagem a Solivan Brugnara)

A tua voz envolvente

me enche de doçura

quando cantas

colocas em mim

toda ternura

arrancas de mim 

toda tristeza.

Reviras as palavras

como um arame fino

e teus olhos macios

me enchem de carinho

e teu riso sonolento

ensaia a aurora do meu dia.

AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA poema de luís vaz de camões

Aquela triste e leda madrugada,

cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de üa outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
de que uns e outros olhos derivadas
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas.

Luís de Camões (Poeta português, 1524 ou 1525 – 1579 ou 1580)

JACK KEROUAC UM DOS ÍCONES DA GERAÇÃO BEAT – pela editoria

 

JACK KEROUAC - ÚLTIMA smJack Kerouac20JACK KEROUAC AUTOR DE “ON THE ROAD” LIVRO DE CABECEIRA DOS ANOS 60 E 70 DO SÉCULO XX.

Jack Kerouac nasceu a 12 de março de 1922, em Massachusetts. Era uma criança séria e muito dedicada à sua mãe. Como jogador de futebol, o jovem Kerouac ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que ele abandonou em seguida após uma briga com o treinador. Não se ajustando ao exército, acabou na Marinha Mercante, onde ficou algum tempo. Quando não estava viajando, Jack andava por Nova Iorque acompanhado de seus amigos “delinqüentes” de Columbia, entre eles Allen Ginsberg.

Kerouac começou a escrever um romance, falando sobre os tormentos que sofria para equilibrar a vida selvagem da cidade com os seus valores do velho mundo. Foi o seu primeiro romance publicado, porém não chegou a lhe trazer fama. Passaria muito tempo para que ele publicasse novamente. Na tentativa de escrever sobre as surpreendentes viagens que vinha fazendo com o amigo de Columbia, Neal Cassady, Kerouac experimentou formas mais livres e espontâneas de escrever, contando as suas viagens exatamente como elas tinham acontecido, sem parar para pensar ou formular frases. O manuscrito resultante sofreria 7 anos de rejeição até ser publicado. Jack escrevia vários romances, que ia guardando em sua mochila, enquanto vagava de um lado a outro do país.

Em 1957, quando Allen Ginsberg e outros escritores de sua categoria começavam a celebrizar-se como a “Geração Beat” (termo que o próprio Kerouac tinha criado anos antes), os editores manifestaram o seu interesse pelos manuscritos de Jack, publicando, finalmente, “Pé Na Estrada”, que se tornou um estrondoso sucesso popular. De repente, Kerouac foi surpreendido para viver o papel de jovem ícone beat para o público, porém, amargado pelos anos de rejeição, ele não sabia como reagir. Os críticos literários não o levavam a sério como escritor, passando a ridicularizar o seu trabalho e ferindo-o profundamente. A partir dessa súbita celebridade, ele passa por um declínio moral e espiritual. Tentando viver a imagem selvagem que tinha apresentado em “Pé Na Estrada”, entregou-se ao alcoolismo, o que apagou o seu brilho natural e lhe envelheceu prematuramente. Seus amigos lhe viam como uma pessoa carente e instável. Ele ainda publicaria outros livros, mas a maioria tinha sido escrita no período em que não encontrava um editor.

Sentindo-se fracassado e solitário, vai morar com a sua mãe em Long Island. Seus últimos trabalhos exibiam uma alma desconectada de um ser humano perdido em ilusões. Apesar do estereótipo de beatnik, Kerouac era um conservador, especialmente sob a influência de sua mãe católica.

Frequentemente apaixonado, ele chegou a casar duas vezes ao longo da vida, mas ambos os matrimônios acabaram em poucos meses. Na metade dos anos 60, Jack casa novamente, agora com uma velha conhecida de infância. Ele, a esposa e a mãe mudam para St. Petersburg, na Flórida, onde ele morre em 21 de outubro de 1969, aos 47 anos, destruído pela bebida.

VOO DA AIR FRANCE – DOM PEDRO LUIZ DESAPARECE – informações da CASA IMPERIAL DO BRASIL

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Sua Alteza Real
Príncipe Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança
(12/01/1983 – 01/06/2009)

Príncipe do Brasil
Príncipe de Orleans e Bragança
4o na sucessão dinástica ao Trono e Coroa do Brasil
Presidente de Honra da Juventude Monárquica

D. Pedro Luiz, filho mais velho do Príncipe D. Antônio e da Princesa D. Cristhine de Ligne, que moram em Petrópolis, era graduado em Administração pelo IBMEC do Rio e realizou sua pós-graduação em economia pela FGV. Fazia estágio numa instituição financeira de Luxemburgo.

Também atuou bastante junto com seus tios, pais e irmãos nos eventos monárquicos no Brasil. Por acreditarem que pode estar próxima a restauração da monarquia no Brasil, a maioria dos monarquistas brasileiros depositavam nele as esperanças pela restauração. Foi sucedido pelo seu irmão D. Rafael de Orleans e Bragança. 

Cumprimos o doloroso dever de informar que D. Pedro Luiz, filho mais velho de SS.AA.RR. os Príncipes D. Antonio e D. Christine e 4º na linha de sucessão ao Trono brasileiro, encontrava-se no avião da Air France desaparecido no vôo Rio de Janeiro – Paris.

Em razão do trágico desaparecimento do avião da Air France em que se encontrava seu sobrinho o Príncipe Dom Pedro Luiz, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança houve por bem cancelar a realização, no sábado dia 6 de junho, no Rio de Janeiro, do XX Encontro Monárquico, o qual fica adiado para nova data ainda a ser marcada. Pela mesma razão Sua Alteza suspendeu a Missa de Ação de Graças e almoço por seu 71º aniversário, que se realizariam no domingo dia 7.O6.09.

Atenciosamente,
Pró Monarquia.