Arquivos Diários: 6 junho, 2009

TU por jb vidal

em meus lençóis brancos

ausência das tuas cores

teus cheiros

teus pudores

tuas taras raras

me debato na agonia

espermeio fantasias

 

nada

 

nada  

 

lembrar-te alimenta

meus sentidos

insensatos

 

 

PHILOMENA GEBRAN participa da abertura do I SIMPÓSIO SOBRE HISTÓRIA e CONHECIMENTO na UFRJ neste mês de junho/2009.

TEXTO DE PHILOMENA GEBRAN PARA APRESENTAÇÃO NA ABERTURA DO SIMPÓSIO:

 

É de suma importância realizar nesta palestra de abertura do 1º Simpósio sobre História e Conhecimento uma reflexão pertinente sobre esses conceitos; acho que é também uma oportunidade para propormos algumas reflexões sobre nosso Pós graduação ( Mestrado e Doutorado),sobre a importância do conhecimento histórico.

Hoje vivemos em um tempo dominado muito mais pela informação, pelo marketing e por especialistas e profissionais da informação que insistem em dizer que seus “métodos” são estritamente  “científicos”, quando não passam de “teorias” , se é que podemos conceituar assim,  de meras suposições superficiais.

Esse é o perigo, pois o tempo da informação, da superficialidade tornou-se também o tempo da “aparência”. Vale o que aparenta ser e não o que realmente é; vale a aparência do conhecimento e não o conhecimento em si. Peter Burk  diz que os historiadores do futuro poderão se referir ao final do século XX e início do XXI como a era da “informação”, ou a era da “aparência” de ser e de conhecer.

Neste sentido, é que a confiabilidade do conhecimento está sendo questionada por filósofos e outros pensadores: “os filósofos concordam com os  economistas e com os  sociólogos em definir nosso próprio tempo em termos de sua relação com o conhecimento”. 

Peter Burke fala dos filósofos e sociólogos, e por que não, nós historiadores não deveremos nos preocupar com esse tema? Devemos sim, e porque devemos, é que estou propondo que façamos uma reflexão sobre o mesmo, no qual se insere a produção do conhecimento, a pesquisa, a produção historiográfica e a própria História.

A confiabilidade do conhecimento científico e/ou histórico é também problema nosso e por isso devemos defendê-la vigorosamente  e de forma radical, da mercantilização da informação, pois o conhecimento, também se tornou uma questão política importante, construída no aspecto público ou privado, considerando sempre, seu aspecto social, mas manipulada pelos governos através da superficialidade da informação.

Essa manipulação não é recente, pelo contrário, o uso sistemático pelos governos da mercantilização do conhecimento e de sua manipulação através da informação é tão antigo, quanto o conhecimento e quanto a discussão do capitalismo; governos explorando ou reforçando o “senso comum” para mais facilmente poder manipular a sociedade.

Peter Burk detectou  o aparecimento da “ciência da informação” em três países diferentes; França, Alemanha e Estados Unidos, onde segundo ele a informação sobrepujou o conhecimento; e aqui ele fala do conhecimento científico, indagando como países da Europa moderna que vivenciaram o Renascimento, a Revolução Científica, o Iluminismo, enfim as chamadas Revoluções Intelectuais mergulham na ciência da informação em detrimento a ciência do conhecimento. [1]    

 Em meu entendimento, compete a nós historiadores o papel de recolocar a questão, ou seja, valorizar a “ciência do conhecimento” e não a da mera “informação” ou da “Sociologia do Conhecimento”,  mas resgatar o que me parece mais adequado para  área a “Antropologia do Conhecimento”, ou História do Conhecimento, adequando assim, um novo conceito para uma antiga  polêmica que remonta ao início do século XX ou mesmo final do XIX.

É só lembrarmos que na França Emile Durkheim e Marcel Mauss já problematizavam a relação dos opostos espaço / tempo; profano /sagrado; prática / teoria; ciência /senso comum, etc., propondo o conceito de “história social do conhecimento” e as representações coletivas, lembrando que as categorias sociais são projetadas de modo que a classificação das coisas reproduza a classificação das pessoas.

Ainda no início de século XX os historiadores Marc Bloch e Lucien Febvre falavam em “mentalidades coletivas” ou “pressupostos compartilhados” salientando a importância do conhecimento em oposição à “simples” idéia da fé.

Em sua magnífica obra: “A Descrença no Século XVIFebvre aborda o problema da oposição entre crença e conhecimento. Não é o momento aqui de entrarmos por esse caminho, mas é apenas um lembrete, de como vai longe o debate sobre o “conhecimento”.

Outros teóricos seguiram discutindo o problema do conhecimento; não é possível citar todos neste breve espaço, mas em meu entender quem mais se destacou na continuação da polêmica sobre a “construção do conhecimento”, foi o antropólogo Lévi – Strauss e o filósofo ou sociólogo Michel Foucault; ambos trataram a questão, desde o micro (nível família, comunidade, etc.) até o macro (nível Estado), que ambos conceituaram como “lugares do conhecimento”.

Enfim, o tema continuou e continua sendo tratado por teóricos importantes que se dedicaram a aprofundar o debate, como por exemplo, Nobert Elias Jurgen Habermas ao estabelecerem a relação entre conhecimento e esfera política. Pierre Bourdieu  abordou o tema em vários artigos, ensaios, etc. e em diferentes ângulos da questão, conceituando-a como “prática teórica” ou “capital cultural”; onde aborda o tema do poder e da  Instituição Universitária como depositária desse “capital cultural” do conhecimento.

Clifford Geertz escreveu, também, vários artigos sobre “o conhecimento” e os “saberes locais”, como forma de conhecimento. Poderia citar ainda, muitos outros teóricos das mais diferentes épocas se quisesse fazer aqui uma história do conhecimento, o que não é o caso nem a oportunidade.

Queria apenas colocar essas reflexões, aparentemente simples, mas que devem fazer parte do trabalho não só do historiador, como do antropólogo, do sociólogo do filósofo, enfim dos que pensam as ciências humana e sociais; afinal nós também trabalhamos com elas e devemos responder certas questões e nos aprofundar em outras, como:

  • O que é o conhecimento?
  • O que é informação?

E afinal onde está a verdade? Na academia? No senso comum? Nas sociedades científicas? No saber erudito? No trabalho de campo? E, finalmente que papel a Universidade desempenha no avanço do conhecimento?

Poderíamos ficar aqui discutindo por muito tempo sobre o que a antiguidade, a Idade Média  e  a modernidade consideravam como conhecimento. Mas o que nos interessa, neste exato momento, é pensar o que é conhecimento para a Universidade e no nosso caso, particularmente o que fazemos no Pós Graduação (Mestrade Doutorado), senão uma sistemática reflexão sobre os vários tipos do conhecimento e seu aprofundamento.

Esse parece ser nosso papel na Universidade porque quer queiramos ou não, fazemos parte de uma elite do país que tem acesso ao que chamamos de “conhecimento acadêmico” ou “alternativo” que os mestrandos só irão detectar através da pesquisa, quer seja ela local regional ou nacional.

Essa pesquisa é que nos conduz  aos vários tipos de conhecimento pratico ou teórico, popular ou erudito, artístico ou científico e consequentemente a sua legitimidade só se realiza através das Instituições acadêmicas indispensáveis para o reconhecimento da produção do conhecimento.

SIR WINSTON CHURCHIL e seus diálogos – editoria

 

 

WINSTON CHURCHIL e o V da vitória da segunda guerra mundial (1945).

WINSTON CHURCHIL e o V da vitória da segunda guerra mundial (1945).

 

Quando CHURCHILL completou os 80 anos, um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:

– Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill:

– Por que não? Você parece-me bastante saudável.

 

…………

 

 

Telegramas trocados entre Bernard Shaw e Churchill.

Convite de Bernard Shaw a Churchill:

“Tenho o prazer e a honra de convidar Sua Excelência Primeiro-Ministro para  a apresentação da minha peça “Pigmaleão”. Venha e traga um amigo, se tiver.” – Bernard Shaw.

 

Resposta de Churchill a Bernard Shaw:

“Agradeço ao ilustre escritor o honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.” – Winston Churchill.

 

………..

 

 

O General  Montgomery estava sendo homenageado, depois de vencer Rommel numa batalha na África, durante a IIª Guerra Mundial.

Discurso do General Montgomery:

“Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói”.

 

Churchill ouviu o discurso e retorquiu:

“Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.”

 

………

 

 

Debate no Parlamento inglês. Aconteceu num dos discursos de Churchill, quando foi interrompido por uma deputada da oposição. Ora, todos sabiam que Churchill não gostava de ser interrompido… Mas foi dada a palavra à deputada e ela disse, alto e bom som:

-“Sr. Ministro, se V. Exa. fosse o meu marido, punha-lhe veneno no chá!”

Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, depois de uns minutos de 
silêncio em que todos estavam suspensos da resposta, exclamou:

-“E se eu fosse o seu marido, tomava-o.”

GEORGE BERNARD SHAW – editoria

CA006247

 

Shaw é autor de mais de 70 obras teatrais e de numerosas críticas sobre arte e críticas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1925 e é considerado o fundador do teatro moderno inglês. Muitas de suas obras são qualificadas de “peças-idéias”, pois tanto a ação como a linguagem e as personagens giram em torno de um leitmotiv, uma idéia ou uma concepção do mundo particular. Influenciado por Hendrik Ibsen, desenvolveu a ação teatral como uma forma de discussão. Shaw expunha seus princípios críticos por meio de diálogos tensos, dotados de grande criatividade. Nas primeiras obras, retrata a sociedade vitoriana acomodada, cuja hipocrisia moral desmascara em Mrs. Warren’s Profession (1894). Em Candida (1894), surge o moralismo ilustrado de Shaw, que coloca em evidência a estreiteza de horizontes do sexo masculino por meio de suas personagens femininas, inteligentes e plenas de senso comum. Recriou igualmente temas históricos, como César e Cleópatra (1901). Em dramas posteriores, como Man and Superman (1903), manifestam-se a evolução de seu pensamento e suas crenças na força da filosofia vitalista. Também escreveu Pigmalião (1913), que adquiriu fama mundial graças à sua versão musical, chamada My Fair Lady (1956). Shaw, cuja infância como filho de um alcoólatra não foi particularmente feliz, exerceu as profissões de agente imobiliário e de jornalista. Antes de alcançar o sucesso na literatura e no teatro, adquiriu renome como crítico teatral, artístico e musical. Dotado de uma criatividade indiscutível e de uma linguagem corrosiva, reivindicou uma série de reformas sociais e culturais. Em 1884, ingressou na Fabian Society, uma instituição que impulsionava as reformas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura “pela obra poética, marcada pelo idealismo e pelo humanismo, e especialmente pela poderosa sátira, na qual flui uma beleza poética muito pessoal”.