Arquivos Diários: 7 junho, 2009

CLUBE BILDERBERG: OS SENHORES DO MUNDO por vera lúcia kalahari / Portugal

VERA LÚCIA KALAARI - fim da humanidade

Considero-me uma pessoa que já não se choca com nada. A minha vivência de perto com a guerra, deu-me a conhecer um mundo que julgo ser desconhecido da maioria do grande público: os obscuros bastidores dos negócios ligados aos conflitos internacionais. Porque, para além do comércio de armamento há muitos outros inerentes a estes flagelos, operações financeiras essas que vão desde a contratação de mercenários por agências especializadas, sedeadas na sua maioria em Londres, às Companhias de Seguro onde se estabelecem as condições em que esses mesmo mercenários ficarão cobertos por tais Apólices, revertendo, na sua maioria a favor das famílias. E aqui
aparece outro negócio que rende milhões. Só que em caso de morte desses mesmos mercenários, tais prémios só serão recebidos, se forem apresentados os corpos dos
mesmos. Por isso, logo se desencadeiam duas frentes de negociações: dum lado, os advogados das Seguradoras, que tudo fazem para que o corpo não apareça. Doutro lado
os representantes das famílias para que o corpo lhes seja restituído. E uma terceira frente de negociações surge: dos países onde os mercenários morreram, que conservam os cadáveres congelados, para, por sua vez, negociarem os mesmos. Na maior parte das vezes, a sua entrega contra prisioneiros do seu país. Terceira onda de negociações de
valores são discutidos,  X por cabeça, ou pela entrega directa dos corpos, consoante
o que for mais lucrativo. E enganam-se aqueles que pensam que estas transacções se reduzem a meia dúzia de dólares. Não… Os valores atingidos cifram-se em milhões, porque os Seguros desta natureza, atingem milhões e milhões de dólares. Esta é, assim
uma das mil e uma ramificações de lucros financeiros, originados por qualquer conflito.
Este intróito, chamemos-lhe assim, foi apenas para vos explicar, que, felizmente ou infelizmente, já nada me surpreende neste mundo cão. E talvez por isso, nestes últimos tempos, resolvi fugir um pouco à negra realidade dos tempos que vivemos e preferi quedar na serenidade que me traz a poesia. Entrei no marasmo de tudo ignorar. Ouvi as manifestações contra a Globalização mas nem me incomodei muito com isso. Na realidade e confessando a minha culpa, nem paciência tinha para aprofundar o que era, afinal, essa tal Globalização. E o que se escrevia sobre ela era tudo em termos tão académicos, numa terminologia tão densa que eu começava a ler e rapidamente me perdia nos maçudos parágrafos cheios de ‘‘palavrões’’ que, para serem decifrados, tinha que, forçosamente, ter um dicionário ao meu lado.
Há três ou quatro dias, alguém me despertou desta apatia, e o que ouvi, vindo de quem veio, uma pessoa extremamente culta e um ‘‘expert’’ no que respeita à política internacional, fez-me entrar quase em pânico, para o que realmente estava a acontecer perante os nossos olhos, sem que, na nossa maioria, nem nos apercebêssemos que, se isto for, na realidade verdade, estamos todos nós a sermos vergonhosamente responsáveis pelo futuro dos nossos filhos e netos. Por isso, duma forma bastante sintética, mas servindo apenas como um alerta, porque quem quiser aprofundar a questão poderá sempre fazê-lo e poderá ter acesso à lista de nomes já do conhecimento de alguns historiadores e jornalistas internacionais que fazem parte deste Clube Bilderberg que tem ao que se saiba, um objectivo único: tornar-se no Governo sombra do Mundo. Isto assemelha-se quase a qualquer filme de ficção científica, mas analisando o que se está a passar diariamente no nosso planeta, parece-nos que a máquina já está em pleno movimento, rumo ao objectivo para a qual foi concebida.
Portanto, a Nova Era, será a Era da escravidão total. E a todos aqueles que estiverem interessados em conhecer os poderes secretos que neste momento governam o mundo e afectam a vida de todos os seus habitantes, atentem nos seguintes detalhes, que
constituem os objectivos principais do Clube Bilderberg – fundado  em  1954 em Oosterback ,Holanda, por iniciativa do príncipe Bernhard desse país – :
1 – Procurar anular todos os países, existindo depois apenas Regiões da Terra e valores universais, isto é, uma Economia Universal e um Governo Universal, nomeado, não eleito, e uma Região Universal. Para tal, defendem mais abordagem técnica e menos conhecimento por parte dos Povos. Isto reduz as possibilidades dos mesmos se inteirarem do plano Global dos senhores do mundo, e criarem resistência.
2-Um Governo Universal Mundial, com um Mercado globalizado, policiados por um
Exercito Mundial, uma Moeda Única Mundial, regulada por um Banco Mundial.
3- Uma Igreja Universal para canalizar a Crença Religiosa que mais convenha na direcção desejada pela Nova Ordem Militar. A propósito: um dos objectivos será abolir a Cruz de Cristo. O Vaticano já foi contactado sobre isso, porque nos corredores de Bruxelas não há apenas rumores sobre propostas da anulação do Símbolo da Cruz por toda a Europa. Há já elaborações concretas em comissões de alguns Estados Membros para rectificarem as suas condecorações, para ‘’não magoarem a sensibilidade de maiorias religiosas que consideram a presença da Cruz como algo funesto’’. É uma nova Cruzada que se impõem porque é, já uma certeza, esta tentativa de auto-mutilação e a anulação do símbolo mais sagrado da Europa, a Cruz de Cristo. Como quem não quer, estão agora a pactuar com a destruição do símbolo cristão.
Mas voltemos aos objectivos do Clube:
4-Reforçar Organismos Internacionais para acabarem com todas as identidades nacionais. Só os valores Universais poderão prosperar.
5-Criação de Sociedades pós-industrialização de crescimento zero. Porá fim a toda a industrialização de energia eléctrica nuclear, excepto para a indústria informática e de serviços. As indústrias serão exportadas para países pobres, como América Latina e África, onde o trabalho escravo é barato.
6-O Crescimento Zero é necessário para destruir o progresso e dividir a sociedade em patrões e escravos. Não interessa a prosperidade porque dificulta a repressão.
7-Despovoamento das grandes cidades.
8-Provocar por meio da guerra, pela fome e pela doença, a morte de 4 mil milhões de
pessoas até ao ano de 2050. São os que os membros do Clube denominam de ´´comedores inúteis’’. Dos restantes 2 mil milhões, 500 milhões serão formados por chineses e japoneses, escolhidos, porque foram povos subordinados a uma disciplina férrea e que estão habituados a obedecer, sem questionar. Aproveito para fazer referência às declarações do Dr. Leonard Horowitz que assegura que a Gripe A tenha sido ‘‘fabricada’’ por bio-engenheiros anglo-americanos do laboratório Novavax.
9-Manter a população num estado perpétuo de desequilíbrio, físico, mental e psicológico, por crises fabricadas com esse objectivo. Isso impedi-la-á de decidirem o seu destino, confundindo-as a tal ponto que se gerará uma apatia colectiva e um sentimento de desinteresse total.
10-Assumir o controle da educação. A juventude actual está na sua grande maioria,
contribuindo inconscientemente para os seus objectivos, ignorando as liberdades individuais. Para os globalistas são adversários que já rotularam de ´’ sem princípios.
11-Assumir as Nações Unidas e promover a criação de um Imposto Directo da ONU, pago pelos cidadãos mundiais.
12-Instituição dum Tribunal Internacional de Justiça com um Único Sistema Jurídico.
13-Instalação dum Estado Único de Providência Social, onde os Trabalhadores Obedientes serão recompensados e os outros abandonados à sua sorte.
Estes, são, pois, os objectivos definidos. Todos sabemos que o domínio do mundo, já faz parte da sua História. Mas este Clube, na sua tentativa de subordinar-nos a todos, é, no meu entender, o pior mal que já enfrentámos, pois exerce um poder de coacção e terror que temo possa acabar com a resistência, onde quer que seja que ela exista para os fazer abandonar as suas eventuais intenções. É a ditadura mundial, porque ao que os mais entendidos asseguram é que Bilderberg é o ´´olho que tudo vê’’. Nas suas reuniões decidem-se a guerra, a fome, a pobreza, as derrocadas dos governos, as alterações políticas, sociais e monetárias. Um Governo invisível que controla tudo: Os E.U.A., o Fundo Monetário Internacional, O Banco Africano de Desenvolvimento, O Banco Mundial, as Nações Unidas, a União Europeia, e os homens mais poderosos do planeta que vão de banqueiros, a industriais, proprietários dos maiores meios da Comunicação
Social, etc. A lista dos seus membros é conhecida dalguns meios. Podíamos inclui-la aqui. Mas por motivos óbvios não o fazemos.
O Clube reúne-se anualmente com os membros, que estão autorizados a levar alguns convidados. Para o efeito, alugam por três ou quatro dias um hotel, que fica exclusivamente ao seu serviço. Em 1999 foi em Portugal, em Sintra, no Hotel dos Seteais. Este ano, terá lugar em Julho, na Grécia.
Este artigo vai longo mas procurei sintetizá-lo o máximo e, principalmente, numa linguagem simples, alertar todos os que me lêem que, no meu ponto de vista, e analisando as profundas mudanças que já estamos a verificar, penso que a verdade uma vez utilizada como arma, espalha-se pelo mundo de forma imparável, neste mundo que devemos estar conscientes, está em guerra. A guerra final entre a Verdade e a Mentira.
Neste momento, não há hipótese, de neutralidade, de ficarmos no nosso canto à espera de quem vence ou perde. Calar-se agora é permitir o nosso desaparecimento e a entrega de todas as conquistas que foram feitas durante séculos. Esclarecer é defender as nossas gerações futuras.
Vera Lúcia
Considero-me uma pessoa que já não se choca com nada. A minha vivência de perto com a guerra, deu-me a conhecer um mundo que julgo ser desconhecido da maioria do grande público: os obscuros bastidores dos negócios ligados aos conflitos internacionais. Porque, para além do comércio de armamento há muitos outros inerentes a estes flagelos, operações financeiras essas que vão desde a contratação de mercenários por agências especializadas, sedeadas na sua maioria em Londres, às Companhias de Seguro onde se estabelecem as condições em que esses mesmo mercenários ficarão cobertos por tais Apólices, revertendo, na sua maioria a favor das famílias. E aqui
aparece outro negócio que rende milhões. Só que em caso de morte desses mesmos mercenários, tais prémios só serão recebidos, se forem apresentados os corpos dos
mesmos. Por isso, logo se desencadeiam duas frentes de negociações: dum lado, os advogados das Seguradoras, que tudo fazem para que o corpo não apareça. Doutro lado
os representantes das famílias para que o corpo lhes seja restituído. E uma terceira frente de negociações surge: dos países onde os mercenários morreram, que conservam os cadáveres congelados, para, por sua vez, negociarem os mesmos. Na maior parte das vezes, a sua entrega contra prisioneiros do seu país. Terceira onda de negociações de
valores são discutidos,  X por cabeça, ou pela entrega directa dos corpos, consoante
o que for mais lucrativo. E enganam-se aqueles que pensam que estas transacções se reduzem a meia dúzia de dólares. Não… Os valores atingidos cifram-se em milhões, porque os Seguros desta natureza, atingem milhões e milhões de dólares. Esta é, assim
uma das mil e uma ramificações de lucros financeiros, originados por qualquer conflito.
Este intróito, chamemos-lhe assim, foi apenas para vos explicar, que, felizmente ou infelizmente, já nada me surpreende neste mundo cão. E talvez por isso, nestes últimos tempos, resolvi fugir um pouco à negra realidade dos tempos que vivemos e preferi quedar na serenidade que me traz a poesia. Entrei no marasmo de tudo ignorar. Ouvi as manifestações contra a Globalização mas nem me incomodei muito com isso. Na realidade e confessando a minha culpa, nem paciência tinha para aprofundar o que era, afinal, essa tal Globalização. E o que se escrevia sobre ela era tudo em termos tão académicos, numa terminologia tão densa que eu começava a ler e rapidamente me perdia nos maçudos parágrafos cheios de ‘‘palavrões’’ que, para serem decifrados, tinha que, forçosamente, ter um dicionário ao meu lado.
Há três ou quatro dias, alguém me despertou desta apatia, e o que ouvi, vindo de quem veio, uma pessoa extremamente culta e um ‘‘expert’’ no que respeita à política internacional, fez-me entrar quase em pânico, para o que realmente estava a acontecer perante os nossos olhos, sem que, na nossa maioria, nem nos apercebêssemos que, se isto for, na realidade verdade, estamos todos nós a sermos vergonhosamente responsáveis pelo futuro dos nossos filhos e netos. Por isso, duma forma bastante sintética, mas servindo apenas como um alerta, porque quem quiser aprofundar a questão poderá sempre fazê-lo e poderá ter acesso à lista de nomes já do conhecimento de alguns historiadores e jornalistas internacionais que fazem parte deste Clube Bilderberg que tem ao que se saiba, um objectivo único: tornar-se no Governo sombra do Mundo. Isto assemelha-se quase a qualquer filme de ficção científica, mas analisando o que se está a passar diariamente no nosso planeta, parece-nos que a máquina já está em pleno movimento, rumo ao objectivo para a qual foi concebida.
Portanto, a Nova Era, será a Era da escravidão total. E a todos aqueles que estiverem interessados em conhecer os poderes secretos que neste momento governam o mundo e afectam a vida de todos os seus habitantes, atentem nos seguintes detalhes, que
constituem os objectivos principais do Clube Bilderberg – fundado  em  1954 em Oosterback ,Holanda, por iniciativa do príncipe Bernhard desse país – :
1 – Procurar anular todos os países, existindo depois apenas Regiões da Terra e valores universais, isto é, uma Economia Universal e um Governo Universal, nomeado, não eleito, e uma Região Universal. Para tal, defendem mais abordagem técnica e menos conhecimento por parte dos Povos. Isto reduz as possibilidades dos mesmos se inteirarem do plano Global dos senhores do mundo, e criarem resistência.
2-Um Governo Universal Mundial, com um Mercado globalizado, policiados por um
Exercito Mundial, uma Moeda Única Mundial, regulada por um Banco Mundial.
3- Uma Igreja Universal para canalizar a Crença Religiosa que mais convenha na direcção desejada pela Nova Ordem Militar. A propósito: um dos objectivos será abolir a Cruz de Cristo. O Vaticano já foi contactado sobre isso, porque nos corredores de Bruxelas não há apenas rumores sobre propostas da anulação do Símbolo da Cruz por toda a Europa. Há já elaborações concretas em comissões de alguns Estados Membros para rectificarem as suas condecorações, para ‘’não magoarem a sensibilidade de maiorias religiosas que consideram a presença da Cruz como algo funesto’’. É uma nova Cruzada que se impõem porque é, já uma certeza, esta tentativa de auto-mutilação e a anulação do símbolo mais sagrado da Europa, a Cruz de Cristo. Como quem não quer, estão agora a pactuar com a destruição do símbolo cristão.
Mas voltemos aos objectivos do Clube:
4-Reforçar Organismos Internacionais para acabarem com todas as identidades nacionais. Só os valores Universais poderão prosperar.
5-Criação de Sociedades pós-industrialização de crescimento zero. Porá fim a toda a industrialização de energia eléctrica nuclear, excepto para a indústria informática e de serviços. As indústrias serão exportadas para países pobres, como América Latina e África, onde o trabalho escravo é barato.
6-O Crescimento Zero é necessário para destruir o progresso e dividir a sociedade em patrões e escravos. Não interessa a prosperidade porque dificulta a repressão.
7-Despovoamento das grandes cidades.
8-Provocar por meio da guerra, pela fome e pela doença, a morte de 4 mil milhões de
pessoas até ao ano de 2050. São os que os membros do Clube denominam de ´´comedores inúteis’’. Dos restantes 2 mil milhões, 500 milhões serão formados por chineses e japoneses, escolhidos, porque foram povos subordinados a uma disciplina férrea e que estão habituados a obedecer, sem questionar. Aproveito para fazer referência às declarações do Dr. Leonard Horowitz que assegura que a Gripe A tenha sido ‘‘fabricada’’ por bio-engenheiros anglo-americanos do laboratório Novavax.
9-Manter a população num estado perpétuo de desequilíbrio, físico, mental e psicológico, por crises fabricadas com esse objectivo. Isso impedi-la-á de decidirem o seu destino, confundindo-as a tal ponto que se gerará uma apatia colectiva e um sentimento de desinteresse total.
10-Assumir o controle da educação. A juventude actual está na sua grande maioria,
contribuindo inconscientemente para os seus objectivos, ignorando as liberdades individuais. Para os globalistas são adversários que já rotularam de ´’ sem princípios.
11-Assumir as Nações Unidas e promover a criação de um Imposto Directo da ONU, pago pelos cidadãos mundiais.
12-Instituição dum Tribunal Internacional de Justiça com um Único Sistema Jurídico.
13-Instalação dum Estado Único de Providência Social, onde os Trabalhadores Obedientes serão recompensados e os outros abandonados à sua sorte.
Estes, são, pois, os objectivos definidos. Todos sabemos que o domínio do mundo, já faz parte da sua História. Mas este Clube, na sua tentativa de subordinar-nos a todos, é, no meu entender, o pior mal que já enfrentámos, pois exerce um poder de coacção e terror que temo possa acabar com a resistência, onde quer que seja que ela exista para os fazer abandonar as suas eventuais intenções. É a ditadura mundial, porque ao que os mais entendidos asseguram é que Bilderberg é o ´´olho que tudo vê’’. Nas suas reuniões decidem-se a guerra, a fome, a pobreza, as derrocadas dos governos, as alterações políticas, sociais e monetárias. Um Governo invisível que controla tudo: Os E.U.A., o Fundo Monetário Internacional, O Banco Africano de Desenvolvimento, O Banco Mundial, as Nações Unidas, a União Europeia, e os homens mais poderosos do planeta que vão de banqueiros, a industriais, proprietários dos maiores meios da Comunicação
Social, etc. A lista dos seus membros é conhecida dalguns meios. Podíamos inclui-la aqui. Mas por motivos óbvios não o fazemos.
O Clube reúne-se anualmente com os membros, que estão autorizados a levar alguns convidados. Para o efeito, alugam por três ou quatro dias um hotel, que fica exclusivamente ao seu serviço. Em 1999 foi em Portugal, em Sintra, no Hotel dos Seteais. Este ano, terá lugar em Julho, na Grécia.
Este artigo vai longo mas procurei sintetizá-lo o máximo e, principalmente, numa linguagem simples, alertar todos os que me lêem que, no meu ponto de vista, e analisando as profundas mudanças que já estamos a verificar, penso que a verdade uma vez utilizada como arma, espalha-se pelo mundo de forma imparável, neste mundo que devemos estar conscientes, está em guerra. A guerra final entre a Verdade e a Mentira.
Neste momento, não há hipótese, de neutralidade, de ficarmos no nosso canto à espera de quem vence ou perde. Calar-se agora é permitir o nosso desaparecimento e a entrega de todas as conquistas que foram feitas durante séculos. Esclarecer é defender as nossas gerações futuras.
Vera Lúcia
ilustração da autora.

“HOTEL” OU “L’HOTEL” por hamilton alves / Florianópolis

Se precisasse algum dia me hospedar num hotel local (não é o caso) escolheria, sem pestanejar, o “Hotel” (um pardieiro velho na rua Padre Roma, bem próximo do terminal Rita Maria), cujo nome é feito a tinta na parede que dá para o lado da rodoviária. Embaixo tem o “Portuga Show, petiscos e snooker” e ainda a “Serralheria Cardoso”. Se fosse o caso de me hospedar em Paris, para onde pretendo ir um dia, nem que seja apenas por alguns dias (pisar no solo parisiense já me proporcionará certamente muita alegria, tanto é meu entusiasmo por tudo que lhe diz respeito, seus escritores, seus artistas, sua paisagem), ficaria no “L,Hotel”, não sei se à margem esquerda ou direita do Sena. Foi nele que se hospedou Oscar Wilde, depois de ter amargado uma prisão estúpida, em Londres, por sua homossexualidade (tempos de moral vitoriana). O hotel, diz-se, a partir de então, ficou com má fama. À noite, ao que se conta, o fantasma de Wilde perambula por todas as suas dependências.

Conta-se que, quando Jorge Luis Borges chegou a uma cidade na Suiça, teve dificuldades de encontrar um hotel para se hospedar, justamente porque nenhum hotel quer assumir a fama de nele ter morrido uma celebridade. Borges pretextou que isso faz boa propaganda, embora o gerente insistisse em argumentar que não. Borges teve que ser enfático para ser, por fim, admitido como hóspede, ajudado pela interferência de Maria Kodama.

O prédio do “Hotel” é de feições coloniais, grandes janelões de frente, um único lance de escada, que dá acesso a um varandão como nos moldes de antanho. Faço um apelo pela sua preservação naquela paisagem que vai tomando ares sofisticados, com espigões horríveis, quando a paisagem precisa de casarões desse estilo. Sei que o interesse imobiliário ou a especulação do lucro não levam em conta aspectos como tais. A maioria das pessoas pouco se lixa para isso. Beleza não conta, e, sim, quanto se pode ganhar numa boa transação de um imóvel, não obstante sua importância paisagística e até, porque não dizer, cultural. A área está supervalorizada. Por isso, deve estar, certamente, com seus dias contados. Paris continua sendo cidade tão atraente porque nela convivem o novo e o velho pacificamente. Joyce, quando morava em Trieste, encontrou uma amiga que lhe disse achar Paris uma cidade suja. Ao que lhe respondeu: “Dirty is marvellous”.

Presumo que deva ser tranquilo um pernoite ali, melhor do que em hotéis sofisticados. Tem uma fachada que evoca tempos imemoriais, em que a cidade ainda era uma singela província. Por suas ruas trafegavam carrinhos puxados a cavalos. A vida era mais quieta e pacata. Não era esse atropelo de hoje.

Albert Camus considerava que o melhor lugar para se escrever uma novela (ou qualquer obra literária) é um quarto de hotel. O “Hotel” me parece o ideal para tal fim, dado o seu aspecto sossegado e à parte de tudo.

Os quartos devem ser exíguos, segundo os imagino, com uma cama de casal, um pequeno guarda-roupa, uma mesinha, um quadro à parede, numa moldura feia, mostrando uma figura vulgar. É tudo que espero que o decore.

Terá janelas?

Nas laterais não as vejo. Talvez só exista uma porta e nada mais de abertura. Deve ter um único banheiro para todos os hóspedes, o que é um inconveniente, mas altamente compensado pela beleza e amenidade que inspira.

Qualquer dia, quando me der na telha, vou lá me hospedar para sentir o prazer de passar ali umas boas horas escondido do mundo.


CANTO AOS MARGINAIS por manoel de andrade / Curitiba

Canto aos marginais
Manoel de Andrade
Quem quer que sejas,
ainda que um pária,
hoje é para ti que eu canto.
Não importa quem és ou quem foste…
se ladrão, mendigo, prostituta ou bandido
se desprezado, condenado, execrado pelo mundo…
eu te acolho na guarida dos meus versos
te saúdo com o coração limpo
e no calor de minha poesia
espero dar-te o que de mais belo eu tenho.
Sente que te estendo a mão
te cumprimento e saímos juntos a caminhar
e não creias que eu possa ser melhor que tu
ainda que sejas a mais vil das criaturas…
Quem sabe, no insondável itinerário da alma,
já tropecei na mesma pedra onde caíste
e escorreguei no mesmo abismo onde te encontras.
Talvez eu já tenha  empunhado uma arma para o assalto,
já tenha me prostituído e me vendido.
Por certo, no saldo milenar das injustiças,
também provei, como tu, a fome, o frio e o abandono.
Busco aqui o teu perfil no tempo…
tua alma amanhecida…
teu coração desarmado.
E te pergunto, comovido: onde morreu tua infância?
Quem abriu tuas feridas?
Quem causou teu desencanto?
Quando te faltou o pão e a miséria sitiou teus passos?
Quem rasgou tua cartilha?
Onde abateram teu norte e te demarcaram a sarjeta?
Quando abortaram teus sonhos e te enredaram na lama?
E no torvelinho da vida, quem partilhou teus pecados?
Onde estão teus fariseus e as pedras que te atiraram?
São só tuas as cicatrizes?
Somente tu és culpado?
Eis a tua penitência… a tua herança infamante,
é o teu fardo solitário,
tuas algemas, teu cárcere
teu pecado original.
Quem quer que sejas
ambos nascemos no berço da inocência
e a vida poderia fazer de ti um poeta
e de mim um marginal…
eis porque sou teu irmão
e minha sorte não pode me separar de ti..
E se um dia,
minha poesia chegar aos subúrbios da existência humana
e puder ecoar em teus ouvidos,
onde quer que estejas,
também lá eu estarei contigo
tão presente como neste momento.
Quero que saibas
o quanto és importante para mim,
quanto  preciso de ti para cantar-te
e sinto
e desejo que tu sintas
que este poema foi escrito em parceria contigo.
Mas não queiras saber quem sou
meu nome nada significa
por isso não me procures além da poesia.
Sou apenas um rosto a mais na multidão,
um viandante invisível do encanto,
um passo solitário da utopia.
Mas sou também, como tu, um passageiro da angústia,
cidadão e prisioneiro de uma noite oficial.
Hoje sou um transeunte do impasse e da  penumbra
indiciado no meu lírico combate…,
bebendo na taça indesejável do silêncio,
a indignação por outras delinqüências.
Sou, eu te confesso, um portador do medo e dos pressentimentos…
carregando também meu fardo de espanto
e uma trincheira de luta
que bem quisera partilhar contigo.
Agora que me dei a conhecer,
peço que também tu me compreendas,
que aceites meu gesto solidário
e minha compaixão pela falência dos teus passos.
E eis porque me faço semelhante a ti…
para que olhes mais de perto pra ti mesmo
e perguntes se valeu a pena a tua escolha.
Sobretudo eu te peço
que também tu me saúdes com o melhor de ti
e me recebas no teu íntimo território
como o primeiro convidado à festa da tua redenção.
Canto para dizer-te que há uma semente de amor no teu caminho,
que um olhar compassivo te ampara desde sempre.
Que há dois mil anos o mesmo Mestre te busca em outras faces…
sejas tu Dimas, Madalena ou Barrabás.
Sou teu irmão, teu amigo fraterno, o teu grande camarada
e canto para te soletrar a esperança,
para dizer-te que a luz das estrelas viaja nos teus olhos
e que cabe a ti reconstruir o amanhecer.
Bem… amigo!!!
eu te deixo agora
e espero que tu saibas o que fazer de ti.
Quanto a mim,
não te preocupes,
eu vou por onde meu sonho me levar.
Adeus, então…
tenho um compromisso inadiável…
um encontro solidário com as bandeiras do meu tempo
e, por isso, muitas coisas pra cantar.
Mas se nossos caminhos nunca se cruzarem,
se nós não nos reconhecermos na multidão,
não importa…
mas se um dia me encontrares nestes versos,
não te esqueças de mim,
leva-me contigo
porque hoje sou apenas uma página clandestina.
Lembro-te que só estarei vivo e presente nas palavras…
na realidade já estarei muito longe
talvez vivo, talvez morto, talvez um sobrevivente
ou um viandante da imortalidade.
Mas o que eu pensei de ti
deixo a vagar pela eternidade afora
e não importa que tu me encontres amanhã
ou na curva dos séculos,
o importante é que eu escrevi para ti,
que tive saudade de ti, como de um  amigo de infância.
Adeus,
canto em tua busca.
Curitiba, março de 1969
Este poema consta do livro “Poemas para a Liberdade”, editado por Escrituras
drumonnd e ELE.

drummond e ELE.

Quem quer que sejas,

ainda que um pária,

hoje é para ti que eu canto.

Não importa quem és ou quem foste….

se ladrão, mendigo, prostituta ou bandido

se desprezado, condenado, execrado pelo mundo…

eu te acolho na guarida dos meus versos

te saúdo com o coração limpo

e no calor de minha poesia

espero dar-te o que de mais belo eu tenho.

Sente que te estendo a mão

te cumprimento e saímos juntos a caminhar

e não creias que eu possa ser melhor que tu

ainda que sejas a mais vil das criaturas…

Quem sabe, no insondável itinerário da alma,

já tropecei na mesma pedra onde caíste

e escorreguei no mesmo abismo onde te encontras.

Talvez eu já tenha  empunhado uma arma para o assalto,

já tenha me prostituído e me vendido.

Por certo, no saldo milenar das injustiças,

também provei, como tu, a fome, o frio e o abandono.

Busco aqui o teu perfil no tempo…

tua alma amanhecida…

teu coração desarmado.

E te pergunto, comovido: onde morreu tua infância?

Quem abriu tuas feridas?

Quem causou teu desencanto?

Quando te faltou o pão e a miséria sitiou teus passos?

Quem rasgou tua cartilha?

Onde abateram teu norte e te demarcaram a sarjeta?

Quando abortaram teus sonhos e te enredaram na lama?

E no torvelinho da vida, quem partilhou teus pecados?

Onde estão teus fariseus e as pedras que te atiraram?

São só tuas as cicatrizes?

Somente tu és culpado?

Eis a tua penitência… a tua herança infamante,

é o teu fardo solitário,

tuas algemas, teu cárcere

teu pecado original.

Quem quer que sejas

ambos nascemos no berço da inocência

e a vida poderia fazer de ti um poeta

e de mim um marginal…

eis porque sou teu irmão

e minha sorte não pode me separar de ti..

E se um dia,

minha poesia chegar aos subúrbios da existência humana

e puder ecoar em teus ouvidos,

onde quer que estejas,

também lá eu estarei contigo

tão presente como neste momento.

Quero que saibas

o quanto és importante para mim,

quanto  preciso de ti para cantar-te

e sinto

e desejo que tu sintas

que este poema foi escrito em parceria contigo.

Mas não queiras saber quem sou

meu nome nada significa

por isso não me procures além da poesia.

Sou apenas um rosto a mais na multidão,

um viandante invisível do encanto,

um passo solitário da utopia.

Mas sou também, como tu, um passageiro da angústia,

cidadão e prisioneiro de uma noite oficial.

Hoje sou um transeunte do impasse e da  penumbra

indiciado no meu lírico combate…,

bebendo na taça indesejável do silêncio,

a indignação por outras delinqüências.

Sou, eu te confesso, um portador do medo e dos pressentimentos…

carregando também meu fardo de espanto

e uma trincheira de luta

que bem quisera partilhar contigo.

Agora que me dei a conhecer,

peço que também tu me compreendas,

que aceites meu gesto solidário

e minha compaixão pela falência dos teus passos.

E eis porque me faço semelhante a ti…

para que olhes mais de perto pra ti mesmo

e perguntes se valeu a pena a tua escolha.

Sobretudo eu te peço

que também tu me saúdes com o melhor de ti

e me recebas no teu íntimo território

como o primeiro convidado à festa da tua redenção.

Canto para dizer-te que há uma semente de amor no teu caminho,

que um olhar compassivo te ampara desde sempre.

Que há dois mil anos o mesmo Mestre te busca em outras faces…

sejas tu Dimas, Madalena ou Barrabás.

Sou teu irmão, teu amigo fraterno, o teu grande camarada

e canto para te soletrar a esperança,

para dizer-te que a luz das estrelas viaja nos teus olhos

e que cabe a ti reconstruir o amanhecer.

Bem… amigo!!!

eu te deixo agora

e espero que tu saibas o que fazer de ti.

Quanto a mim,

não te preocupes,

eu vou por onde meu sonho me levar.

Adeus, então…

tenho um compromisso inadiável…

um encontro solidário com as bandeiras do meu tempo

e, por isso, muitas coisas pra cantar.

Mas se nossos caminhos nunca se cruzarem,

se nós não nos reconhecermos na multidão,

não importa…

mas se um dia me encontrares nestes versos,

não te esqueças de mim,

leva-me contigo

porque hoje sou apenas uma página clandestina.

Lembro-te que só estarei vivo e presente nas palavras…

na realidade já estarei muito longe

talvez vivo, talvez morto, talvez um sobrevivente

ou um viandante da imortalidade.

Mas o que eu pensei de ti

deixo a vagar pela eternidade afora

e não importa que tu me encontres amanhã

ou na curva dos séculos,

o importante é que eu escrevi para ti,

que tive saudade de ti, como de um  amigo de infância.

Adeus,

canto em tua busca.

Curitiba, março de 1969
Este poema consta do livro “Poemas para a Liberdade”, editado por Escrituras
ilustração do site, a pedido. foto livre.

ESQUELETOS NO ARMÁRIO por alceu sperança / cascavel.pr

Os gravíssimos problemas ambientais da nossa época são mais graves que as fofocas paroquianas, com suas louras misteriosas e políticos garanhões. Chegam a empatar com a corrupção, o contubérnio maroto entre financiadores de campanha e seus eleitos e a imensa ingenuidade do eleitorado, que toma Coca-Cola, compra Omo e, também indo na onda do marketing vende-sabão, consome produtos cancerígenos digitando seus números nas urnas eletrônicas. Mas, nos dias tórridos, fumacentos e/ou chuvosos que vivemos, o que poderia preocupar mais que o terrível aquecimento global (AG)?

Mas talvez fosse necessário perder um pouco de tempo com nossos próprios umbigos antes de simplesmente espinafrar o AG, para reconhecer que ele é, afinal, um subproduto dos prazeres que auferimos com a fabulosa Revolução Industrial, tanto a ponto um quanto os pontos seguintes.

Se lançarmos um olhar sobre nós mesmos e à nossa volta, constataremos que cada um de nossos pequenos ou grandes prazeres produz resíduos – e nem sempre os menos agradáveis às narinas são os piores.

Um daqueles “inocentes” sacos de plástico que atiramos por aí depois de sacar dele o objeto do prazer que acabamos de comprar; aquele papel de bala que o presidente descartou; o incômodo pacote de chips de cujo conteúdo nossos piás aspiraram obesidade e um futuro câncer, atirado (o pacote, não a pança e o câncer) ao deus-dará; a guimba de cigarro e suas respectivas cinzas jogadas por aí; tudo isso é a face local, cotidiana, bem próxima a nós, correspondente ao pecado dos fantoches dos conglomerados econômicos (também conhecidos como “políticos”) manifestado no AG.

O AG é o equivalente, para as grandes corporações, à nossa atitude de gastar energia à toa, fazer barulho para os ouvidos dos vizinhos, estressar o cão e fazê-lo infernizar a vizinhança, dar porcaria às crianças só porque a TV diz que elas são “iradas”.

Se Bush e as grandes corporações têm inúmeros esqueletos em seus armários, nós também temos os nossos esqueletinhos e culpa por aqueles tsunamis todos. À medida que o planeta esquenta, as conseqüências vão aparecendo em sua cara suada: secas recordes, incêndios dantescos, enchentes monumentais.

Na Ásia, há algo além do tsunami: cerca de cem mil pessoas já morreram de doenças respiratórias por causa de uma misteriosa “nuvem marrom”, segundo revela Jeremy Rifkin, uma espécie de Grilo Falante para os Pinóquios desta geração.

Os coletadores de produtos recicláveis são – ao lado das crianças de mães que não vêem novelas e pais que não fumam – a grande esperança da humanidade. Esses entes iluminados que empurram seus carrinhos por aí são, aliás, uma clara metáfora do eleitor brasileiro: empurram lixo pela vida afora. A diferença é que eles melhoram a vida de todos carregando esse lixo e o eleitor piora a vida de todos elegendo inservíveis.

Mas, apesar dos pesares, no lento e persistente caminhar dos agentes ecológicos recicladores, do jeito que a coisa começa a andar entre os jovens mais conscientes, a gente vai acabar dando conta de apontar um rumo melhor a este planeta tão estuprado e torturado, mesmo porque, em termos humanos, estupro e tortura são tão hediondos quanto o aquecimento global.

Abaixo o AG, viva o agir. Há que agir geral, gente. A começar por resolver os esqueletos dos armários. Os do armário local e os do armário global.