OBRIGADO, LULA por alceu sperança / cascavel.pr

O presidente Lula fez um favor ao País pondo fim às ilusões daqueles que ainda acreditavam que ele e o PT tivessem qualquer coisa de esquerda. Se ele próprio não tivesse dito, seria preciso continuar a desmascará-lo dia após dia, e ainda assim haveria iludidos, crentes em que ele, seus satelizados e mensalizados poderiam um dia encaminhar o Brasil ao socialismo.

Lula, o PT e seus satelizados estão claramente no campo da direita. Sua opção é a neoliberal, sendo necessário, assim, organizar a resistência. Enganadores, travestiam-se de esquerda sob o falso pretexto de combater as privatizações, no exato momento em que criavam em seus porões as famigeradas PPPs (parcerias público-privadas), que significam entregar o que é do povo a empresas privadas, especialmente transnacionais. As práticas revelam seu verdadeiro caráter, em nada diferente da balela tucano-pefelista (hoje, demonista).

Com as ilusões desfeitas, já podemos colocar os pingos nos is e começar a unificação da esquerda brasileira. Esquerda, sim: é bobagem essa história do Caetano de que os conceitos de direita e esquerda estão demodês. Nem ele está. Hoje, neste mundo tão cheio de injustiças, doença e miséria, em que poucos nababos enriquecem e milhões de pessoas sofrem e sucumbem, é impossível não delimitar dois campos opostos: a direita, para onde Lula escolheu ir, é o neoliberalismo, e a esquerda é, no mínimo, o antineoliberalismo.

O neoliberalismo não tem nada de demodê, portanto. Por isso, a Intersindical, em seu II Encontro Nacional, decidiu criar uma divisa para barrar as tentativas neoliberais de tirar direitos do povo: “Nenhum direito a menos, avançar nas conquistas”. Com essa bandeira, a Intersindical vê claramente a “perspectiva de aprofundamento, ainda maior, dos ataques promovidos pelo capital às conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras no segundo mandato do governo Lula”. Serão leis, medidas provisórias e administrativas e reformas da Previdência, Sindical e Trabalhista, dentre outras, e há o risco de setores majoritários do movimento sindical se renderem a essas manobras.

A proposta da Intersindical é “intensificar a discussão, conscientizar, mobilizar e unificar os lutadores sociais para derrotar a política dos governos neoliberais, que retiram as conquistas e direitos históricos da classe trabalhadora, bem como buscam destruir as suas formas e possibilidades de organização como classe”.

A criação da Intersindical se baseou na necessidade de enfrentar o Estado capitalista, com autonomia e independência dos trabalhadores em relação aos governos, patrões e partidos. Busca a organização autônoma e independente dos trabalhadores, sustentada em suas organizações de base, visando a romper com o corporativismo e combatendo a burocracia, o assistencialismo e o aparelhismo sindical. Algo de novo no front, portanto. Engabelar os trabalhadores era a regra. Mas a máscara finalmente caiu.

No entanto, há muita ignorância neste País em relação ao verdadeiro papel dos governos – federal, estaduais e municipais. Sua função na verdade não é governar, mas administrar a crise. Mal e porcamente, com nosso dinheiro. E elevadíssimos índices de popularidade.

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