IMAN MALEKI, o pintor HIPERREALISTA do IRAN – editoria

Fotografia ou obra de arte? Uma obra de arte, principalmente porque parece uma fotografia daquelas tiradas com uma máquina fotográfica digital moderna de muitos pixels, que permite observar cada detalhe e colorido da cena, objeto ou personagem fotografado. Assim é a arte do iraniano nascido em 1976, em Teerã, Iman Maleki, considerado o principal pintor de arte realística vivo.

IMAN MALEKI

No mundo das artes, muitos artistas torcem o nariz para obras figurativas, mas até os puristas rendem-se às pinturas do artista iraniano. Segundo a artista plástica e professora de artes do Rio de Janeiro, Gabriela Irigoyen, a principal qualidade do trabalho de Iman Maleki está em criar esse jogo com o observador de suas obras. “Será uma fotografia, será uma pintura?”, diz Gabriela, acrescentando que outro aspecto interessante das pinturas do artista é de permitirem constatar que a beleza retratada em seus quadros é exemplo vivo que existe na natureza e no cotidiano das pessoas.

IMAN MALEKI - 1Sisters-and-a-book

“Em um mundo repleto de relativismos, de ‘achismos’, de ‘incertezas’ e de negação da realidade, onde ladrões se dizem inocentes e mentiras são ditas com a certeza de verdades, apreciar as pinturas de Iman Maleki nos deixa mais esperançosos”, assina Gabriela. Ela acrescenta que o realismo contemporâneo é também uma resposta ao caos da pós-modernidade. “É como dizer; olhe bem, com bastante atenção e você será capaz de ver coisas no nosso cotidiano que são extremamente belas e que pintadas ficarão para sempre. Essa também é uma questão sempre presente na humanidade: eternizar o momento”, completa a artista.

IMAN MALEKI - boy

Iman Maleki o faz com uma poesia e destreza admiráveis. Ele desenha como ninguém. Pronto, já sabemos que não é mais necessário saber desenhar bem para ser um grande artista, mas deixem quem sabe expressar-se através do bom desenho fazê-lo.

IMAN MALEKI - Omens-of-Hafez

Iman Maleki é fascinado pela arte da pintura desde que era criança. Aos 15 anos, começou a aprender pintura com quem foi seu primeiro e único professor, Morteza Kautozian, até então o maior pintor realista do Irã.

IMAN MALEKI - Composing-music-secretly

Enquanto estuda, começou a pintar profissionalmente. Em 1999, graduou-se em desenho gráfico pela Universidade de Arte de Teerã. Desde 1998 tem participado de várias exposições. Em 2000, se casou e no ano seguinte criou o ARA Painting Studio e começou a ensinar pintura, considerando os valores clássicos e tradicionais.

IMAN MALEKI - Memory-of-that-house

As mais importantes mostras de que Iman Maleki participou foram: The Exhibition of Realist Painters of Iran, no Tehran Contemporary Museum of Art (1999) e The Group Exhibition of KARA Studio Painters at SABZ Gallery (1998) e SA’AD ABAD Palace (2003).

Em 2005, recebeu os prêmios William Bouguereau Award e Chairman’s Choice Award no Segundo International ARC Salon Competition.

16 Respostas

  1. Imprecionante o realismo das pinturas por ele retratado. A sutileza e a sensibilidade dos traços faz dele um artista singular na arte realista .

  2. Avani Maria Silveira Martins | Responder

    Quanto mais eu olho, mais adimiro a perfeição dessas obras.
    Avani

  3. Meu Deus! É impressionante! Lindo! Amei! É obra divina!

  4. luminado…………por DEUS!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Na verdade, já não se sabe o que é arte. Seus paradigmas caíram no começo do século passado. Qualquer coisa, não é arte. O URINOL de Duchamp, para muitos é arte. O audacioso BIGODE na Monaliza é visto hoje como uma ridícula transgressão pós-moderna. A arte contemporânea joga com os conceitos da verdade e da mentira. E por esses sofismas é chamada arte conceitual. Atualmente é mais fácil transgredir do que fazer arte. E o que seria de toda a arte clássica se a transgressão tivesse surgido lá na antiga Grécia. Agora, rejeitar esse conceito é ser taxado de reacionário. O que quero reiterar é a necessidade de rever a ideologia sobre a arte no século XX. É indispensável ressuscitar verdades e princípios porque a pós-modernidade aboliu a consciência crítica.
    A arte contemporânea é um círculo fechado. As 7000 MAÇÃS de Laura Vinci e o QUEBRA-MOLAS de Débora Bolsoni mostram bem os rumos caóticos da arte. São outras tantas aberrações, além de ovos fritos, baldes e outras barbaridades sem vinculação com a realidade e o processo histórico, sem que com isso estejamos contra os movimentos de vanguarda como o futurismo e o surrealismo que ao refletir as inquietudes do meio e da época se identificaram, respectivamente, com o progresso tecnológico e a psicanálise.
    A crítica da arte está falida e o que sanciona o valor da arte são os critérios do mercado. Coisas do capitalismo e da globalização, Ou a arte, a literatura e a música estão expostas nas vitrines ou estão mortas. Todos nós sabemos disso.
    Vamos às vitrines: um artista plástico da Costa Rica, Guilhermo Vargas Habacuc AMARROU UM CACHORRO NUM CANTO DE UMA GALERIA DE ARTE — numa exposição em Manágua — E O DEIXOU MORRER DE FOME, alegando chamar atenção à hipocrisia humana que somente ali davam atenção à fome do animal, mas que o desprezariam se estivesse na rua. Apesar da crueldade, o artista entrou na mídia.
    Num outro caso o artista plástico australiano Stelarc (Stelios Arcadion) convocou em 2007 a imprensa para mostrar, na época, sua última obra: UMA ORELHA IMPLANTADA NO PRÓPRIO BRAÇO.
    Esta galeria de “arte” é muito grande e seria cansativo mostrar tantos quadros.
    As polémicas sobre os espólios da pós-modenidade, na arte, são muitas e não são recentes. Aqui no Brasil, os poetas Ferreira Gullar e Affonso Romano de Sant’Anna têm empunhado essa bandeira, mas ela começou abertamente quando em 1956 o pintor espanhol Salvador Dalí publicou seu LIBELO CONTRA A ARTE MODERNA, ressaltando que a arte moderna promoveu a feiúra e a hipervalorização da técnica, condenando os críticos que se curvam aos paradigmas enganadores das vanguardas.

  6. 1 – Muitas vezes se acredita na qualidade de uma obra apenas porque está no Museu. A imprensa, os historiadores e críticos impõem valores que os Grandes Museus do Mundo acatam como Verdadeiros, Eternos. Talvez esteja na hora de revisar os critérios pelos quais as obras entram nos museus. Melhor, revisar o próprio conceito de museu.

    2 – O ISMO é um modo de fazer obras, DADÁ foi um movimento intelectual antes que um ismo artístico, seu “programa”, conhecido por todos, era NÃO TER PROGRAMA. Portanto, não existe nem nunca existiu DADAÍSMO, apenas DADÁ.

    3 – As aberrações pós-modernas: quais são elas? Por que?

    Abraço.

  7. Apesar do meu imenso respeito pelo Impressionismo e o Expressionismo, finalmente uma abertura de incontestável beleza para o retorno ao figurativo. A arte figurativa escolhe seus eleitos e os grandes museus do mundo eternizam somente o talento. Nela não há lugar para mistificadores.Quem sabe esteja chegando a hora de rever todo esse intelectualismo e as aberrações que, em nome da arte — ou da morte da arte como queria o Dadaismo em 1916 — nos propos a pós-modernidade. Deslumbrante a pintura de Iman Maleki. Com a palavra o poeta, ensaista e o grande paladino nessa “briga de cachorro grande”: Affonso Romano de Sant’Ana

  8. Realmente é de outro mundo,e surreal!!!

  9. Caramba, que perfeição!

  10. Adorei. Me lembrei de Matisse e das pinturas persas, hiper realistas… e me toquei de que não sei nada, sou completamente ignorante em relação à esse escola… como é que ficam em relação às leis do Al Corão que proíbem figuras?Admitindo a minha ignorância, quem pergunta quer saber… será que nossa especialista pode me responder?

    1. A Pérsia (atual Irã) tem uma grande tradição de pintura figurativa que, ao contrário dos católicos espanhóis na América, nunca foi reprimida pelo Islã. As maravilhas das miniatura persas são admiradas no mundo todo. Vale a pena conhecé-las.
      Grande Abraço.

  11. A poética do hiperrealismo sempre me impressionou, me tocou fundo. Depois da pintura atingir os últimos limites da representação,depois do advento da fotografia e a pintura a devassar territórios e territórios não figurativos, a volta à representação propriamente dita através do hiperrealismo representa, a meu ver, desde os seus começos, uma escolha de extrema coragem, de audácia imensa. Com relação ao trabalho de Iman Maleki, com o qual estou tendo agora o primeiro contato eu, apenas uma apreciadora de pintura, posso resumir o que sinto com uma única palavra: comovente.

  12. Fantástico! Impõe-nos a reflexão sobre essa busca da representação instigante do real!

    1. PALAVRAS IMAGEM PALAVRAS

      MOR

      De palavra em palavra
      Chega à bela mensagem.
      Com ela nada acaba
      Com esta bela imagem.

      Do artista ao poeta
      Da poesia a pintura.
      Tudo já se completa
      Com toda a cultura.

      Acorda logo os leitores
      Com poesias e imagens.
      Que são seus seguidores
      Com as belas mensagens.

      São José/SC, 9 de agosto de 2009.

  13. Superlativo do superlativo! Superlativíssimo! Obrigado, meu amigo!

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