RENATA ANTUNES comenta em ASSÉDIO MORAL NA ESCOLA de josé dagostim

Comentário:

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Boa tarde!
Sou professora de filosofia do segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio.
Estava passando um filme, inclusive sobre menores infratores (JUÍZO), quando um aluno que estava atrapalhando todo o grupo com conversa se negava a fazer silêncio.
Após meus pedidos insistentes para ele ficar quieto, não obtive sucesso e acabei falando mais forte para que ele “calasse a boca”. Ele me respondeu que nem o pai o mandava calar a boca. Eu respondi que isso era uma pena, mas não o estava xingando nem desrespeitando, apenas queria silêncio e não havia sido atendida, mas que ele deveria, naquele momento, se calar.
Isso gerou polêmica entre meus colegas que acreditam que um professor, principalmente de rede particular, não pode “mandar”calar a boca.
Isso pode ser considerado assédio moral por esse aluno????
E toda a falta de respeito que sofremos por parte deles?? Realizo um trabalho com muita dedicação nesta mesma escola há 21anos e hoje tenho me feito várias perguntas a esse respeito. Que escola enfrentamos hoje?
Espero que me ajudem….
Obrigada
Renata Antunes

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10 Respostas

  1. A resposta bonita ensaiada na frente do espelho”Não podem mandar o aluno a calar a boca, mas quando crescerem e esses alunos tiverem um diretor, supervisor em seus respectivos trabalhos e interromperem seus chefes enquanto falam perderão seus empregos. Na prática da vida irão compreender o que é educação. Quando uma pessoa fala a outra escuta. E quando ADULTOS sofrerão as consequências de não entenderem isso na sala de aula ou na família. Tudo tem limite! O melhor é deixar a vida ensinar! A vida ensina até os pais que não sabem criar filhos. Como exemplo ficar quieto em sala quando um professor tenta dar a aula e o aluno que tudo pode atrapalha, fica cantarolando, etc. A vida ensina! Ensina como tirar um zero num processo seletivo, no vestibular, etc.

  2. Mesmo esse texto/desabafo tendo sido postado faz tempo e a conversa encerrada gostaria de falar algo aqui. Na data da postagem eu ainda era uma aluna e agora já sou uma professora. Já me vi em situações piores do que a sua na qual um aluno me diz “eu não preciso estudar, meu pai é dono de fazendas” e continua atrapalhando severamente minha aula. Em minha opinião uma pessoa que acha que mandar um aluno calar a boca é feio e que existe várias maneiras de pedir silêncio não sabe o que é chegar no local de trabalho (escola), entrar em uma sala de aula com mais de 50 alunos (isso no ensino médio) e ver todo seu esforço em produzir um plano de aula ir por água abaixo. Ver seus alunos que querem aprender algo sendo ofuscados por meia dúzia de moleques que acham que são gente só por terem dinheiro. Ver a escola lhe repreender por “criar caso” com alunos pagantes. Ver seus quatro, as vezes cinco, anos de graduação serem considerados nada. De quem é a culpa? Dos alunos? Dos pais? Da escola? Do professor? Não cabe a mim julgar isso, mas, o que eu sei é que nós, professores, já temos coisas suficientes para nos “punir” como, por exemplo, os baixos salários.

  3. Eu sou estudante e passei por essa situação hoje. Minha professora de artes disse que queria ouvir as opiniões, quando eu fui expressar a minha ela me ridicularizou, quando eu pedi para ela de forma educada e submissa (até pq eu me senti um lixo após ela ter tido aquela atitude) ler o que eu havia escrito, só que em silêncio, ela gritou que eu devia “calar a boca” e que como “autoridade em sala de aula, ela lia na altura que ela quisesse”. Então ela leu e disse “muito bom!”. Só esse “muito bom” não apagou o que ela já havia dito. Eu entendo que você como professora se sentiu muito irrita e perdeu a paciência, mas pedir que ele se retirasse da sala seria realmente melhor. Por que, eu nunca havia passado por algo do tipo em toda a minha vida e sempre achei que professores e alunos poderiam sim ter uma boa convivência, contanto que aja respeito de ambas as partes, nunca fui uma aluna ruim, mas isso com certeza me marcou.

  4. Daria Miriam de Oliveira Lombardi | Responder

    É só ficar na pele de um professor que sua a camisa para ensinar e um aluno mal educado que você pede por favor fique quieto por várias vezes e ele ignora e continua e muitas vezes até debochando de sua cara. Você é ser humano e perde a paciência e fala no linguajar que ele está habituado. ” Cale aboca”. Daí ele fica indignado pela atitude do professor.

  5. sou uma aluna e realmente já vi alguns dos meu professores gritarem “calem a boca ” , mas acho que não chega a ser um absurdo , mas sim uma falta de educação para com os alunos , pois vários outros professores já disseram que jamais iriam nos mandar calar a boca , entendo que você estava com a paciência cheia e com isso falou essa frase , porém acho que na próxima apenas diga que caso ele interrompa a aula novamente irá para diretoria , e afirmo que a maioria dos alunos tem medo da “sala da diretora ” , eu principalmente pois nunca passei por lá , e procuro ser boa nos meus estudos , não acho que você não tenha educação , mas acho que não fale mais isso porque eu como aluno me sindo ofendida pois raramente minha mãe me manda me calar , imagina como seria com uma pessoa que mal conheço …
    espero ter ajudado .

  6. Olá Renata,não sou professora,sou mãe de um menino de 4 anos que vai a escolinha,e na semana passada,ele chegou em casa e me disse que a professora dele havia gritado para eles “calarem a boca”,então ele me perguntou;”mas mamãe, não é falta de educação mandar as pessoas calar a boca?”,eu respondi que sim,pois é o que eu ensino a ele,que não se deve falar “cala boca” para as pessoas,que é falta de educação,aí ele me perguntou;”então ela não tem educação?”,respondi que não, pois a educação é válida para todos,e tomarei a seguinte medida:irei até a escola e direi a ela que não aceito que repreenda meu filho desta forma,pois existem várias formas de fazer uma criança ficar “quieta”,mandar “calar a boca”também é assédio moral,agressão verbal,cabíveis de processo judicial.

  7. Sinceramente, não vejo isso como absurdo, absurdo é o aluno desrespeitar a professora e os colegas, pertubando a aula. Quem tem que ser querstionados são os pais. Que tipo de educação que eles estão dando aos filhos? Professor não tem que educar, quem educa é a família, professor é para ensinar. A sociedade está invertendo os valores.

  8. Uma professora de filosofia que em pleno século XXI ainda ordena ao estudante “calar a boca” precisa realmente se questionar. Precisa se atualizar em filosofia, psicologia, pedagogia e até na etimologia da palavra “aluno” para mudar seus conceitos, seus métodos e práticas pedagógicas.

  9. Tarde boa!

    “Educar é uma arte. Mão de via dupla.
    Pedagogo é aquele que provoca o potencial.
    Sensibilidade é o cerne do pedagogo.”

    Não me cabe julgar seu “cale a boca”, mas já julgando. Assédio moral é quando sua agressão é sentida como agressão, não fosse uma agressão o comportamento do estudante não seria aquela que você retratou.

    A baliza coletiva que domina o professores (desde a formação), tem como base julgadora o pragmatismo, enquanto os outros padrões são sonegados…

    Aluno é um conceito que não uso, estudante acredito, porque sou eternamente. Deveria então o aluno (burro) que não estava interessado no seu filme, ter ficado quieto “com as orelhas baixas” assistindo seu filme? Assim, talvez esse aluno(burro) seria no futuro mais um paciente dos cientistas do comportamento, formados na academia da insensibilidade, e assim gira a roda do capital…

    Agradecido,
    José Dagostim

    1. Lamentável a posição desse dagostin. Poética e Jung são lindos para se ler na cabeceira da cama. Criticar é bem coisa de acadêmicos ou de quem quer espalhar seu nome ao vento. A questão não é esse aluno. Peça para ele sair da sala ou que alguém do SOE o retire. Há que se pensar é nos demais alunos, cujos pais estão pagando pelo ensino desta escola e que não está sendo aplicado pelo mau comportamento de um.

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