Arquivos Diários: 7 agosto, 2009

MARINA SOLDA, a Paleta de Vida – por silas correa leite / itararé.sp

a artista visual MARINA SOLDA.

a artista visual MARINA SOLDA. foto de diego singh.

“O que nunca morre é espaçotempo/Mas
pode chamá-lo de Mamãe/Quem nunca
abandona esta mulher/O Céu e a Terra
fecunda/Suave é o seu poder/Sempre
e sempre a nos amamentar/Desça – ela
estará lá/ Suba – ela tomará no colo.

(Lao Tsé, O Tao Feminino)

Marina Solda, natural de Itararé-SP, “Santa Itararé das Artes”, ela mesma uma grande artista, mãe de outros tantos grandes artistas; as tintas e tons e cores de sua paleta-vida “como palavras de sua alma rica”, sensível, enternurada, oriunda de descendentes de imigrantes, que foi morar em Curitiba e lá se tornou conhecida, amada, vencedora, personalidade cultural de destaque.

Marina da Conceição Nunes Vidal é filha da dona Alzira Nunes e do popular “Marinheiro”, irmã do boêmio Tio Jannys da Cantina do Tio de Itararé. Marina Soldapossui mais de 1000 (mil) telas já pintadas e algumas vendidas para o exterior, duas para a Itália.

Exposições individuais: Assembléia Legislativa do Paraná – Curitiba – Acrílico sobre tela de linho e óleo sobre tela de linho. Coletiva no Museu Alfredo Andersen. Coletiva na Galeria Andrade Lima e Escola de Arte.Cursos de desenho – desenho livre, desenho da figura humana, xilogravura, aquarela, cerâmica, escultura e pintura. Homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba, importante cidade onde residiu por muitos anos, pelos trabalhos realizados nos mais diversos campos comoArte, Política (assessoria parlamentar qualificada), Educação e Jornalismo.

Artista plástica revisionista, Marina Solda evidencia em suas obras a ruptura com os conceitos tradicionais da arte, propondo uma nova linguagem artística, uma espécie de Revisionismo, posição ideológica preconizando a revisão de uma doutrina política dogmaticamente fixada.

Artista Plástica Marina Solda expôs as telas “Arte Contemporânea Sem Fronteiras” no Espaço Cultural da Assembléia Legislativa do Paraná. Paulista de Itararé, onde é muito querida, morou na capital paranaense por mais há mais de 50 anos. Suas obras expressionistas são pintadas com tinta especial importada, e o diferencial dessas obras é que elas são expostas sem molduras, possibilitando ao comprador emoldurar a tela ao seu estilo. A exposição que fez em Curitiba foi parte das homenagens ao Dia Internacional da Mulher, ocorrendo a convite da deputada Cida Borghetti (PP).

A artista Marina Solda foi noticia no “Journal of the Senate” em janeiro de 2001, para orgulho do Clã dos Fanáticos de Itararé que têm na como a mais importante personalidade feminina de destaque, valorada na arte da histórica cidade da batalha que não houve, mas de uma batalha que ainda há para cultuar seus artistas como o mote“Sempre Haverá Itararé” por intermédiodeles, entre os quais se destacam nomes como Maestro Gaya(itarareense que é nome de rua em Curitiba), Armando Merege, Rogéria Holtz, Jorge Chuéri e o próprio Luiz Antonio Solda, filho ilustre da Marina e o mais importante e premiado cartunista brasileiro. Como diz Fábio Luciano no site http://www.itarare.com.br:
“Marina Solda Itararé nasceu em 18 de junho de 1935em Itararé, e faleceu em Curitiba, dia 20 de fevereiro, 2009. “Artista de Itararé, Dona Marina, não nos deixa a sós, deixa na veia artista um belo traço de Itararé para o mundo(…) Luiz Solda, cartunista e blogueiro de teclado e mouse cheio.”

Agora que a Pintora Marina Solda é uma estrela deItararé no céu da saudade, seu nome ficará marcado pela paleta da vida que ela rebrilhou com suas tintas de presença marcante, matriarca de um clã forte e de nomes ilustres, pessoas inteligentes, criativas, porque, afinal todos os descendentes da Marina têm a quem puxar, por assim dizer; dela e do próprio patriarca da Marina, o popularMarinheiro que desenhou as matemáticas ruas de cacau quebrado de Itararé, a grande beleza urbana da Cidade Poema de Itararé.

Itararé costuma dar valor para os que a promovem em verso e prosa, artes e reinações de qualidade humanitária e ética, embora a melhor saída para os artistas de Itararéseja a Estação Rodoviária da cidade, capital artístico-cultural do sudoeste paulista, metade do caminho entreCuritibaSampa. Marina Solda foi o maior nome deItararé nesse sentido. Que Itararé lhe reconheça o mérito, e lhe dê o nome de uma rua ou mesmo de umaEscola de Artes, porque Curitiba, que sempre abrigou muito bem os “andorinhas sem breque de Itararé (quem nasce em Itararé é “Andorinha”), certamente saberá testemunhar oficialmente a importância de Marina Solda, para lhe dar um nome de Rua. Já pensou, Rua Artista Marina Solda?. Afinal, quem é bom já nasce luz, e, tirando de letra, Marina Solda literalmente pintou e bordou. Essa foi a sua marca, a sua lavra, a sua passagem brilhante por este PlanetaVida.

Silas Correa Leite

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muito oportuno, silas, o teu texto relebrando marina solda, grande amiga, fraterna, solidária, mesmo durante suas “explosões” era possível notar as dignas razões que as provocavam. infelizmente não pude estar junto quando marina entregou “as moedas para o barqueiro” pois já havia me transferido de curitiba. lanço mãos desta oportunidade para fazer  minhas as palavras do teu texto e como singela lembrança postar esta foto feita em outubro de 2008.

a artista visual MARINA SOLDA e o poeta jb vidal, na praça 19 de dezembro, em curitiba, degustando ostras e vinhos e outros frutos do mar na manhã de um sábado de outubro de 2008.

a artista visual MARINA SOLDA e o poeta jb vidal, na praça 19 de dezembro, em curitiba, degustando ostras e vinhos e outros frutos do mar na manhã de um sábado de outubro de 2008.

LAGUNA, CAPITAL DA REPÚBLICA JULIANA (1839) / editoria

laguna 4 museu anita garibaldi museu ANITA GARIBALDI.

A República Juliana foi declarada durante a revolução farroupilha que estourava no Rio Grande e, naquele momento, extendera-se até Santa Catarina.

Este movimento Revolucionário objetivava libertar aquela província de um controle econômico do governo imperial, considerado intolerável pela população gaúcha, e era alimentado por ideais republicanos e federalistas, sob o comando do coronel Bento Gonçalves. Em Santa Catarina, especialmente nas regiões mais próximas do Rio Grande, como Laguna e Lages, o número de simpatizantes pela causa rio-grandense aumentava, incentivados por famílias fugitivas gaúchas que haviam escapado às perseguições e à Guerra dos Farrapos.
Lages foi invadida pelos farrapos em 1838 e declarada parte da República Rio-grandense, que já havia sido declarada. No ano seguinte, liderados pelo italiano Guiseppe Garibaldi, os farrapos invadiram Laguna pelo mar. E chegaram por terra comandados por Davi Canabarro. Apoiados pela população, estabeleceram uma república com o nome provisório de Cidade Juliana de Laguna, presidida por Canabarro. Com a convocação de eleições, foi eleito para presidente da República o coronel Joaquim Xavier Neves, de São José. Neves, porém, não foi diplomado presidente pelos revolucionários gaúchos, assumindo o cargo o Padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro, de Enseada do Brito, que havia sido derrotado na eleição.

Laguna foi designada Capital Provisória da República Juliana. Foram instituídas as cores oficiais – verde, amarela e branca – e Lages considerada parte integrante do território. Todos os impostos sobre o comércio do gado e indústria pastoril foram abolidos.

A reação do governo Imperial foi a nomeação do marechal Francisco José de Sousa Soares de Andréa para presidente de Santa Catarina, pois ele era conhecido por sua energia e rispidez. Nobre e de brilhante carreira militar, Andréa acompanhara D. João VI e a família real para o Brasil e fora comandante das forças brasileiras em Montevidéu. Enviando às terras barrigas-verdes somente para resolver os problemas do sul, Andréa governou apenas de 1839 a 1840.

Com 400 homens que trouxera do Rio de Janeiro e 3.000 de Santa Catarina, 20 navios e com amplos poderes, Andréa preferiu os caminhos diplomáticos para acabar com os republicanos: habilmente fez afastar o Padre Cordeiro e cooptar Neves para a causa imperial, prestigiando e elogiando o coronel publicamente e o tornando o comandante da Guarda Nacional de São José. Os demais revolucionários de Laguna foram derrotados por tropas navais do governo brasileiro, fazendo Garibaldi e sua companheira Anita refugiarem-se no Rio Grande, de onde saíram para lutar na Itália.

A instalação da República Juliana de Laguna, ainda que por pouco tempo, foi uma das páginas mais gloriosas da história catarinense, projetando internacionalmente o nome de Anita Garibaldi, denominada a Heroína dos Dois Mundos.

botos em Laguna.

botos em Laguna.

réplica de quinta portuguesa.

réplica de quinta portuguesa.