Arquivos Diários: 8 agosto, 2009

Mendiga cibernética – de marilda confortin / curitiba


Tens um poeminha para me dar?

Adoro poesia, mas tenho preguiça de fazer.

Fugi da escola literária e virei marginal.

Vivo de esmola.

.

A frieza assola, a insônia ronda,

a realidade esfola, a noite sonda.

Tenho medo, sinto fome.

Cadê teu altruísmo, homem?

Me dá um poeminha, pelo amor de Deus!

.

Um poema, por misericórdia!

Tens tantos. Custa dar-me um?

Nem precisa ser grande.

Pode ser uma trova, um poetrix, um haikai,

um verso inacabado,  usado,

velho, roto, vago,

um soneto fora de moda

que não uses mais…

.

Porque te escondes, poeta?

Temes que eu te delate ou te delete?

Que eu te plagie ou te copie?

Despreocupa-te!

Conheço o avesso e o direito autoral.

Sei do não dito, do bem dito

e do maldito verso implícito

nas reticências desse mundo virtual.

.

Não te iludas… Sou uma mulher infiel.

Só quero uma poesia para dormir essa noite.

Amanhã te esqueço e me aqueço

nos braços de outro anônimo qualquer.

FOI POUCO O DIA de otto nul / palma sola.sc

Foi pouco o dia

Poucas as horas

.

Andei por aqui

Por ali

.

Movido por isso

Por aquilo

.

Sem um centro

Definido

.

Na troca de assuntos

Ou de opiniões vagas

.

Que nem sempre procurei

Nem menos sustentei

.

Ao fim, vi o sol baixar

No horizonte

.

E me perguntei

De que me valeu o dia

POEMA I de joanna andrade / miami.usa

Palavras arquivadas na memoria

Fugazes Faces Flashes

Um momento sem dono

A cada piscar de olhos um blackout

Um tiro Uma facada

Um  Coração Assassinado

Um vale de lagrimas caramelizadas no peito

Uma saudade Um adeus Um comfronto

Uma escapatoria Uma falta

Aleatoria Alegria Algoz

Um sorriso que mata

Em seu sinonimo social

Palavras modelos em perfis anorexicos

Cheios de pose cheios de posse

Gordas atras de suas grades

Finas nos chás da tarde

Intelectuais às 9 da noite

Voluptuosas na madrugada

Ensalivadas em bocas lacradas com o proprio orvalho na manha seguinte

Decoram o ceu das bocas

Ensimesmadas.

CIFRAS de carolina correa / curitiba

“As asas que me foram dadas
ja nao batem mais

As penas que me foram arrancadas
despercebem o vento

O nu que te envolve
é  resto de seda

alma de borboleta.”

MAESTRO VILLA-LOBOS desvendado por TONINHO VAZ / rio de janeiro

maestromaestro VILLA-LOBOS em um dos seus grandes momentos no teatro municipal do rio de janeiro. foto livre.

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Biógrafo de Paulo Leminski, Toninho Vaz iniciou pesquisa sobre a trajetória de Heitor Villa-Lobos. Para elaborar o que ele promete ser a mais completa biografia já feita sobre o maestro, o escritor terá à sua disposição 25 mil documentos inéditos pertencentes a viúva do compositor e doados este ano ao Museu Villa-Lobos. A publicação virá acompanhada de um DVD com o making off da pesquisa que abrangerá as cidades de Nova YorkParis.

jornal valor econômico 07/08/09.

TONINHO VAZ - LÁ NO VIDAL

o biógrafo toninho vaz. foto de rô stavis.