Arquivos Diários: 9 agosto, 2009

HIROSHIMA, o maior crime de guerra do mundo – por rogério beier / são paulo

bomba_atomica

o cogumelo alcançou 6 mil metros de altura e 2 km de raio na devastação.

Em agosto o mundo relembra com muito pesar os 64 anos do maior crime de guerra já desferido contra a humanidade. O holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Crime do qual jamais seus culpados foram sequer acusados, muito pelo contrário, foram saudados como heróis em todo o mundo simplesmente por terem vencido a guerra e movido uma propaganda capaz de fazer o mundo inteiro se esquecer do horror nuclear.

Mas muitos ainda não se esqueceram do verdadeiro culpado dessa verdadeira história de horror, a maior nação terrorista de todo o planeta, os Estados Unidos da América, e provoca o leitor a conhecer um pouco mais sobre o que a grande mídia mundial insiste em fazer-nos esquecer. Os crimes de Hiroshima e Nagasaki. Aqui você verá um pouco do que realmente ocorreu e que pode ser facilmente comprovado por documentos públicos estadunidenses considerados ultra-secretos e que foram recentemente abertos à população.

150 mil civis inocentes são condenados à morte por Harry Truman. Primeira e única nação do mundo a jogar bombas atômicas sobre civis

Em Agosto de 1945 os Estados Unidos da América entraram para a história mundial por ser a primeira e única nação a despejar o terror atômico sobre enormes populações de civis. Com a II guerra mundial praticamente acabada e sem ter podido justificar o gasto de 2.6 bilhões de dólares no Projeto Manhattan (projeto de construção da bomba atômica), Harry Truman busca oportunidades para jogar uma, ou quem sabe até mais, de suas bombas envenenadas sobre cidades inimigas e demonstrar ao mundo o tamanho do poder que os Estados Unidos detinham na mão. O povo estadunidense já estava sendo “envenenado” há muito tempo por sua mídia tendenciosa que os fazia crer que a bomba atômica daria fim a uma guerra e salvaria vidas, já que seus filhos voltariam da guerra. De acordo com Peter Scowen, autor do Livro Negro dos Estados Unidos, “para os estadunidenses, a detonação das bombas em Hiroshima e Nagasaki foram ações militares realizadas contra uma nação despótica que só podia culpar a si mesmo pelo sofrimento de seu povo. (…) Havia até um fervor religioso no desempenho estadunidense, pelo menos na cabeça de Truman: “… Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la a Sua maneira e com Seus propósitos…” . Pior que isso, só mesmo uma reveladora pesquisa que mostra o desejo dos estadunidenses em substituir um genocídio por outro. Ainda de acordo com Scowen, “…Uma pesquisa do Gallup feita em dezembro de 1944 revelou que 13% dos estadunidenses eram a favor da eliminação do povo japonês por meio do genocídio…”

Infelizmente para os planos de Truman, a Alemanha havia assinado rendição incondicional em Maio de 1945 logo após o suicídio de Adolf Hitler. A Itália já havia se rendido anteriormente quando da prisão e assassinato de Mussolini. Naquele momento só restara o Japão. Ao ver-se sem muitas alternativas para concretizar seus planos, Truman se apega na última oportunidade que lhe apareceu ao alegar a não rendição incondicional do Japão, que insistia em manter seu reverenciado imperador. Grandes estrategistas de guerra desaconselharam o presidente a utilizar as armas atômicas, propondo como alternativa um grande bloqueio marítimo, aliado à entrada da Rússia na frente do Pacífico e mais os bombardeios focados em alvos militares. De acordo com esses especialistas, essas manobras seriam suficientes para acabar com a guerra até Julho de 1945. Mesmo assim, Truman simplesmente ignorou-os e, utilizando o mote da não rendição incondicional, decidiu o destino de duas cidades e centenas de milhares de vidas humanas.

Alvos escolhidos: Hiroshima e Nagasaki
O plano original previa ataques com bombas atômicas a quatro cidades japonesas. O comitê de alvos do projeto Manhattan decidira atacar Hiroshima, pois segundo as minutas das reuniões desse comitê, em razão de seu tamanho e planta, “… grande parte da cidade seria extensamente danificada…”, Nagasaki e Kyoto, pois, ainda de acordo com essas minutas, Kyoto “…era um centro intelectual do Japão e seu povo é mais capaz de avaliar o significado de uma arma assim…” 1

Assim, no fatídico dia 06 de Agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento indissimulável de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões estadunidenses se aproximaram do primeiro alvo a sofrer os horrores das armas nucleares. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada por Little Boy, que até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares. Não satisfeitos com tamanha atrocidade e apenas três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os estadunidenses atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto. Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram a vítima de Fat Man, segunda e mais poderosa bomba, que vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.

Os efeitos nefastos de Little Boy e Fat Man
Se analisarmos brevemente o número de vítimas de little boy e fat man, 40% da população original das cidades de Hiroshima e Nagasaki morreram na contagem feita em dezembro de 1945. Estes números ainda não refletem a realidade do verdadeiro montante de vítimas das bombas, uma vez que milhares de outras pessoas morreram posteriormente em decorrência dos nocivos efeitos da radiação. Em uma comparação meramente ilustrativa, é como se nos ataques de 11 de Setembro, ao invés de terem morrido três mil pessoas, aproximadamente quatro milhões de nova-iorquinos tivessem perdido sua vida no World Trade Center. E isso não é tudo, pois os efeitos da bomba não são apenas a morte e a destruição imediatas. Até hoje continuam morrendo pessoas vítimas de câncer herdado geneticamente de seus pais e avós, além de ser possível encontrarmos ainda hoje, milhares de pessoas com deformações físicas, câncer congênito, problemas de esterilidade e outras doenças decorrentes da liberação radioativa sobre essas cidades em 1945.

De acordo com estudos realizados nos escombros das cidades, praticamente todas as pessoas que estavam até 1 km do centro da explosão foram mortas instantaneamente (86%). As bombas explodiram nos centros das cidades e pulverizaram escolas, escritórios, prisões, lares, igrejas e hospitais. No centro do ataque, tudo virou pó, não havia cadáveres. Mais longe do ponto zero havia corpos espalhados por toda parte, inclusive de bebês e crianças. De acordo com Peter Scowen, “Yosuke Yamahata foi enviado pelo exército japonês para fotografar Nagasaki no dia seguinte ao bombardeio. Suas fotos mostram uma cidade completamente aplainada, homogeneamente alisada. (…) Ele tirou fotos de uma mãe morrendo de envenenamento radioativo e amamentando seu bebê, também à morte; fotos de fileiras de cadáveres, pais tentando, inutilmente, cuidar das queimaduras no corpinho de seus filhos. Yamahata morreu de câncer em 1966, com 48 anos”. As vítimas da radiação apresentam febre e hemorragias arroxeadas na pele, depois surge a gangrena e o cabelo cai. Esta morte dolorosa, tão parecida com o envenenamento por gás mostarda na tortura lenta que provoca, não era coisa na qual os estadunidenses desejariam que o público se concentrasse após o lançamento das bombas, afinal, os Estados Unidos da América haviam assinado tratados em 1889 e 1907 que baniam o uso de “armas envenenadas” na guerra. Pior que isso, os Estados Unidos haviam concordado com uma resolução de 1938 da Liga das Nações que tornava ilegal o bombardeio intencional a civis. Ou seja, com os ataques de Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos simplesmente ignorou todos os tratados que haviam assinado até então.

Os verdadeiros motivos por trás do bombardeio
Os verdadeiros objetivos por trás dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ficaram obscuros durante muito tempo. Na época foi alegada a resistência dos japoneses em aceitar rendição incondicional, já que os Estados Unidos exigia a deposição do imperador japonês e eles não aceitavam essa condição. Dwight Eisenhower, general americano que futuramente se tornaria presidente, disse que “O Japão estava buscando alguma forma de render-se com uma perda mínima de aparência (…) não era necessário golpeá-lo com aquela coisa” 2. Com a recente liberação de documentos e diários antes considerados ultra-secretos, hoje já se pode concluir documentalmente que o principal objetivo por trás dos ataques a Hiroshima e Nagasaki foi a necessidade de enviar uma mensagem clara à União Soviética, que vinha se expandindo pelo leste europeu (Polônia, Romênia, Hungria), de que os Estados Unidos tinham em mãos uma arma poderosa e que não hesitariam em utilizá-la caso fosse necessário. Ainda de acordo com Peter Scowen, “… já em 1944 os americanos haviam considerado a arma um trunfo em suas relações com Stalin e Truman acreditava que uma exibição pública da capacidade da bomba iria tornar a URSS mais manejável na Europa…”. Quanto a motivação do ataque, o próprio governo estadunidense acaba por se contradizer na hipótese de que teria sido a não rendição incondicional do Japão. No dia 10 de agosto, apenas um dia após a explosão de Nagasaki, o Japão entrega sua rendição assinada e os Estados Unidos abandonam a idéia da rendição incondicional alegando que se o imperador continuasse no poder isso permitiria uma ocupação mais ordeira pelas tropas estadunidenses.

Ironicamente, ao contrário do que desejavam os estadunidenses liderados por Harry Truman, a demonstração pública do poder da bomba atômica fez os líderes de todas as nações tremerem, mas, ao invés de ficarem sentados esperando que os Estados Unidos deixasse seu poder nuclear nas mãos da ONU, todos queriam ter tal poder nas mãos, especialmente a União Soviética que, liderada por Josef Stálin, deu início a Guerra Fria e a corrida armamentista nuclear, que só iria arrefecer praticamente 45 anos após os bombardeios, com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sob a liderança de Mikail Gorbatchev.

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dê um clique no centro do vídeo:

O PROJETO LULA por walmor marcellino / curitiba


APAGÃO DA INFLUENZA

Assisti constrangido ao debate no Senado sobre crimes e irregularidades praticados pela Mesa da Câmara Alta sob o comando de José Sarney (com antecedentes em Renan Calheiros e outras figuras “de escol”). Sem qualquer pudor, os amorais Wellington Salgado, Fernando Collor de Mello, Epitácio Cafeteira et caterva defenderam a quadrilha deWALMOR MARCELLINO FOTO 1concussionários e atacaram seus opositores Pedro Simon e Cristóvão Buarque

O espetáculo está sob as luzes do Palácio do Planalto e sob a inspiração de Lula, que engendrou uma aliança PT-PMDB que é decisiva para a virtória de Dilma. A ética política da esquerda e da direita será a mesma?  José Sarney está acima do bem e do mal ou só a direção do PT afirma isso? Renan Calheiros, Gilmar Mendes, Nelson Jobin, Fernando Collor, Gedel Vieira, José Sarney e Paulo Malluf são a democracia em movimento? Sim! Há uma canalha da esquerda justificando tudo menos o Meirelles e a reforma agrária. Ah!, os eternos radicais oportunistas!..

Os tempos estão bicudos, as teses da esquerda gorda  somam com as idéas da direita “compreensiva”, pelo menos com sua estratégia dominante desde a redemocratização. Somos todos democratas, só que ao nosso jeito.

Bem… grande crise político-institucional à parte, soube-se que Lula e seus ministros retiraram do orçamento da Saúde parcela ponderável para ampliara política do “bolsa-família”. Daí seja assustador que a infra-estrutura de saúde esteja tão precária para enfrentar a gripe suína e outras ocorrências, e com a consequente ameaça de “apagão” de UTIs e hospitais, enquanto são negociados acordos eleitorais, pedágios de rodovias, canais de telefonia e toda a Amazônia.

Agora, se Lula e Sarney ganharem, o Brasil perde; e se Lula e Sarney perderem, nós continuaremos perdidos. Esse dilema continuará graças a quem e a quê? À banda de música do “eleitoralismo inteligente”.

Desde já me declaro culpado de ter somente emitido grasnidos contra o peleguismo de esquerda e a voracidade criminosa da direita. Enfim, quem não for politiquista atire a primeira pedra.

Curitiba, 4/8/2009

O POETA FLORIDEU por hamilton alves / florianópolis

Na década de 50 do século passado (quem diria que ainda usaria essa expressão), conheci um senhor de personalidade interessantíssima, diferente de todos os seres que até então conhecera no meu trânsito pela vida, que beirava os 25 anos.

Chamava-se Florideu Gervásio, nome belíssimo. Florideu é raro de encontrar-se, Gervásio é mais comum, embora não tão comum assim. Sempre supus que se escondesse nesse pseudônimo, que a mim, desde o primeiro contato com ele, me parecera sê-lo. De alguma maneira, queria esconder-se por trás de um nome falso.

Pelo que soube depois de uma semana de convivência diuturna (pertencia a essa época a uma turma risonha e franca para não dizer que era dada a viver intensamente madrugadas infinitas nos locais mais imprevisíveis), viera à Ilha gerenciando uma companheira pianista, que faria alguns shows na cidade, com programações acertadas em várias outras.

Durante a semana que passou conosco, Florideu sequer compareceu à estréia do recital da pianista nem muito menos aos demais, tal o encanto que revelou por estar em contato conosco a todo o momento, certamente atraído por uma jovem muito bonita que integrava o grupo, a quem Florideu cortejou mas sem êxito. A moça não revelou recíproca atração por ele. Mas Florideu não era homem de perder o rebolado fosse porque fosse. Enfrentou o fracasso de sua proposta de envolvimento amoroso com grande categoria, como era de seu feitio.

Com aproximadamente 60 anos bem vividos, Florideu revelava uma juventude superior, em todos os aspectos, a de qualquer um de nós, pelo senso de humor, pelo enfrentamento de dissabores, por sua bonomia imbatível. Estava sempre pronto a tirar de letra a menor dificuldade que surgisse por isso ou por aquilo, segundo nos deu prova cabal.

Queria confraternizar com o grupo e relembrar-se, de certo, de seus saudosos tempos de mocidade.

Éramos livres de qualquer vínculo ou liame social. Seu senso de liberdade juntou-se ao nosso. Numa semana que fosse, queria viver essa sensação de desregramento de toda a conveniência ou convenção. Que fosse tudo às favas, inclusive seu compromisso com a pianista.

Que lhe diria no acerto de contas quando a poeira baixasse?

Não imaginávamos o que fosse.

Florideu teria uma saída.

Na última noite que dividiu a madrugada conosco, recitou-nos um poema longo, que passei para um tosco papel de embrulho, que me acompanhou durante anos, até que o perdi. Terminava com esses versos:

“Mistério, mistério,

Na vida e na morte,

Tudo é mistério”.

MÃOS AO ALTO por alceu sperança / cascavel.pr

Deixou-nos, ao cabo de seus maravilhosamente bem vividos 94 anos, em 2007, o padre francês Henri Antoine Groués, mais conhecido como Abbé Pierre, o tipo do sujeito que a gente quer ser quando crescer.

Histórico defensor dos sem-tetos, um ás na luta pelos direitos humanos, padre Pierre se tornou um aríete no combate às injustiças. Como nos fazem falta os padres Pierres, especialmente hoje, quando a engabelação líbero-túcano-lulo-petista toma conta do País!

A ditadura prometeu construir casas para o povo, mas seu BNH no máximo construiu para a classe média alta e para os ricos. Banco é sempre banco. A década de 80, na democradura então vigente, terminou com a sofrível média anual de 259 mil moradias financiadas pelo poder público, caindo ao longo da década de 90 para 219 mil.

Atualmente, “Minha Casa” é “Minha Vida” mas a vida anda pela hora da morte, aos trancos e barrancos. A produção atual de casas para a população de baixa renda nem de longe projeta um dia resolver o problema.

No País, faltam ao redor de 8 milhões de casas. No Paraná, fala-se num déficit no mínimo de 270 mil casas. Só em Cascavel, cidade rica, que não deveria ter um só sem-teto, ao redor de 40 a 50 mil pessoas – quase três Corbélias, minha gente! – não têm casa própria, morando em favelas ou habitações precárias, sem contar o pessoal da classe média que paga os tubos em aluguéis e tem o justo desejo de morar no que é seu.

A verdade, padre Abbé, é que o déficit habitacional só aumenta aqui neste paraíso de ricos fazendeiros, e a política da moradia é o retrato da incompetência, mediocridade e cara-de-pau dos governos neoliberais.

A coisa só não é pior porque em alguns lugares, onde a democracia já começa a se instalar de fato, as comunidades se organizam e se apóiam e a indústria faz sua parte ao lançar uma quantidade crescente de itens pré-fabricados cada vez mais baratos, por causa do aumento da escala de produção.

Mas ao lado da autoconstrução há outro dilema: apenas um sexto desse tipo de obra tem planta aprovada na prefeitura. É a informalidade habitacional paralela à segregação geográfica.

E o outro lado da moeda é que há 5 milhões de lugares vagos no Brasil (para um déficit nacional de 8 milhões de lares), a maioria casas e apartamentos em áreas centrais e consolidadas. E no atual ritmo de investimentos, diz projeção da ONU, haverá em 2020 cerca de 60 milhões de brasileiros morando em favelas. Uma França inteirinha, padre Pierre!

Não é preciso grande esforço investigativo para achar o culpado. Se os gastos com habitação em 1990 representaram apenas 22% dos registrados em 1980, e não mais aumentaram desde então, é mais do que claro que essa coisa monstruosa é mais um pecado mortal do neoliberalismo, que no Brasil é sustentado pela dupla PSDB-PT, agregados e aderentes.

Com a extinção do BNH, grande fracasso da ditadura, Estados e municípios passaram a ter políticas próprias de habitação. A toda hora surgem mais programas habitacionais e, contudo, os recursos minguam. Claro, precisa sobrar dinheiro para encher o saco dos banqueiros por conta das dívidas suspeitas que o Império criou, a ditadura aumentou, a tucanagem multiplicou e o lulismo paga sem bufar, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros levados no bico pelo bolsismo reinante.

Mantenha as mãos ao alto, pois o assalto secular continua.

COLUNA DO JUCA – Rumorejando (Triste ver o presidente da República com relação a crise do Senado, palpitando)(09/08/09) – por josé zokner / curitiba

PEQUENAS CONSTATAÇÕES, NA FALTA DE MAIORES.

Constatação I

Deu na mídia: “PMDB retaliará Virgílio com até quatro representações”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejandoacha que a gente sobrevive porque eles guerreiam politicamente entre si, ainda que oJUCA - Jzockner pequenissima (1)corporativismo seja muito forte. Afinal, ninguém é de ferro para se opor aos projetos que beneficiam a todos eles. Se houvesse só aliados entre eles, nós estaríamos todos ferrados*…

*Usamos a palavra “ferrados” porque somos educados.

Constatação II

Este assim chamado escriba se pôs a assistir o jogo Fluminense e Atlético pela televisão. As duas emissoras de televisão que transmitem o futebol estavam transmitindo esse jogo. Não havia, portanto outra opção. O jogo foi tão ruim que este assim chamado escriba pagou pecados que ainda não cometeu. Ficou credor de cometer pecados. Com o meu Paraná não tem sido diferente. Pena!

Constatação III (Pseudo-soneto da série Ah, o Amor…).

Você e insaciável

Mas eu já não agüento

A tua sede notável

Nem mais um momento.

Você esquece

Que sou septuagenário

E não arrefece

Muito ao contrario.

Como não tá morto

Quem peleia

Supero o, digamos, desconforto.

Patino, mas não esmoreço,

Vou comer mais aveia.

Caso contrário desfaleço…

Constatação IV

20 assuntos de agrado deste assim chamado escriba:

-O humor de Tutty Vasques no Estadão;

-O programa Certa Vez do amigo Beto Guiz que é levado na Rádio Educativa;

-O desempenho dos atores brasileiros;

-Publicidade inteligente. Exemplo: a das sandálias Havaianas;

-Um jogo de truco com parceiros de nível;

-Mulher não turbinada;

-Livro de prosa ou poesia que seja entendível por um simples mortal;

-A Estrada da Graciosa ou por trem para Antonina, Morretes e Paranaguá;

-As diversas regiões do estado do Paraná; os pontos turísticos, mormente Vila Velha e               Foz do Iguaçu;

-A emoção de ver os atletas, times ou a seleção do Brasil ganhar e a bandeira brasileira sendo hasteada enquanto o hino brasileiro é tocado;

-Escutar música clássica, o Quinteto e Orquestra Armorial; Chorinhos, Elomar, Noel Rosa, os uruguaios Daniel Viglietti e Alfredo Zitarrosa, o argentino José Larralde, os tangos clássicos, a música gauchesca, os discos produzidos por Marcus Pereira, etc.

-Cinema brasileiro e dos hermanos;

-Torcer pro Paraná;

-Os gols da rodada (assistir um jogo inteiro é muita perda de tempo porque jogos bem disputados são muito raros);

-Ler os gurus Millôr Fernandes, Mário Quintana, Mario Benedetti;

-Rodar pião;

-Assistir o balê do grupo Corpo;

-Sentir a mão dos netos segurando a nossa mão;

-As reações das minhas cachorras com suas diversas personalidades;

-Chimarrão.

Constatação V

Deu na mídia: O Bradesco informou que encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,297 bilhões, o que representa um crescimento de 14,7% em relação ao apurado em igual período de 2008”. Data vênia, como diriam nossos juristas, mas será que não tá na hora de socializar estes lucros bancários para deixar de serem pornográficos e mais pessoas usufruírem? Cartas. Obrigado.

Constatação VI

Não se pode confundir despontar com desapontar, até porque você vai se desapontar quando uma pessoa desagradável despontarna esquina para te visitar. Da sogra, nem falar…

Constatação VII (Quadrinha para ser recitada pelo presidente do Senado).

O Senado não está desmoralizado.

É tudo intriga da Oposição.

Alguém não é bem comportado

Mas isso representa uma exceção.

Constatação VIII (Quadrinha para ser recitada pelo presidente da Câmara dos Deputados).

Deixaram a gente em paz

Os olhos tão voltados pro Senado

Afinal a gente é eficaz

E, de há muito, já está tarimbado.

Constatação IX (Quadrinha para ser recitada pelos eleitores).

Somos obrigados a votar

Se não paga-se uma multa

E mesmo se novos forem pro lugar

Absolutamente em nada resulta.

Constatação X (Quadrinha para ser recitada por quem já é septuagenário).

Não sou mais obrigado a votar

Assim não preciso anular os meus votos

Meu tempo fora não posso jogar

Que já perdi em tempos remotos.

Constatação XI’(Quadrinha para ser recitada pela mulher do candidato eleito).

Agora, vou poder comprar na Daslu,

Que sempre foi o meu desiderato.

Chega de se vestir como jacu

Como antes dele assumir o mandato.