Arquivos Diários: 10 agosto, 2009

ONDAS, as incríveis FOTOS de clark little / hawai.usa

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um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas.

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Clark Little, de 39 anos, começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí.

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Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos.

“O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço”, disse Little. “Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação.”O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo.

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As ondas que ele encara variam entre 90 cm e 4,5 m.
Muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 m de distância de sua localização original.

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“Sempre existe um risco para mim, por conta da força e tamanho das ondas. Mas minha experiência como surfista me deixa à vontade para encarar as ondas sem medo”, afirmou.

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colaboração enviada por rô stavis.

DIALÉTICA da SARJETA de joão batista do lago / são luis.ma

As palavras estão nas sarjetas

Escorrem fazendo pequenas ondas

Olas que se confundem em si mesmas

Num breve instante onde o tempo

Disseca o vilipêndio dos discursos

Eivados do niilismo de todas as gentes

.

Quantas elucubrações prestadas

Na divina ceia dos que calam (e)

Não se assemelham na fala

Que veem das poses dos discípulos

Instalados nos púlpitos dos poderosos

Bem-aventurados do verbo-nada

.

Há que se juntar cada palavra

Arrastada pela lama que corre nas veias das cidades

Já transformadas em antros de sacerdotes podres

Que uivam versículos num latido frenético dos mercados

Onde um só deus assassina santos e demônios

Para consumi-los como hóstia do deus-mercado

A IMPRENSA BRASILEIRA, entre o porre e a ressaca – por alberto dines / são paulo

O CASO PAULA OLIVEIRA

Onde foi parar a brasileira sem nome que há poucos dias estava nas primeiras páginas e na escalada dos telejornais identificada apenas pela nacionalidade – foi seqüestrada, confiscada, embargada, censurada?

Que fim levou a advogada pernambucana Paula Oliveira que emocionou o país quando apareceu como vítima da agressão dos skinheads suíços?

Depois que se descobriu que foi protagonista de uma farsa, embuste, patranha, a moça simplesmente sumiu. Evaporou.

A brasilidade é um sentimento que só se manifesta quando inflado pela indignação. Solidariedade só no câncer – parafraseando Nelson Rodrigues – e, mesmo assim, somente no velório ou féretro.

Paula Oliveira está vivendo agora um drama terrível, maior ainda do que o de ter sido supostamente seviciada por três hooligans da extrema-direita suíça.

Há poucos dias tinha o apoio e o consolo de 190 milhões conterrâneos; agora está sozinha, com suas mágoas, família e amigos mais próximos.

Solidão penosa

Ninguém quer saber por que razão fez o que fez. A alegação de doença apresentada por seus advogados pode atenuar a sentença judicial, mas coloca-a numa solidão ainda mais penosa. Ninguém gosta de saber que foi manipulado por um surto de paranóia ou fantasia persecutória.

Nunca se saberá se Paula Oliveira se auto-imolou para denunciar o ressurgimento do nazifascismo europeu (e mundial) ou se apenas queria chamar a atenção para si mesma. Está condenada a assumir definitivamente o papel de vítima de um acesso maníaco.

A implacável gangorra que transformou a heroína em vilã foi construída por nossa mídia. Não houve má-fé, todos agiram com as melhores intenções, é sempre assim. Porém todos são igualmente responsáveis pelo vexame sofrido pelo Estado brasileiro, legítimo representante da brasilidade e o maior prejudicado nesta história.

O sumiço total do caso no fim de semana carnavalesco escancara os procedimentos e valores que comandam os nossos meios de comunicação. O assuntão transformou-se magicamente em assuntinho.

A metamorfose impõe um questionário:

** O surpreendente desfecho por acaso tornou sem importância o recrudescimento da violência política na Europa, Américas e Ásia?

** Os fantasmas de Hitler e Mussolini devem voltar para os armários ou para os museus só porque a patrícia Paula Oliveira fez uma acusação sem fundamentos?

** O neonazismo, o neofascismo, o neostalinismo e o neototalitarismo porventura deixaram de representar uma ameaça?

** A democracia está definitivamente implantada no Ocidente e já não carece de mobilizações em seu favor?

** Saiu de cena definitivamente o espectro da intolerância política, religiosa e étnica só porque Paula Oliveira simulou uma violência contra si mesma?

Nossa mídia vive de porre, esta é a verdade.

De porre e de ressaca, alternadamente. Aos estouros da manada sucedem mergulhos modorrentos, num ritmo regular, constante e invariável, que só serve para estimular a implantação da cultura da afoiteza e da morbidez.

Como a grande imprensa recusa a olhar-se no espelho, auto-amordaçada, estamos condenados a repetir indefinidamente o caso Paula Oliveira.

Doravante, quem vai encarnar o conflito entre verossimilhança e veracidade será a grande imprensa brasileira. Merecido castigo para aqueles que tiveram vergonha de rememorar sua história e seu passado de glórias.

***

A tenebrosa Segunda Guerra Mundial deve ser engavetada justamente quando o mundo prepara-se para reverenciar os 50 milhões de mortos no 70º aniversário da sua execução?

As revistas semanais e os cadernos de idéias não conseguiram.

OPOSTO do CONTRÁRIO de osvaldo wronski / curitiba


Direita ou esquerda

Para que lado eu vou

O destino desta vez titubeou

para frente ou para trás

simplesmente sair  do mesmo lugar

sem o risco de pestanejar

O vento veio me abanar

De cima para baixo

Quero ver o abismo se precipitar

Eu sigo girando a direção

Mesmo que você me dê

a sua contra-mão

Vou te tocar em dó menor

tirar de letra para ser o que for

sem aproximar o oposto do contrário