DIALÉTICA da SARJETA de joão batista do lago / são luis.ma

As palavras estão nas sarjetas

Escorrem fazendo pequenas ondas

Olas que se confundem em si mesmas

Num breve instante onde o tempo

Disseca o vilipêndio dos discursos

Eivados do niilismo de todas as gentes

.

Quantas elucubrações prestadas

Na divina ceia dos que calam (e)

Não se assemelham na fala

Que veem das poses dos discípulos

Instalados nos púlpitos dos poderosos

Bem-aventurados do verbo-nada

.

Há que se juntar cada palavra

Arrastada pela lama que corre nas veias das cidades

Já transformadas em antros de sacerdotes podres

Que uivam versículos num latido frenético dos mercados

Onde um só deus assassina santos e demônios

Para consumi-los como hóstia do deus-mercado

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