OS INIMPUTÁVEIS por sérgio da costa ramos / florianópolis

Se pudesse invocar a Deus, o Senhor não deixaria de tomar uma divina providência. O Todo-Poderoso entendeu que aquele era um caso pessoal, de intervenção imediata. Num lugar exótico do planeta Terra, homens e mulheres transgrediam a lei, a moral social e os bons costumes e não lhes cabia qualquer tipo de penitência.SERGIO DA COSTA RAMOS

O primeiro desses “anjos caídos” habituara-se a tomar o público como privado. Apropriava-se dos bens do povo com a desenvoltura de um Lúcifer. Nomeara parentes e amigos, distribuíra empregos e benesses sem a devida contraprestação em trabalho. Pior: amealhara dinheiro de falsos convênios, subtraíra recursos que poderiam socorrer um carente, manter um hospital, salvar uma vida.

Ironia: chamava-se José, como o carpinteiro do Novo Testamento, em cujo abrigo nasceu o Salvador.

O segundo desses anjos decadentes era um “administrador de obras públicas”. Ou melhor: um “sugador” de recursos orçamentários. De uma única avenida, chupou nada menos do que US$ 400 milhões. Fortuna que viajou pelo mundo e, devidamente “lavada”, voltou ao domínio desse Ali Babá. O político – brasileiro, é claro – já foi condenado em duas instâncias do Judiciário, mas ainda não conhece penitência. Naquele bizarro país, trambiqueiros costumam viver soltos e impunes.

Num país da reforma de Lutero, os que “subtraem”, pagam. Como aquele financista do mal, Bernard Madoff. Condenado a 150 anos de prisão.

Nesse outro país da contrarreforma, o “administrador em causa própria”, Maluf, acabou ungido como o deputado federal mais votado – apesar de condenado a 23 anos de prisão. Estranha condenação – que o condenado cumpre em total liberdade, fundado na onírica presunção de que “mesmo os culpados, havendo recurso, são considerados inocentes e não se obrigam à penitência”…

E havia ainda aquela menina de rosto angelical, belas feições de “anja” numa persona dissimulada. Aquela jovem havia reunido representantes de Satanás, a quem abriu as portas de sua casa, para que massacrassem seu próprio pai e sua própria mãe, enquanto eles dormiam.

Naquele país, tristemente conhecido como “O Limbo dos Inimputáveis”, as forças do mal estão prontas para libertar a ré desse crime hediondo, depois de cumprido apenas um sexto da pena que lhe destinaram, já de si branda e “compreensiva”.

Está nas mãos do Senhor visitar esse “Limbo” e justiçar José Sarney, Paulo Maluf e Suzane Von Richthofen – os Inimputáveis.

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