JOÃO BATISTA DO LAGO jornalista e poeta, COMENTA em “FLORES ROUBADAS DO JARDIM ALHEIO” de ivo barroso / são luis.ma

COMENTÁRIO:

Belíssimo texto.

Belíssima denúncia.

Corajosa reflexão.

Permito-me, neste comentário, reproduzir o seguinte trecho:JOÃO BATISTA 002

“Essa prática inescrupulosa da apropriação de traduções alheias – pela cópia deslavada ou enganosa maquiagem – parece estar se ampliando junto a editores de livros em série ou coleções ditas populares. Há muitos títulos de obras clássicas que circulam por aí que, se examinados com cuidado, revelariam – como um triste palimpsesto – o nome apagado e explorado do tradutor original.”

E por que o reproduzi?(!)

Exatamente para embasar e solidificar este meu comentário que não faz crítica ao tradutor em si, pois este, é filho bizarro da subcultura que se vem propagando sob o patrocínio da pós-modernidade ou de uma modernidade tardia.

Minha crítica tem endereço certo: a indústria cultural brasileira (e de resto mundial) que se fundamenta em livreiros que não têm quaisquer compromissos com a “Paidéia”; essa indústria cultural, responsável por um sem-número de títulos imbecis (este não é o caso das Flores do Mal) é quem, de fato, deveria ser condenada e denunciada veementemente – como o fazem aqui o site e o autor do texto – pois, para além do plágio tosco e inculto, produzem uma tipologia de circularismo da circularidade presente de livros e textos de autores consagrados, sobretudo daqueles com mais de 100 anos, para evitar pagar os direitos autorais.

É devido a essa produção daninha – inescrupulosa mesmo! -, dessa tipologia de indústria cultural, desses fornos de subcultura – produto do capital capitalista -, que não vemos nascer novos grandes escritores que vivem condenados ao esquecimento e, possivelmente, suas obras jamais serão conhecidas do grande público.

Paralelamente, o Poder Público, ou seja, o Estado (no caso brasileiro: o Estado Brasileiro) não se tem revelado competente para o estabelecimento de uma política cultural que vislumbre o aparecimento ou a “produção” de uma indústria cultural capaz de revelar os novos atores da literatura nacional ou das belas artes brasileiras.

…E assim ficamos – todos, todos mesmos! – refém de uma produção literária ou de uma indústria cultural incapaz, ineficiente, imbecil, decursiva da idiotia idolatrada pelos senhores donos do capital da subcultura nacional.

Tenham todos um bom dia.

Bem sejam.

.

LEIA  A MATÉRIA COMENTADA CLICANDO : AQUI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: