Arquivos Diários: 18 agosto, 2009

MASTURBAÇÃO FEMININA: ” Junta da Andaluzia encoraja masturbação feminina ” / espanha

ANDALUZIA - SEVILHASEVILHA. foto livre.

“Melhorar o desejo das mulheres” é o objectivo desta iniciativa financiada com o dinheiro dos contribuintes.

Uma publicação oficial, editada pelo Conselho da Igualdade da Mulher da Junta da Andaluzia, incentiva a masturbação feminina, chegando ao ponto de recomendar a leitura de livros eróticos para “melhorar o desejo” das mulheres.

“Desde sempre deixámos que o homem descobrisse por si onde gostávamos que nos acariciassem. Com a masturbação temos a oportunidade de fazermos essa descoberta por nós próprias”, lê- -se neste folheto editado pela junta socialista da Andaluzia e financiado por dinheiros públicos, como ontem noticiava o diário madrileno ABC.

“Não tem nenhum problema, não causa doenças, não torna louca quem o faz nem vicia como se fosse uma droga”, sublinha o texto, transcrito pelo jornal espanhol.

O folheto, refere o ABC, está escrito como se fosse um manual de instruções e destina-se, entre outros motivos, a eliminar qualquer “sentimento de culpa” que as mulheres possam sentir ao masturbarem-se.

“As pessoas que tenham concepções morais que proíbam esta prática e não desejem a masturbação não têm de praticá-la, sobretudo porque é uma actividade que controlamos, como qualquer outra, sem grande esforço”, refere ainda a publicação.

mulher da andaluziaMULHER SEVILHANA . foto livre.

CÂMARA VAI INVESTIGAR MORTE DE JOÃO GOULART – por mário coelho

Comissão de Direitos Humanos decide requisitar documentos dos serviços secretos das ditaduras do Brasil, da Argentina, do Chile e do Uruguai. Ex-agente uruguaio confirma denúncia de que ex-presidente foi assassinado a mando de generais brasileiros

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Ex-presidente João Goulart morreu em 6 de dezembro de 1976


A Comissão de Direitos Humanos da Câmara vai requisitar documentos dos serviços secretos do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Chile sobre a Operação Condor. A intenção dos deputados é descobrir detalhes que joguem luz sobre a morte do ex-presidente João Goulart em 6 de dezembro de 1976. O motivo do requerimento foi o depoimento prestado na última sexta-feira (7) a integrantes do colegiado pelo ex-agente do serviço secreto uruguaio Mario Neiva Barreto, que reafirmou que Jango foi assassinado a mando dos generais brasileiros.

O presidente da comissão, Luiz Couto (PT-PB), e os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Domingos Dutra (PT-MA) estiveram no Rio Grande do Sul para colher o depoimento de Barreto. Por aproximadamente três horas, eles ouviram do ex-agente um extenso relato sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente. “Foi uma conversa longa. O tema é muito complexo e envolve uma série de ações daqui pra frente”, avaliou Domingos Dutra.

De acordo com o ex-agente, aproximadamente 20 dias antes da morte de Jango houve uma reunião com a presença de integrantes dos serviços secretos dos quatro países, além de um representante norte-americano e do então chefe do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo, Sérgio Paranhos Fleury. Nesse encontro, ainda segundo relato do uruguaio, ficou decidido como seria o assassinato de Jango: por meio de uma overdose de medicamentos.

Os deputados que ouviram o ex-agente acreditam que é necessário buscar provas físicas para comprovar as declarações de Barreto. Oficialmente, Jango morreu vítima de um ataque cardíaco no município argentino de Mercedes. Por conta da ditadura militar da época, não houve necropsia no corpo do ex-presidente. Somente foi emitido um laudo médico.

Ao viajar para Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, os deputados queriam de Barreto a confirmação das declarações dadas por ele ao jornal Folha de S. Paulo em 27 de janeiro de 2008. Na época, ele disse que João Goulart foi envenenado por ordem de Sérgio Fleury, com autorização do presidente da época, Ernesto Geisel (1908-1996). Com a confirmação da acusação e os detalhes fornecidos, a comissão pretende montar, a partir desta semana, um plano de trabalho para continuar as investigações.

Junto com o pedido de documentos que estejam disponíveis e não tenham sido destruídos, os deputados querem apoio da Câmara na continuidade das investigações. “Precisamos que a Câmara nos dê condições de investigar”, antecipou Dutra. O petista diz que, se o Parlamento der suporte à Comissão de Direitos Humanos, a apuração pode ser aprofundada.

Provas físicas

A principal preocupação dos deputados é com a falta de provas físicas. De acordo com Barreto, o medicamento que teria causado a morte de Jango não deixaria vestígio por muitos anos no sistema sanguíneo. Mesmo assim, Dutra não descarta a possibilidade de a comissão pedir uma exumação do corpo do ex-presidente. “Apesar das declarações, sem uma prova técnica fica meio complicado fazer uma acusação”, disse o maranhense.

“Por isso, a necessidade dos documentos”, reforçou Pompeo de Mattos. Entre os primeiros arquivos a serem vasculhados pela comissão estão os papeis do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), entidade criada pelo governo brasileiro em 1969 para coordenar e integrar as ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda. “Segundo Barreto, o Dops e o DOI-CODI eram constantemente informados de todos os detalhes da operação”, relatou o deputado gaúcho.

Golpe

Com o golpe militar de 31 de março de 1964, Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação ao então presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. Dez dias após o golpe, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por dez anos, com a publicação do Ato Institucional Número Um (AI-1).

A morte de Jango, assim como a do ex-presidente Juscelino Kubitschek, vive cercada de dúvidas até hoje. Tanto que, em julho de 2008, uma comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul divulgou um relatório afirmando que “são fortes os indícios de que Jango foi assassinado de forma premeditada, com o conhecimento do governo Geisel”.

Entre as sugestões dadas pelos deputados estaduais gaúchos, estava a requisição de informações do médico brasileiro que, segundo o ex-agente uruguaio, participou de reuniões de trabalho com um colega uruguaio para a preparação do composto químico que, na versão dele, matou o ex-presidente Goulart. A comissão da Assembleia do Rio Grande do Sul também recomendou que fosse ouvido o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP), ex-integrante do Dops que, segundo os deputados estaduais, seguiu os passos de Jango no exílio na França. “Algumas pessoas citadas por Barreto ainda estão vivas. Vamos atrás delas para solicitar informações”, antecipou Mattos.

A Operação Condor, da qual a Comissão de Direitos Humanos pretende buscar documentos, consistiu numa aliança político-militar entre os regimes militares do Brasil, da Argentina, do Chile, da Bolívia, do Paraguai e do Uruguai para coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras na América do Sul. Uma das ações do movimento foi o sequestro de filhos de presos e perseguidos políticos nas décadas de 1970 e 1980.

JOÃO GOULART (JANGO), O PRESIDENTE DEMOCRÁTICO – editoria

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João Goulart (Jango) assumiu a presidência em 7 de setembro de 1961, sob o regime parlamentarista, e governou até o Golpe de 64, em 1º de abril. Seu mandato foi marcado pelo confronto entre diferentes políticas econômicas para o Brasil, conflitos sociais e greves urbanas e rurais. Seu governo é usualmente dividido em duas fase: Fase Parlamentarista (da posse em 1961 a janeiro de 1963) e a Fase Presidencialista (de janeiro de 1963 ao Golpe em 1964).

Plebiscito – O parlamentarismo foi derrubado em janeiro de 1963: em plebiscito nacional, 80% dos eleitores optaram pela restauração do presidencialismo. Enquanto durou, o parlamentarismo teve três primeiros-ministros, entre eles, Tancredo Neves, que renunciou para candidatar-se ao governo de Minas Gerais.

Conquistas Trabalhista – Em 1961 a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e o Pacto de Unidade e Ação, de caráter intersindical, convocaram uma greve reivindicando melhoria das condições de trabalho e a formação de um ministério nacionalista e democrático. Foi esse movimento que conquistou o 13º salário para os trabalhadores urbanos. Os trabalhadores rurais realizaram, no mesmo ano, o 1º Congresso Nacional de Lavradores e Trabalhadores Agrícolas, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O Congresso exigiu reforma agrária e CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) para os trabalhadores rurais. Em 62, com a aprovação do Estatuto do Trabalhador Rural, muitas ligas camponesas se transformaram em sindicatos rurais.

Plano Trienal – João Goulart realizou um governo contraditório. Procurou estreitar as alianças com o movimento sindical e setores nacional-reformistas, mas paralelamente tentou implementar uma política de estabilização baseada na contenção salarial. Seu Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, elaborado pelo ministro do Planejamento Celso Furtado, tinha por objetivo manter as taxas de crescimento da economia e reduzir a inflação. Essas condições, exigidas pelo FMI, seriam indispensáveis para a obtenção de novos empréstimos, para a renegociação da dívida externa e para a elevação do nível de investimento.

Reformas de Base – O Plano Trienal também determinou a realização das chamadas reformas de base: reforma agrária, fiscal, educacional, bancária e eleitoral. Para o governo, elas eram necessárias ao desenvolvimento de um “capitalismo nacional” e “progressista”.

O anúncio dessas reformas aumentou a oposição ao governo e acentuou a polarização da sociedade brasileira. Jango perdeu rapidamente suas bases na burguesia. Para evitar o isolamento, reforçou as alianças com as correntes reformistas: aproximou-se de Leonel Brizola, então deputado federal pela Guanabara, de Miguel Arraes, governador de Pernambuco, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e do Partido Comunista, que, embora na ilegalidade, mantinha forte atuação nos movimentos popular e sindical. O Plano Trienal foi abandonado em meados de 1963, mas o Presidente continuou a implementar medidas de caráter nacionalista: limitou a remessa de capital para o exterior, nacionalizou empresas de comunicação e decidiu rever as concessões para exploração de minérios. As retaliações estrangeiras foram rápidas: governo e empresas privadas norte-americanas cortaram o crédito para o Brasil e interromperam a negociação da dívida externa.

Agitação no Congresso – No Congresso se formaram a Frente Parlamentar Nacionalista, em apoio a Jango, e a Ação Democrática Parlamentar, que recebia ajuda financeira do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (I.B.A.D.), instituição mantida pela Embaixada dos Estados Unidos. Crescia a agitação política. A polarização entre esquerda e direita foi-se rescrudescendo. Na “esquerda”, junto a Jango, estavam organizações como a UNE, a CGT e as Ligas Camponesas; no campo oposto, na “direita”, encontravam-se o IPES, o IBAD e a TFP (Tradição, Família e Propriedade).

A crise se precipitou no dia 13 de março, em razão da realização de um grande comício em frente à Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Perante 300 mil pessoas Jango decretou a nacionalização das refinarias privadas de petróleo e desapropriou, para a reforma agrária, propriedades às margens de ferrovias, rodovias e zonas de irrigação de açudes públicos. Paralelamente a tudo isso, cumpre assinalar que a economia encontrava-se extremamente desordenada.

Apoio ao Golpe – Em 19 de março foi realizada, em São Paulo, a maior mobilização contra o governo: a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, organizada por grupos da direita, com influência dos setores conservadores da Igreja Católica. A manifestação, que reuniu cerca de 400 mil pessoas, forneceu o apoio político para derrubar o Presidente. No dia 31 de março, iniciou-se o verdadeiro movimento para o golpe. No mesmo dia, tropas mineiras sob o comando do general Mourão Filho marcharam em direção ao Rio de Janeiro e a Brasília. Depois de muita expectativa, os golpistas conseguiram a adesão do comandante do 2º Exército, General Amaury Kruel. Jango estava no Rio quando recebeu o manifesto do General Mourão Filho exigindo sua renúncia. No dia 1º de abril pela manhã, parte para Brasília na tentativa de controlar a situação. Ao perceber que não conta com nenhum dispositivo militar e nem com o apoio armado dos grupos que o sustentavam, abandona a capital e segue para Porto Alegre.

Nesse mesmo dia, ainda com Jango no país, o Presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República. Ranieri Mazzilli, Presidente da Câmara dos Deputados ocupou o cargo interinamente. Exilado no Uruguai, Jango participou da articulação da Frente Ampla, um movimento da Redemocratização do país, junto a Juscelino e a seu ex-inimigo político, Carlos Lacerda. Mas a Frente não logrou êxito. João Goulart morreu na Argentina em 1976.

PENSADORES E SEUS PENSAMENTOS

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, nos educamos mutuamente.”
Paulo Freire

“Antes de desejarmos fortemente uma coisa, devemos examinar primeiro qual a felicidade daquele que a possui.”
La Rochefoucald

“Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.”
Edgar Alan Poe

“Não há nada mais terrível do que uma ignorância ativa.”
Goethe

“Nada perturba tanto a vida humana como a ignorância do bem e do mal.”
Cícero

“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.”
Epicuro

“É mais importante fazer as coisas que devem ser feitas do que fazer as coisas como devem ser feitas.”
P. Drucker

“Devemos seguir adiante, penetrar no desconhecido, no incerto e no inseguro, e utilizar nosso entendimento – o que temos – em fazer planos tanto para a segurança como para a liberdade.”
Karl Popper

“Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.”
Lavoisier

“Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.”
Cecília Meireles

“A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.”
Eduardo Girão

“A repetição não transforma uma mentira numa verdade.”
Roosevelt