Arquivos Diários: 6 setembro, 2009

¿Cuál será el futuro de nuestros nietos? – por leonardo boff / são paulo

Los pronósticos de los especialistas más serios son amenazantes. Hay una fecha fatídica o mágica de la que hablan siempre: el año 2025. Casi todos afirman que si ahora no hacemos nada o no hacemos lo suficiente, la catástrofe ecológico-humanitaria será inevitable.
La lenta recuperación de la actual crisis económico-financiera que se nota en muchos países, todavía no significa una salida de ella. Solamente que terminó la caída libre. Vuelve el desarrollo/crecimiento, pero con otra crisis: la del desempleo. Millones de personas están condenadas a ser desempleados estructurales, es decir, que no volverán a ingresar en el mercado de trabajo, ni siquiera quedarán como ejército de reserva del proceso productivo. Simplemente son prescindibles. ¿Qué significa quedar desempleado permanentemente sino una muerte lenta y una desintegración profunda del sentido de la vida?

Leonardo Boff

Leonardo Boff

Añádase además que hasta esa fecha fatídica están pronosticados de 150 a 200 millones de refugiados climáticos.
El informe hecho por 2.700 científicos «State of the Future 2009» (O Globo de 14.07/09) dice enfáticamente que debido principalmente al calentamiento global, hacia 2025, cerca de tres mil millones de personas no tendrán acceso a agua potable. ¿Qué quiere decir eso? Sencillamente, que esos miles de millones, si no son socorridos, podrán morir de sed, deshidratación y otras enfermedades. El informe dice más: la mitad de la población mundial estará envuelta en convulsiones sociales a causa de la crisis socio-ecológica mundial.
Paul Krugman, premio Nóbel de economía de 2008, siempre ponderado y crítico en cuanto a la insuficiencia de las medidas para enfrentar la crisis socioambiental, escribió recientemente: «Si el consenso de los especialistas económicos es pésimo, el consenso de los especialistas del cambio climático es terrible» (JB 14/07/09). Y comenta: «si actuamos como hemos venido haciéndolo, no el peor escenario, sino el más probable será la elevación de las temperaturas que van a destruir la vida tal como la conocemos».

Si probablemente va a ser así, mi preocupación por los nietos se transforma en angustia: ¿qué mundo heredarán de nosotros? ¿Qué decisiones se verán obligados a tomar que podrán significar para ellos la vida o la muerte?
Nos comportamos como si la Tierra fuese nuestra y de nuestra generación. Olvidamos que ella pertenece principalmente a los que van a venir, nuestros hijos y nietos. Ellos tienen derecho a poder entrar en este mundo mínimamente habitable y con las condiciones necesarias para una vida decente que no sólo les permita sobrevivir sino florecer e irradiar.

Leonardo Boff

2009-08-28

O AMOR ACABA por hamilton alves / florianópolis

Paulo Mendes Campos, que é um cronista que muito admiro, que foi fiel a esse gênero (também fez poesia) até o fim; nunca escreveu, que eu saiba, um conto, uma novela ou coisa semelhante, tem uma crônica, que li estampada no caderno “Mais”, da Folha de S. Paulo, faz uns anos, que refere várias situações em que o amor acaba.

Deu-me vontade de seguir referindo outros casos ou momentos em que o amor acaba, se isso não fosse redundante e até, por que não dizer?, fastidioso.

Sim, o amor acaba, quando menos se espera.

Nada é eterno.

Tudo começa e tudo termina. Tudo tem um início e um fim irremediáveis, nem que seja pelo mais doloroso dos fins.

– Tudo acaba. – disse-me uma vez uma namorada

Estávamos no auge do namoro e ela me disse isso de supetão, me pegando desprevenido para a idéia de um dia, sem mais nem menos, ter fim nosso relacionamento.

E teve.

Não sei o que discutimos certo dia que, sem pensar muito, lhe disse:

– É melhor acabar isso de uma vez; não dá mais certo.

Cobrara uma providência que não tomara referente a um interesse dela.

Laconicamente, respondeu:

– Sim, estou de acordo. Já vai longe essa relação.

Tinha alguma coisa para lhe devolver ou entregar no dia seguinte. Ela mesma, resolutamente, propôs a solução da entrega do objeto:

– Você pode deixar em tal lugar (citou o local  onde deixá-lo); não há necessidade de nos encontrar.

Quer dizer, amor mesmo nunca houve entre nós. Dois seres que se amam verdadeiramente não põem termo a uma relação tão friamente assim.

Paulo, na sua crônica, citou uma infinidade de situações em que o amor acaba. Diz ele: “o amor acaba numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois do teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar”, etc.

O fato é que, quando o amor acaba, cada qual sai com sua dor para seu lado, sem às vezes medir consequências, sem mesmo avaliar o que isso poderá custar. O amor acaba, sim, mas como dói tantas vezes.

(set/09)

JORNAL “A TARDE” (BA) entrevista o poeta MANOEL DE ANDRADE / cássia candra

Autor de uma obra engajada nos ideais revolucionários que incendiaram a América Latina a partir da Revolução Cubana, Manoel de Andrade se tornou alvo do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e teve de deixar o Brasil em 1969. Seu acervo poético dos anos que se seguiram, ainda inédito no País, vem a público 40 anos depois com a publicação de Poemas para a liberdade (Escrituras).

A poesia política, carregada de emoção, remete a uma saga literária original, que cruzou as fronteiras latino-americanas com jovens mochileiros. Editado em espanhol, Poemas para la libertad chegou à Bolívia, levado por contrabandistas equatorianos, ao Peru, Colômbia, e em 1971, na Califórnia, EUA. Seus poemas são algumas das pérolas da literatura brasileira condenadas ao ostracismo pelo AI-5.

Para o poeta, “Não houve na história um ano com tantas barricadas como em 1968”.


A Tarde – O senhor viveu os anos dourados de sua trajetória revolucionária fora do Brasil. É lamentável que tenha sido assim?
Manoel de Andrade | Pelo saldo sangrento que a Ditadura deixou na nossa história, minha saída foi o passaporte para a minha sobrevivência. Caso contrário, quem sabe não estivesse a responder esta entrevista, já que quando deixei o Brasil estava sendo procurado pelos agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Por outro lado, o importante era estar engajado na luta revolucionária, não importa em que país sua trincheira fosse aberta. O que tenho a lamentar foi o vazio em que caiu minha poesia naquela longa ausência e, posteriormente, pelo meu  próprio manecodesinteresse  ante as dificuldades de expressão ideológica nos anos que antecederam a abertura democrática.  Em 1968 meus versos começavam a ter notoriedade nacional, sobretudo pela sua publicação pela Revista Civilização Brasileira e o amplo destaque que vinha tendo na imprensa do Paraná. A partir da minha saída, em março de 1969,  meus versos vieram à luz em outros berços fraternos, contudo não tiveram a insubstituível carícia da pátria, nem o leite materno da língua portuguesa.

AT – Esta experiência foi capaz de gerar, consciente e gradativamente, um cidadão latino- americano?
MA | Sempre me senti um cidadão do mundo. Sentir-se latino-americano é uma postura  natural quer pelas nossas origens latinas e ibéricas, quer pelo respeito à herança cultural pré-colombiana e a própria da história libertária do Continente. Esta consciência nos coloca, antes de tudo, diante de uma memória colonial de crimes e injustiças inomináveis. Diante de sua memória o ofício do escritor é sempre um compromisso de resgate, de testemunho, de acusação e de esperança e neste sentido minha experiência de caminhante  ampliou minha consciência e, consequentemente, as dimensões dessa cidadania.

AT – No prefácio de seu livro Poemas para a liberdade o senhor diz que em 2008 sua geração “foi colocada no divã da história para fazer a psicanálise de suas ações e omissões”. Como o senhor se sente neste processo?
MA | Sinto-me muito solitário, a exemplo de outros tantos que ousaram preservar seus sonhos. A recente história política do país é um farto repositório de omissões e concessões. Mas depois de tantos escândalos é irrelevante explicitar exemplos. Os encantos do poder reuniram na pátria romanos e cartagineses e,  diante das tantas benesses,  as grandes bandeiras foram arriadas e os ideais emudeceram de vergonha. Foram tantas as sementes lançadas pelos nossos sonhos ao longo do país e do Continente. Muitas delas foram sacrificadas. Outras morreram quando mataram nossa utopia. Algumas, contudo, se preservaram no meio de tanto desencanto, resistiram às ilusões do poder e  sobreviveram com suas cicatrizes, incorruptíveis na dor e ao silêncio. Algumas dessas sementes são hoje flores solitárias num mundo político com cartas marcadas. Sobrevivem porque ainda sonham. Sabem que no mundo não há mais lugar para heróis e muito menos para o homem novo. Estamos mesmificados pela globalização e, nesta ribalta, somente os mitos são iluminados. Penso que todos aqueles que empunharam suas bandeiras naquela década de lutas deveriam honrar ainda essa memória. Nunca tivemos na história do mundo um ano com tantas barricadas como o ano de 1968. Nesse contexto, meus poemas foram apenas uma solitária expressão daquela luta, porque, nos anais dessa memória, todos  sabem que  os verdadeiros poemas da bravura não foram escritos em versos. Contudo esse foi o principal motivo porque resolvi, quarenta anos depois, publicar no Brasil os meus Poemas para a liberdade.

AT – Que Manoel de Andrade nasceu daquele processo revolucionário?
MA | Nasceu um cidadão comprometido com todos os homens.  Que já não acredita na violência revolucionária para mudar o mundo e que para isso todos devem dar as mãos para empunhar as  bandeiras da educação e da paz. Que ainda acredita no sonho de um mundo socialista.
Um homem iluminado pelo sol da liberdade e  cujo coração é uma aldeia da solidariedade. Um homem despojado de interesses pessoais.  Preocupado com a justiça, com o amor ao semelhante e a caridade para os excluídos. Um homem escravo da sua consciência e que busca nunca fazer a ninguém o que não gostaria para si mesmo. Que aprendeu a combater o bom combate, disposto a dar a outra face e perdoar as ofensas. Um homem que respeita o Criador e todas as criaturas, que vê o mundo como poeta e que acredita que a poesia e a música são as mais belas expressões da alma humana.  Um homem preocupado com sua  transformação moral e que luta para transformar seu egoísmo em amor e seu orgulho em humildade.

AT – O senhor transformou política em poesia. Que consciência tinha, naquela época, do poder dos seus versos?
MA | Meus poemas políticos  nasceram pela consciência histórica que tive do meu tempo. Em 1965, um ano depois de golpe militar, participei da Noite da Poesia Paranaense, no Teatro Guaira e ali, entre os quatorze poetas convidados, fui o único a encarar a ditadura  com o poema “A Náusea” que consta deste livro. A partir de então  minha poesia foi se engajando nos ideais revolucionários da época. A revolução Cubana era o nosso farol aceso no Caribe e ao longo da América Latina os movimentos de liberação nacional abriam suas trincheiras. Eu era estudante de Direito e depois de História e declamava meus poemas entre os estudantes e em  passeatas de protesto, panfletava suas cópias mimeografadas nos ambientes da Universidade e os publicava nos boletins acadêmicos. Não sei se naquela época eu tinha consciência do poder dos meus versos, mas embora soubesse que com a poesia não se podia mudar o mundo eu acreditava que no contexto político em que vivíamos no Brasil, o papel do intelectual, e sobretudo do poeta, era comprometer-se politicamente com a época em que vivia, como fizera Castro Alves ante da escravidão,  Maiakovski na Revolução Russa e tantos outros como Byron, Garcia Lorca, Marti, Vallejo, Miguel Hernandez, Nazim Hikmet, Guillén, Neruda, Evtuchenko e depois aqui mesmo no Brasil com Thiago de Mello, Moacyr Felix, Ferreira Gullar, etc. Se meus versos tinham ou não poder que o digam os arquivos da ditadura no Paraná  onde constam cópias mimeografadas de meu poema “Saudação a Che Guevara” — panfletado nos meios estudantis e sindicais de Curitiba em novembro de 1968 –, bem como o registro de minhas atividades e das quatro edições dos meus “Poemas para La Libertad”, na América Latina. Que o digam também os registros da ABIN, em Brasília, relatando minhas atividades como intelectual, e “difamando o nome do Brasil no exterior”. Por certo o poder da minha poesia estava em seus versos libertários, seu poder de denúncia, em sua ânsia de convocação para um sonho que contagiava um continente inteiro e por eram também um lírico manifesto de esperança em um mundo novo.

AT – Como avalia o movimento que vivenciou? Que cidadãos e que sociedade foram gerados naquele processo revolucionário?
MA | Foram muitas sementes lançadas pelas vanguardas revolucionárias em todo o mundo, mas, à semelhança da “Parábola do Semeador”, a maioria delas se perdeu pelos caminhos, ou caiu entre as pedras e no meio dos espinhos. A exemplo da simbologia cristã, muitas daquelas sementes não brotaram porque caíram no terreno árido dos longos anos de ditaduras que reprimiram várias gerações  latino-americanas, deixando a juventude órfão de valores políticos e culturais. Outras brotaram, mas suas raízes não mais encontraram, no tempo, o terreno histórico para fecundar suas flores e seus frutos e outras ainda foram sufocadas pelos espinhos do capitalismo perverso e suas ilusões consumistas. As poucas sementes que caíram na boa terra brotaram e se preservaram imaculadas na seiva do ideal. Contudo os tempos já eram outros, marcados pelos cacos das grandes ideologias e seus sonhos foram marginalizadas pelo oportunismo dos seus próprios pares e pelos interesses e equívocos de uma sociedade dominada pela esperteza, pela corrupção e pelo hedonismo. Escrevi, no ano passado, pela memória dos quarenta anos de 1968, quatro artigos enfocando o problema estudantil no Brasil e no Mundo e sua opção pela luta armada na América Latina. Toda a essência desta pergunta e sua resposta estão avaliadas nas considerações finais do 4º artigo: As barricadas que abalaram o mundo”, à disposição na Internet.

AT – Qual o seu olhar sobre a América Latina hoje?
MA | É historicamente gratificante ver a América Latina representada politicamente por uma grande mobilidade social.  Na Venezuela, na Bolívia e no Equador o apoio popular tem permitido avanços mais profundos nas estruturas sociais, visando abolir seculares desigualdades de classes. É um período de transição, em que os governos mais corajosos começam a desterrar as teses  neoliberais que dominaram a política do Continente no século passado. Creio que finalmente a América Latina começa a despertar para o mundo, política e economicamente. É desejável que a integração do Brasil com a América Latina se torne ainda muito mais fraterna.

NOSSA VINGANÇA por alceu sperança / cascavel.pr

Quando perdemos amigos involuntariamente, por motivos externos, parece que um mecanismo igualmente involuntário é acionado. Pensamos que se estivéssemos mais presentes, solidários ou parceiros poderíamos ter evitado essa perda. E vem aquela ideia, que por vezes acode apenas por alguns poucos e fugazes momentos, de que pelo menos agora deveríamos ser mais presentes, solidários e parceiros dos amigos que ficam.

Agora mesmo sentimos a perda do artista plástico Wanderley Damasceno, como sentimos antes as perdas do Andrezinho Costi e do advogado Aírton Reis, sobre os quais a colega Lara Sfair e o eterno camarada Mário de OliveiraAlceu sperança  - AJC (1) já teceram memoráveis referências.

Sobre o André, tenho a declarar que um dia chegamos a tramar o esboço de um festival de música, um Woodstock cascavelense, a partir de uma idéia fixa do companheiro Chicão Lustosa.

Sobre o dr. Aírton, vale a recordação agradecida de Mário Ferreira de Oliveira. Quando Mário foi preso, na ditadura, acusado de montar um arsenal de armas para uma inexistente “subversão comunista” do PCB, o dr. Aírton Reis foi defendê-lo.

Reis não só foi impedido de verificar as dramáticas condições carcerárias em que Mário estava, sofrendo ofensas e torturas, como também ele próprio foi maltratado. São episódios que não podem ficar esquecidos nem ocultos.

Curiosamente, nosso Wanderley Damasceno, o último a pular daqui pra lá, ao ser recrutado pelo PCB tomou a iniciativa de reunir armas para uma tomada de assalto ao prédio da Prefeitura de Cascavel. Fui o encarregado de dizer a ele que a ação era descabida: a revolução percorre os caminhos da consciência política, não os da aventura irresponsável.

Coisa difícil de dizer a um entusiasmado camarada, pois eu próprio achei a coisa de um romantismo fenomenal e até senti vontade de participar!

Se não pudemos ser mais solidários, presentes ou parceiros de Damasceno, Andrezinho, Aírton, da menininha Emanuele, assassinada no acampamento de sem-terras, da garota executada no Bobódromo, dos idosos e das crianças que sucumbem à violência do trânsito, dos que sofrem as epidemias de gripe suína, dengue e hepatite resultantes da falsa “prioridade” à saúde, dos jovens trucidados na periferia, temos ao menos que estar e ser presentes, solidários e parceiros dos familiares e amigos que sobrevivem e procuram, com amor e emoção, transformar este chamado “vale de lágrimas” num planalto de humanidade, carinho e construção.

Sem deixar de derramar as lágrimas cabíveis, pois continuam chorando em nossa Pátria mãe gentil as Marias e Clarices, devemos ter claro que nenhuma homenagem seria mais necessária, suficiente e eficaz aos nossos mortos que zelar fraternalmente pelos que ficam.

Para que não se desesperem, para que se reanimem, para que reforcem o ímpeto progressista de sua missão nesta vida e neste solo. Para que combatam a chaga triste da exploração do trabalho humano, do enriquecimento com o sofrimento dos homens, do neoliberalismo e seu aquecimento global, do espírito belicoso e ofensivo da indústria de armas, da sanha homicida dos senhores da droga e das finanças, do culto à filosofia hobbesiana de que “o homem é o lobo do homem”.

Que uma dor assim pungente não seja inutilmente a derrota, o entregar dos pontos, a desistência de tornar este mundo melhor para os familiares dos nossos mortos, para seus amigos que ficam e querem extrair dessas dores e lágrimas todas a melhor vingança possível.

E qual seria ela? A transformação do Brasil num país melhor, mesmo sendo hoje oprimido pela conversa mole de Lula e seus parceiros, liquidando direitos, trapaceando com a poupança dos pobres e o dinheiro dos trabalhadores, em seu papel odioso de agentes internos, a quinta-coluna do neoliberalismo.

E a vingança maior de transformar este mundo num lugar melhor para viver, pois isso, apesar das dores pungentes, das lágrimas e das armas quentes, é não só possível como absoluta e inevitavelmente necessário/obrigatório se não queremos abdicar de nossa humanidade e de manter a vida soberana sobre este planeta.

Haverá luz e alegria no fim do túnel. Mas ainda temos que cavá-lo.