Arquivos Diários: 17 setembro, 2009

Lula teve ‘visão correta’ ao falar que crise era ‘marolinha’, diz ‘Le Monde’


Segundo o jornal, governo foi ‘preciso em estratégia concentrada no apoio do mercado interno’.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão “bastante correta” ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma “marolinha”, diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira (17).

lula-08O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

“A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais”, afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado “A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics”, o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo – Brasil, Rússia, Índia e China – um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Outros países

“É para os grandes países emergentes que se direciona hoje a esperança de que a fase de recuperação do nível de vida vai se acelerar. E que seus modelos de crescimento, até hoje essencialmente baseados nas exportações, vão progressivamente dar lugar a um novo modelo de desenvolvimento, garantindo mais importância à demanda interna”, diz o jornal.

Sobre a China, o Le Monde afirma que a previsão de crescimento de 8% para o PIB de 2009 deve ser atingida, mas ressalta que o modelo econômico do país favorece o investimento em detrimento do consumo.

O diário francês lembra que a Índia conseguiu manter um crescimento sustentado, principalmente nos setores de indústria e serviços.

Já a Rússia, tida como o país mais atingido dos Brics pela crise, também parece estar se recuperando, de acordo com o Le Monde, com um aumento do PIB nos últimos meses.

g1.

PROFESSOR ISRAELITA ASSEGURA: ‘‘PODÍAMOS DESTRUIR TODAS AS CAPITAIS EUROPEIAS’’ por vera lúcia kalahari / portugal

Numa entrevista ao jornalista Nadim Lodki, entrevista que considero bastante polémica, mas que, incompreensivelmente não foi divulgada nos Meios de Comunicação Sociais ocidentais, o professor da Universidade de Jerusalém Martin Van Creveld, surpreende-me com as declarações agressivas que, sem embargo, profere.

O que me deixa admirada e, de certa forma, apreensiva, é o facto de não ter havido qualquer reacção quer por parte dos Estados Unidos, quer por parte da União Europeia,

que tão susceptíveis se têm mostrado a qualquer atitude menos moderada de qualquer outro país , que não foram nada, se comparadas com a arrogância e as ameaças veladas evidenciadas nesta entrevista. Poder-se-á argumentar, que não foram declarações atribuídas a Entidades Oficiais mas pergunto: Alguém terá sido admoestado quanto à gravidade destas afirmações? Ponho as minhas dúvidas, porque, em bom português, ‘’Quem fala assim, não é gago…’’.

Mas passemos às declarações de Creveld que primam igualmente por uma falta de ética moral que nos faz pensar que ideologia é semeada, numa Universidade estatal, por este professor? A resposta, no meu ponto de vista, é só uma: o ódio e a segregação racial, levada até aos extremos.

Vamos aos factos:

Durante a referida entrevista, indagado sobre a força militar de Israel, Creveld assegura que o seu país tem a capacidade militar para arrasar com a maior parte das capitais europeias, com bombas nucleares.

‘’Possuímos várias centenas de ogivas e rockets, que podemos disparar em várias direcções, talvez até sobre Roma. Para não falar na nossa força aérea que poderá arrasar a maior parte das capitais europeias.’’

Creveld que é especialista na História Militar de Israel, referiu ainda que a ‘’deportação colectiva, foi um meio estratégico militar para melhor controlar o Povo palestiniano’’. E acrescentou:’’Os palestinianos poderiam e poderão ser até todos deportados. O nosso povo tem esperança que isso aconteça. E o governo israelita está unicamente à espera pelo homem e pelo tempo certo. Há dois anos, somente 7 a 8 por cento dos israelitas eram da opinião que esta seria a melhor solução. Há 2 meses, a percentagem subiu para 33 por cento. Hoje cifra-se em 44 por cento’’.

Creveld afirmou ainda que ‘’está seguro que o primeiro ministro Ariel Sharon deseja deportar todos os palestinianos.’’ Tenho a certeza que era esse o seu desejo. Ele desejava a escalada do conflito. Sabe-se que outra coisa não poderá acontecer.’’

Indagado se não estaria equivocado já que Israel, ao tomar tal atitude transformar-se-ia num Estado que ficaria para sempre ligado a uma deportação genocida, Creveld recordou a frase do Ministro da Defesa Moshe Dayan quando afirmou:’’Israel é como um cão raivoso, muito perigoso para se abater’’.

O professor argumentou ainda que Israel já não tinha que se preocupar com o seu estatuto no panorama mundial: ‘’As nossas Forças Armadas não são as décimas-terceiras mais fortes no mundo, mas sim as segundas ou terceiras. Temos a capacidade

De fazermos cair o mundo o connosco. E posso assegurar-vos que isto acontecerá antes de Israel cair.’’

Não nos surpreendem afirmações vindas de quem quer que seja ou de onde quer que venham. Admira-nos, isso sim, que não tivessem surgido reacções a tais declarações. Se tivermos em conta que tudo tem servido de pretexto para o desencadear de guerras no Médio Oriente – lembremo-nos, por exemplo, que o Líbano sofreu uma desoladora destruição e milhares de mortos civis, com bombardeamentos israelitas sob o pretexto, pasme-se, de que haviam sido atacados na sua fronteira, por um ou dois elementos do Hezbollah.

Torna-se cada vez mais evidente que o poder económico tudo domina. É a senhora que a todos prostitui. E se pensarmos que neste momento Israel tem a economia mundial nas mãos e que, segundo os entendidos, terá tido um papel muito importante na crise económica que assola todos os países precisamente para fortalecer ainda mais esse poderio económico, até os mais cépticos dão por si a pensar nas profecias de Nostradamus em 1555, sobre a 3ª Guerra Mundial:’’Líderes loucos lançarão bombas nucleares sobre o Mediterrâneo e a Europa.’’

Vera Lucia