WALMOR MARCELLINO entregou as moedas para o barqueiro na manhã de hoje / pela editoria

faleceu nesta manhã o jornalista, escritor, filósofo e dramaturgo WALMOR MARCELLINO. WALMOR era colunista deste site para assuntos politicos. os PALAVREIROS DA HORA rendem suas homenagens ao grande batalhador pela justiça social no planeta e com ênfase no nosso país. foi um lutador incansável contra a ditadura militar sendo preso em diversas oportunidades. nasceu em Araranguá (sc) e morou em Porto Alegre onde juntou-se ao grupo QUIXOTE de poesia. WALMOR era também editor e estimulava os novos autores, que tivessem uma visão critica e social da vida moderna, publicando, às suas expensas, diversos deles. com a Editora QUEM DE DIREITO uma das suas ultimas publicações foi a antologia Iª REUNIÃO DOS POETAS DO SUL – ” PRÓXIMAS PALAVRAS” onde participaram os PALAVREIROS manoel de andrade, jb vidal e  o colaborador e artista visual nelson padrella.

desejamos fôrça à Elba, sua esposa, e aos seus familiares, para enfrentar este momento dolorido.

o velório ocorrerá na capela nº 1 do Cemitério Municipal de Curitiba a partir das 16:00 havendo a cremação amanhã as 09:00.

Walmor marcellino fotoWALMOR MARCELLINO.

7 Respostas

  1. Meus sinceros pêsames a todos e que o “barqueiro” aproveite a viagem ao lado do Walmor Marcelino.

  2. Meu caro irmão-poeta J.B. Vidal.
    Bom dia (???)

    Será mesmo um bom dia?
    Que assim o seja!!!

    Conheci Walmor aí em Curitiba por seu intermédio. Tivemos pouquíssimos papos, mas dos quais tivemos foram suficientes para que eu pudesse admirar a capacidade do pensamento superior que havia nele…
    Lembro-me da última noite que estivemos juntos, lá no Massudas, eu, ele, você, Maneco, Mazé Mendes, entre muitos outros. Naquelas poucas horas daquela noite encetamos uma discussão filosófica… Que bela discussão! Faláramos do Ser… Do ser-ente e do enteser… Do ser-aí. Foi de fato uma bela “divagação” pelo campo da Filosofia. Foi, enfim, neste dia que comecei a admirá-lo profundamente. E devo dizer, mas não só isso, agradecer-te, meu caro Vidal, por me apresentares Walmor Marcelino.

    Meu caro Vidal, diferentemente de algumas outras pessoas, lembro-me que eu e Walmor concordáramos numa questão: a única coisa que existe daquilo que entendemos por tempo ou existência é a PRESENCIALIDADE. Presencialidade que se concretiza no instante… No Aqui e Agora – um conceito da Gestalt. Frederick Perls, um gestaltiano de primeira ordem enfatizou: “O PASSADO JÁ NÃO É. O FUTURO AINDA NÃO É. PORTANTO SÓ EXISTE O AQUI E AGORA”.

    Mas há um outro autor – Gaston Bachelard – que enuncia que tudo o que existe só existe no instante. Portanto, meu caro Vidal, como que retomando aquela discussão com Walmor Marcelino infiro, neste instante que, nada há para aquém ou além do instante… E este instante de saudade ficará marcado para todo o sempre… Para toda a eternidade.

    Que Walmor Marcelino faça, neste instante, uma belíssima viagem…

    Grande abraço a todos.
    João Batista do Lago

  3. É sempre preciso saudar um Poeta, no durante de sua vida, no durante de sua viagem com o barqueiro, no depois quando, segundo a nossa certeza poética e/ou religiosa ( diversas tanto serão uma da outra?), ele do outro lado da margem e nós aqui, prosseguindo nesta jornada visível (mais real do que a outra?), muitas vezes obscura, com uma e outra luz a brilhar, aqui e ali.
    Saudações
    Zuleika dos Reis.

  4. Que a terra te seja leve.

    1. SEMPRE QUE DESAPARECE UM COMBATENTE PELA LIBERDADE E POR UM MUNDO MELHOR,
      OS HOMENS FICAM MAIS POBRES.
      OS MEUS SENTIMENTOS A SUA FAMÍLIA E SEUS AMIGOS.
      VERA LUCIA

  5. Depois de longos anos reencontrei o Walmor, no escritório publicitário no Jamil Snege, em 2002. Me convidou para participar da Antologia Poética PRÓXIMAS PALAVRAS, com ele, J.B.Vidal, Nelson Padrella, Paulo Hecker Filho, Helena Sut, Ewaldo Schleder e outros mais. Foi meu retorno à poesia depois de 30 anos de abstinência literária. Cinco anos depois, quando publiquei CANTARES, meu primeiro livro publicado no Brasil, pude imprimir, na sua segunda página, o imperecível significado da minha gratidão:

    para Walmor Macelino
    que marcou meu reencontro com a poesia

  6. Prezado editor, colegas palavreiros e demais colaboradores deste adorável “blog”,

    Não conhecia pessoalmente Walmor, mas algumas das suas matérias as li aqui.
    É sempre triste a despedida. É sempre uma perda de nós mesmos. Pois que somos apenas espelho.
    Faço minhas as palavras do Vidal – que os entes queridos mais próximos possam suportal tal ausência.

    Nossa dificuldade está nas recordações. De um livro que estou lendo extraio um pensamento
    retrabalhado. Não existe futuro. O futuro é sonho. Temos apenas passado, e um presente fugidio,
    que escorre a cada imagem construída. Tudo é passado. E diria, tudo é saudade.

    Estou triste sim. Junto-me à tristeza dos próximos e daqueles que com ele conviveram.
    Porque o mais sincero sentimento da humanidade é a tristeza, quando nos despojamos de tudo,
    quando estamos nus e inteiros para amar e chorar.

    TM

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