RAINER MARIA RILKE sobre o poeta/escritor / alemanha

“Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:”Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples “sou”, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, a dizer o que vê, vive, ama e perde. (…)”

3 Respostas

  1. ”Na solidão do meu amor, tu te transformas em tudo, tens todas as formas da solidão que me rodeia, és árvore e nuvem, és a fonte que canta e és o canto dos pássaros. Tu és esse murmúrio ou esse perfume que andam no ar. Não há solidão…”
    Estas palavras de Rilke foram as minhas companheiras em muitos dias de guerra… E ajudaram-me a
    sobreviver quando o meu mundo ruía à minha volta. .. Continua, por isso, sempre presente à minha
    cabeceira.
    Vera Lucia

  2. Rilke, que saudade. Páginas de encanto, lidas e relidas na minha juventude. As “Elegias de Duíno”, os “Sonetos a Orfeu”., “O livro da pobreza e da morte”. Seu misticismo, suas mágicas metáforas, a presença imanente de Deus, a visão religiosa da arte, herdada de Rodin. A morte, para ele,, como uma ilusão, entre duas realidades de uma mesma vida — como disse Memei.

    Vidal, você pinçou este trecho da 1ª carta, mas o livro inteiro — Cartas a jovem poeta — é uma cartilha indispensável para todos os poetas. E pensar que Neruda o substimou no “Canto General”, chamando-o de “poeta celeste” ao ironizar sua espiritualidade.

  3. Creio que trecho de “Cartas a Um Jovem Poeta”, instigante e visceral conjunto de textos sobre o ato de escrever… poesia, sobre vida e a morte implicados em tal ato; textos daqueles fundantes, alicerce, um dos que me marcaram mais fundo, quando ainda uma adolescente. No entanto, meu bem-amado Rilke, eu nunca tive a resposta clara para o meu próprio caso; ainda aguardo-me a resposta, desde o centro da escuridão.

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