A POETA HELENA KOLODY é homenageada por TONICATO MIRANDA no dia de seu aniversário de nascimento.

Hoje, além de ser o Dia da Padroeira do Brasil e Dia da Criança, é dia de se reverenciar a maior poeta do Paraná.

No dia 12 de Outubro de 1912, nasceu em Cruz Machado, aquela que viria a ser a maior poeta paranaense de todos os tempos, faleceu em Curitiba no dia 15 de fevereiro de 2004.

Helena, se ainda estivesse entre nós estaria completando 97 anos. não deu. como ela mesmo dizia já no fim da sua presença entre nós, as pernas já não aguentavam mais, e ela, quando saía à rua, ía “manquitolando”, se ajeitando no seu grande corpo alquebrado, que já não conseguia acompanhar sua cabeça lúcida e sábia.

Deixou-nos, mais do que poemas, uma sabedoria e alegria de viver sem igual.

Para comemorar o seu aniversário, publico uma carta inédita sua endereçada a mim, assim como dois poemas inéditos também enviados a este Palavreiro da Hora.

Folha 1

Folha 2

Folha 3

Tinha o olhar distante,

cheio de saudade.

Um olhar perdido

numa outra idade.

HK/1987

Trova

Para muitos, aventura

é clarão que vem e passa,

um sorriso que não dura,

um reflexo na vidraça.

HK/1988

HELENA KOLODI

HELENA KOLODI

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3 Respostas

  1. Muito bom ver o carinho e a expressão afetuosa de uma mulher com tanto talento e que está eternizada na nossa literatura! Parabéns pelo post! Abraço.

  2. Tonicato, querido. Você é um privilegiado. Que cartas lindas ela te escreveu. Lembro que você me disse que não publicou-as em respeito à memória de Helena. Te admiro. Mas juro que gostaria de le-las… Ela sempre desperta a criança que existe em mim….
    FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!
    FELIZ DIA DA HELENA!
    Beijo, amigo

  3. Tonicato, meu caro, que invejável bagagem biográfica você nos revela, depois de 22 anos, na singela sabedoria desta carta e no lirismo destes oito versos.
    Nos perguntamos que importância teve esta carta para que as águas da tua poesia desviassem a pedra que havia “no meio do caminho” e buscassem o mar, chegando até hoje à foz dessa baia palavreira onde nos brindas constatemente nas marés altas dos teus versos?
    É disso que somos feitos nós os poetas: da memória e da saudade, dessa misteriosa plenitude, esse misterioso monólogo com o tempo e com o incognocível, onde a Helena habita, onde enfim todos habitamos — na imortalidade de cada dia –, esse território perene do encanto e do amanhecer.

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