PROFESSOR de marilda confortin / curitiba

Não fale grego comigo!

Não sabes o perigo que estás correndo!

Eu não entendo!

E um mal entendido pode despertar

a ira do minotauro adormecido

do livro de Tolentino que ando lendo.

Mestre, mestre…

Tu sabes que odeio línguas (exceto a tua).

Elas só dizem o que já foi sentido.

E se não sinto na tua ou na minha língua,

não faz sentido.

Beije-me!

Deixe que eu entenda

o que dizem as estrelas

do céu de tua boca.

Não preciso de idiomas

para ouví-las, sentí-las

vê-las cintilando a olho nu,

em nosso olhos,

nus.

Esquece a classe, professor.

Traduza-me enquanto te devoro!

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3 Respostas

  1. Querida Marilda,
    A tua alma apaixonada, pelo menos deixas transparecer isso em todos os teus poemas, mais uma vez se manifesta aqui, sem barreiras e sem falsos puritanismos.
    O erotismo chega até aos teus leitores de forma subtil, mas tão transparente , que quase nos dá vontade de conhecermos o tal professor que te despertou esses desejos primitivos… Se eu estivesse no teu lugar era capaz de fazer o mesmo… O grego, para os gregos…
    Um beijão
    Vera Lucia

  2. que lindo poema Marilda

  3. Que texto belo, de ímpares texturas, jogo de tessituras sobre o tecido-pele da língua., sobre a pele-pele do corpo, este também outro rosto da esfinge.
    Grande abraço
    Zuleika.

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