MAS COMO? de rosa DeSouza / florianópolis


Quantos olham riachos pensando em mar.

Caminhantes de pedras ásperas, grãos de areia.

Cama turbulenta de jasmim… alergia.

A invejavam tanto. Se inspiravam romanceando.

Mas como? Que mais queria?

Aquilo que fazem no casebre pintado de branco.

Soleira ensolarada de flores silvestres, aquecendo o pé.

Degrau que eleva o chão a um finito sem fim.

Cama perfumada de rosmaninho.

A questão não é ser ou ter, mas dar.

Não há barcos no horizonte. O mar murchou.

Chuva no cimento. Terra inundada de sede.

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