MARCAS por “o ruminante” / belém.pa


Procuro nos traço de meu semblante

Algo que me mostre novamente

Aquele que outrora um dia eu fui

Não falo simplesmente de lembranças

Mas de alguém que não consigo mais enxergar

No meu semblante vejo as marcas

Marcas que o meu passado deixou

Mas não consigo ver o meu passado

Vejo rugas impiedosas traçadas por toda parte

Avisto o prateado tom de cabelos descolorindo

Se não vejo meu passado em mim

Somente as marcas de quem fui um dia

Não sou mais eu quem está aqui

Por isso não me vejo mais em minhas marcas

Marcado eu fui para não saber mais quem sou

Que outras marcas o futuro me dará?

Será que nestas, afinal, me reconhecerei?

Caso outra vez não me veja

Não reagirei como no presente agi

As marcas da experiência me acalmarão

Porém, caso o futuro me seja um presente

Se as marcas me fizerem lembrar

Do semblante que hoje eu perdi

Mais marcado eu quero ser

Assim, eu jamais esquecerei quem eu sou.

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